sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
release your inhibitions..
Permita-se um retorno sagrado de vez em quando.
Encontre-se nas suas virtudes, conquistas, amigos,
sem apegos que ultrapassem a saúde, no entanto..
Reconheça seu lar, seus gostos, sua vontade de ficar quietinho
e feliz!
Sua pequenez diante do amor que sentes por tão poucas pessoas,
por rotina singela, doce.
Descobri a utopia das viagens e a maravilha de estar em casa.
Aprendi que irmãos são os amigos enviados para ti, por Deus, com Deus,
durante uma vida tão incerta que seria chato não tê-los por perto.
Diversão é permitida, assim como um passarinho e uma flor se entendem:
de necessidade mútua, se absorvem, se afagam, se afastam e sentem a falta do mistério bom que é poder contar com o néctar do jasmin, ou com o beijo do pássaro.
Entendi que entorpecer-se, seja em goles, fugas, lágrimas e até em músicas é até válido pra quem não espera muito de si mesmo e não-condenável, caso haja consciência clara de causa e efeito. Porém cobro-me somente o que por certo sei que sou capaz! E consigo, sim, mover-me, encarar timidez minha quebrando a si própria aos poucos, livre!
Quem ama verdades belas compreende o quão possível tudo é.
E eu agradeço. Sempre.
Encontre-se nas suas virtudes, conquistas, amigos,
sem apegos que ultrapassem a saúde, no entanto..
Reconheça seu lar, seus gostos, sua vontade de ficar quietinho
e feliz!
Sua pequenez diante do amor que sentes por tão poucas pessoas,
por rotina singela, doce.
Descobri a utopia das viagens e a maravilha de estar em casa.
Aprendi que irmãos são os amigos enviados para ti, por Deus, com Deus,
durante uma vida tão incerta que seria chato não tê-los por perto.
Diversão é permitida, assim como um passarinho e uma flor se entendem:
de necessidade mútua, se absorvem, se afagam, se afastam e sentem a falta do mistério bom que é poder contar com o néctar do jasmin, ou com o beijo do pássaro.
Entendi que entorpecer-se, seja em goles, fugas, lágrimas e até em músicas é até válido pra quem não espera muito de si mesmo e não-condenável, caso haja consciência clara de causa e efeito. Porém cobro-me somente o que por certo sei que sou capaz! E consigo, sim, mover-me, encarar timidez minha quebrando a si própria aos poucos, livre!
Quem ama verdades belas compreende o quão possível tudo é.
E eu agradeço. Sempre.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
true care!

Vivemos como se esperássemos curas, beijos
cartas de amor e príncipes que nunca vêm
Dançamos pra sentir algum alívio, qualquer liberdade,
certo desapego ao próprio corpo
Compensamos carências e fraquezas com vícios pequenos
menos infundados que as suas fontes
Não mais.
Podo cada planta, rego virtudes já crescidas
Torno-as vistosas e sussurro à rosas minhas
amarelas, brancas e aos passarinhos residentes,
que tenham humildade..
Se por acaso pudermos ver ondas,
sentar em montes de areia molhada,
construir castelinhos e provocar cócegas em algum semi-anjo,
tudo será feito com pureza.
Purifico-me. Dissemino redenção.
Jardim da vida, natureza do meu quintal,
de mundo meu, de amor universal,
somos todos um.
Porém quando for só eu,
e meu guia, minha Mãe, Divindade Suprema,
olharemos para trás, para cima, até que fecharemos os olhos
e acordaremos, de fato.
A partir daí, poesia será apenas o começo...
Sorris!
Somos bichinhos de luz,
infantos por essência..
Acordar com os olhos inchados não pressupõe cegueira,
apenas deverás abrí-los com vagareza.
Se não queres caminhar sobre o jardim,
deite-se nele e aspire todo o néctar que puder.
Em pouco tempo estarás nas costas de alguma ave colorida
grandiosa e iluminada,
que te conduzirá à fantasia que acreditas, sem precisar atravessar a Atmosfera.
Os limites estão dentro de nós.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Pequenos milagres..
Talvez não importe quando conquistaremos os primeiros fios brancos ou o luxo de lares de revistas; o que faremos com o dinheiro do pão nosso; ou as viagens carimbadas em nossos passaportes. De repente sequer sejam necessárias trilhas tão repletas de cultura, lugares tão diversos, para completar uma jornada bonita.
Valiosos mesmo são os atos corajosos aos quais nos entregamos quando nos permitimos desbravar o amor. Felizardos e fortes são os poetas, os palhaços, as atrizes e bailarinas, que não só enfrentam olhares críticos, reprovadores, incompreensivos, como também os transformam. Gente iluminada essa, que enxerga o poder de uma palavra bem direcionada, não resiste à poesia de coisa grande disfarçada em trapos.
Ainda assim, mesmo que uma criança não nasça médium, boa desenhista, escritora convicta ou uma simpatia de ator, tem o dom da arte caso se deixe levar pelo afago da fé irracional, sábia por natureza.
Pessoas simples são sujeitos de fascínio, creio que vieram tocar corações e disseminar ternura. E não interessa o dote de suas belezas, posses, intelectos: o sentimento bom, sempre que em primazia, torna seus criadores, por mérito, as estrelas do Reino dos Céus, as flores alegres de um paraíso calmo.
Fantasiar pétalas prateadas que pairam no topo das árvores, crianças livres brincando com raios coloridos; escrever sandices; sorrir e chorar por muito pouco; de repente, de fato, seja passatempo de loucos ou carentes por algum tipo de proteção. No entanto, o vôo ainda me soa mais são que aterrissagens constantes tão cheias de fitas e laços mundanos aprisionando valores tão belos em livros tão empoeirados.
Um dia publico letras carinhosas em folhas recicladas, assino-as e ilustro-as, jogo-as ao vento no meio da multidão. Assim, saberei que mesmo não tendo salvado vidas ou defendido causas nervosas, espalhei as únicas certezas que adquiri em todas essas vidas. E não terei vivido em vão...
Valiosos mesmo são os atos corajosos aos quais nos entregamos quando nos permitimos desbravar o amor. Felizardos e fortes são os poetas, os palhaços, as atrizes e bailarinas, que não só enfrentam olhares críticos, reprovadores, incompreensivos, como também os transformam. Gente iluminada essa, que enxerga o poder de uma palavra bem direcionada, não resiste à poesia de coisa grande disfarçada em trapos.
Ainda assim, mesmo que uma criança não nasça médium, boa desenhista, escritora convicta ou uma simpatia de ator, tem o dom da arte caso se deixe levar pelo afago da fé irracional, sábia por natureza.
Pessoas simples são sujeitos de fascínio, creio que vieram tocar corações e disseminar ternura. E não interessa o dote de suas belezas, posses, intelectos: o sentimento bom, sempre que em primazia, torna seus criadores, por mérito, as estrelas do Reino dos Céus, as flores alegres de um paraíso calmo.
Fantasiar pétalas prateadas que pairam no topo das árvores, crianças livres brincando com raios coloridos; escrever sandices; sorrir e chorar por muito pouco; de repente, de fato, seja passatempo de loucos ou carentes por algum tipo de proteção. No entanto, o vôo ainda me soa mais são que aterrissagens constantes tão cheias de fitas e laços mundanos aprisionando valores tão belos em livros tão empoeirados.
Um dia publico letras carinhosas em folhas recicladas, assino-as e ilustro-as, jogo-as ao vento no meio da multidão. Assim, saberei que mesmo não tendo salvado vidas ou defendido causas nervosas, espalhei as únicas certezas que adquiri em todas essas vidas. E não terei vivido em vão...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
she knows..

Seria fraqueza querer correr,
saltos em prédios antigos,
por apenas um dia de herói?
Um de cada vez..
Super seríamos!
Ao desvendar e extinguir toda a culpa
que carregamos ao errar, ou por simplesmente
não conseguir acertar.
Se alguma fuga me fosse possível seria
pra paz do meu próprio quarto,
já que bastaria olhos meus fechados, pesados,
para que grutas mil se transformassem em pensamentos.
Cavernas, essas, portas pra mundo novo,
auto-inventado.
Perfeição não é o caminho tal como felicidade plena
e humildade: é meta.
Caminho tentando curar meus próprios calos,
soprando feridas de obtenção confusa
Ainda assim,
afago machucados alheios
sem orgulho algum
já que babaca é a descrição que mais me encaixa..
Visto que tudo que eu gostaria de ser
ou fazer, auxílios expansivos no paradoxo entre
a essência e o ato.. bom, virtudes, me encontrem.
Por vezes me perco
e o melhor que sou capaz é deitar no alto de gramado extenso
deixar que as estrelas me hipnotizem
É muito céu!
Me desligando mais e adiante,
de mundo no qual eu deveria estar fazendo um trabalho melhor.
Me envergonho por demasiado
Agradeço constrangida.
Poesia irritante que me faz sentir além:
me liberte, prenda e queime eu-lírico fraco, mas não mate,
das cinzas surgimos, delas, renascemos.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Free from sin!
Eu só queria saber até que ponto o álcool permite e o sexo engana.
Eu preciso entender que a culpa, na verdade, não existe: o que está feito, já era, mutável, aqui, só o futuro.
Eu só queria saber se toda clave que ouço me conduzirá ao paraíso ou à fuga sem pernas.
Eu só queria compreender o lado bom em amar sem necessitar afago e a parte podre em se doar para um porco.
Eu queria apenas paz interior, voz solidária e passos gigantes de força sem fim.
Tudo que eu preciso é seguir toda essa libertação de poesia minha, tão avulsa e tão intrínseca, que perde por completo o sentido caso permaneça apenas teórica
Tiro férias de mim mesma e de todo o medo idiota que põe meus pés pelas mãos.
Mais difícil do que limpar um cuspe levado no meio da cara, sem ser atentado pela vontade de revidar, é ter peito pra enxergar vida após a humilhação.
E agora eu quero ver o corajoso que duvide do que eu sou capaz. Os resultados estarão aí, pra todo mundo ver: céticos também têm olhos.
Eu preciso entender que a culpa, na verdade, não existe: o que está feito, já era, mutável, aqui, só o futuro.
Eu só queria saber se toda clave que ouço me conduzirá ao paraíso ou à fuga sem pernas.
Eu só queria compreender o lado bom em amar sem necessitar afago e a parte podre em se doar para um porco.
Eu queria apenas paz interior, voz solidária e passos gigantes de força sem fim.
Tudo que eu preciso é seguir toda essa libertação de poesia minha, tão avulsa e tão intrínseca, que perde por completo o sentido caso permaneça apenas teórica
Tiro férias de mim mesma e de todo o medo idiota que põe meus pés pelas mãos.
Mais difícil do que limpar um cuspe levado no meio da cara, sem ser atentado pela vontade de revidar, é ter peito pra enxergar vida após a humilhação.
E agora eu quero ver o corajoso que duvide do que eu sou capaz. Os resultados estarão aí, pra todo mundo ver: céticos também têm olhos.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Na seção de sempre..
Estava eu na livraria, tranquila e lúcida, submetendo toda a minha tarde em busca de grandes autores. Estantes intermináveis me passavam fascinadas pela minha entrega. Desde muito pequena me dôo em prol de algum aprendizado que de fato toque coração meu tão suave. Por cada passo que eu dava na direção de todos aqueles livros grossos, tentava captar lampejos de fé apenas por seus títulos.
A minha sorte e bênção tamanha foi não me deixar cegar por tanta informação e cores foscas de capas céticas. Até que me surge, na esquina entre Literatura Estrangeira e Gastronomia, olhos brilhantes como um marzão de chocolate cremoso. Miúdo e doce, o menininho, de mãos dadas com a mãe, num repente honesto, paralisa seus passinhos dados com muito esforço até então (provavelmente, há pouco tempo, sequer sabia como caminhar.) Deparo-me, então, com mãozinhas boiando no ar à minha procura.
A figura materna que o guiava perdeu a compreensão e liberou seus bracinhos. Sem pensar vez nenhuma foi a mim por quem ele sorriu e correu.
Neste momento eu tive certeza que estava lendo os livros errados.
Ainda que toda a Geo-política tenha transformado mundo em que piso; por mais que a poesia angustiante de poetas-monstro represente o início da liberdade trasngressiva dos nossos tempos; eu nunca disse que pertencia a este solo, tampouco vivia nesta época.
Sou pretérito apenas quando me vejo infanta e futuro distante demais caso percebas meu afeto universal.
Talvez não interessam grandes autores e seus domínios, mas grandes histórias e suas fantasias.
Olhos sinceros como aqueles me convenceram pura e facilmente e assim sempre será.
Eis-me alí, desbravando minha missão. Menininho de Deus.
A minha sorte e bênção tamanha foi não me deixar cegar por tanta informação e cores foscas de capas céticas. Até que me surge, na esquina entre Literatura Estrangeira e Gastronomia, olhos brilhantes como um marzão de chocolate cremoso. Miúdo e doce, o menininho, de mãos dadas com a mãe, num repente honesto, paralisa seus passinhos dados com muito esforço até então (provavelmente, há pouco tempo, sequer sabia como caminhar.) Deparo-me, então, com mãozinhas boiando no ar à minha procura.
A figura materna que o guiava perdeu a compreensão e liberou seus bracinhos. Sem pensar vez nenhuma foi a mim por quem ele sorriu e correu.
Neste momento eu tive certeza que estava lendo os livros errados.
Ainda que toda a Geo-política tenha transformado mundo em que piso; por mais que a poesia angustiante de poetas-monstro represente o início da liberdade trasngressiva dos nossos tempos; eu nunca disse que pertencia a este solo, tampouco vivia nesta época.
Sou pretérito apenas quando me vejo infanta e futuro distante demais caso percebas meu afeto universal.
Talvez não interessam grandes autores e seus domínios, mas grandes histórias e suas fantasias.
Olhos sinceros como aqueles me convenceram pura e facilmente e assim sempre será.
Eis-me alí, desbravando minha missão. Menininho de Deus.
domingo, 12 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Propósito original.
Esqueçamos a frustração, a raiva quase inevitável, as vontades pulsantes e até o físico próprio que nos incomoda e teremos espírito puro e claro, queiroso por vôos em mundos tão melhores...
Ignoremos por algum instante de refresco e vida todo o aborrecimento e lutemos com bravura contra todo o trauma de mágoas passadas ou latentes: voltaríamos à magia de nossas infâncias.
Chegamos sem os saberes terrenos, no entanto é tanta carga boa nas costas com a qual cumprimentamos encarnação nova que as missões da alma tentam que só elas se sobrepor! E assim permanecemos por anos a fio, em nossos desenhos, em nosso carinho dado e simpático, por toda a pequenez assumida de nossos tamanhos.
Crescemos na amarra e se não houvesse família, educação ou natureza, padeceríamos por incompreensão ou desiludidos em tanta feiúra.
O que nos permite sobreviver? A proposta que combinamos com os anjos antes de retornar em planeta presente. Nem todos somos capazes de prosear com guias nossos, para que facilitem nossas vidas ao responder nossas missões. Descobrimo-nos por sinais.
Sinais tão singelos, por vezes meigos mesmo, discretos, em minoria de vezes, gritantes! Há quem deboche de nossa percepção, há quem admire vocação tão auto-afirmada.
Incondição de amor, transparência de atitude, delicadeza nos relacionamentos e alegria inocente nos movem. Até que um dia, né, quem sabe, algum ser de luz pacífico e fascinante nos sussurre baixinho: "Muito bem, amigo. Agora te dou asas!"..
Ignoremos por algum instante de refresco e vida todo o aborrecimento e lutemos com bravura contra todo o trauma de mágoas passadas ou latentes: voltaríamos à magia de nossas infâncias.
Chegamos sem os saberes terrenos, no entanto é tanta carga boa nas costas com a qual cumprimentamos encarnação nova que as missões da alma tentam que só elas se sobrepor! E assim permanecemos por anos a fio, em nossos desenhos, em nosso carinho dado e simpático, por toda a pequenez assumida de nossos tamanhos.
Crescemos na amarra e se não houvesse família, educação ou natureza, padeceríamos por incompreensão ou desiludidos em tanta feiúra.
O que nos permite sobreviver? A proposta que combinamos com os anjos antes de retornar em planeta presente. Nem todos somos capazes de prosear com guias nossos, para que facilitem nossas vidas ao responder nossas missões. Descobrimo-nos por sinais.
Sinais tão singelos, por vezes meigos mesmo, discretos, em minoria de vezes, gritantes! Há quem deboche de nossa percepção, há quem admire vocação tão auto-afirmada.
Incondição de amor, transparência de atitude, delicadeza nos relacionamentos e alegria inocente nos movem. Até que um dia, né, quem sabe, algum ser de luz pacífico e fascinante nos sussurre baixinho: "Muito bem, amigo. Agora te dou asas!"..
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Of Confidence and Power.'

_somos potencialmente capazes de tomar decisões sem ter que recorrer a inetrmináveis conselhos;
_possuímos uma individualidade divina completamente distinta da dos outros;
_fazemos as coisas porque gostamos, não para agradar as pessoas;
_encontraremos sempre novos relacionamentos, por isso, não temos medo de ser abandonados;
_usaremos, constantemente, de nosso bom senso, portanto, as críticas e as desaprovações não nos atingirão com facilidade;
_tomaremos nossas próprias decisões, respeitando, porém, as dos outros;
_confiaremos na Luz Maior que há em nós: Ela sempre nos guiará pelos melhores caminhos.'
HAMMED.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo!'
Bailam minhas tristezas submissas ao arrepio de nossos regozijos
Sambo sem saber, em becos desconhecidos, provocando luzes,
delirando com o gelo de seus lábios, relembrando o choque térmico
de abraços compartilhados.
Ainda assim me permito tanto!
Vejo-te do alto, avisto tudo que seria
e tudo que é. Continuo dançando.
Bordo e rodo saia imaginária, ouriço a clareira dos seus fios,
embaraço-os em sonho, pegando-os em vida.
Abro livros e eu mesma ilustro a poesia que crio em suas páginas..
Assino canções que não escrevi por incrivel correspondência,
por lembrança colossal em pesar de amnésias fortuitas.
Confundo o real, o válido e o desejável.
Simples e lindamente quero-te.
Se não for feliz em meu presente,
asseguro-me visão bonita que só
meu mundo tem.

Enquanto planejamos anseios por escrito ou mentalmente muito bem calculados deparamo-nos com futuro próximo certo, alcançado por perfeição de logística. Somos capazes de delinear horários e atividades rotineiras dentro das quais conseguiríamos nos realizar por impressão aparente, esboço de missão cumprida.
No entanto basta que a brisa cheirosa de destino divino nos carregue por entre folhas macias, para que enxerguemos a possibilidade do 'talvez' e da interrogação da surpresa.
É como se houvesse a necessidade do projeto concomitante à carência do inesperado.
Partindo deste pressuposto, nunca estaríamos absolutamente entregues, e sim vulneráveis e facultativamente angustiados. Sim, a escolha existe.
Ainda temos a opção de seguir em frente com mais rascunhos, mais tintas inapagáveis dispersas por coraçõea alheios, ainda que alguns borrões coloram tamanha diversidade de telas.
As dores de nossas almas comportam aprendizado sob camada fina de sofrimento menos denso do que se imagina. Escava-a quem tolera o amor, até sentí-lo de fato, sem esforço.
Sambo sem saber, em becos desconhecidos, provocando luzes,
delirando com o gelo de seus lábios, relembrando o choque térmico
de abraços compartilhados.
Ainda assim me permito tanto!
Vejo-te do alto, avisto tudo que seria
e tudo que é. Continuo dançando.
Bordo e rodo saia imaginária, ouriço a clareira dos seus fios,
embaraço-os em sonho, pegando-os em vida.
Abro livros e eu mesma ilustro a poesia que crio em suas páginas..
Assino canções que não escrevi por incrivel correspondência,
por lembrança colossal em pesar de amnésias fortuitas.
Confundo o real, o válido e o desejável.
Simples e lindamente quero-te.
Se não for feliz em meu presente,
asseguro-me visão bonita que só
meu mundo tem.

Enquanto planejamos anseios por escrito ou mentalmente muito bem calculados deparamo-nos com futuro próximo certo, alcançado por perfeição de logística. Somos capazes de delinear horários e atividades rotineiras dentro das quais conseguiríamos nos realizar por impressão aparente, esboço de missão cumprida.
No entanto basta que a brisa cheirosa de destino divino nos carregue por entre folhas macias, para que enxerguemos a possibilidade do 'talvez' e da interrogação da surpresa.
É como se houvesse a necessidade do projeto concomitante à carência do inesperado.
Partindo deste pressuposto, nunca estaríamos absolutamente entregues, e sim vulneráveis e facultativamente angustiados. Sim, a escolha existe.
Ainda temos a opção de seguir em frente com mais rascunhos, mais tintas inapagáveis dispersas por coraçõea alheios, ainda que alguns borrões coloram tamanha diversidade de telas.
As dores de nossas almas comportam aprendizado sob camada fina de sofrimento menos denso do que se imagina. Escava-a quem tolera o amor, até sentí-lo de fato, sem esforço.
sábado, 4 de dezembro de 2010
nice flow.

É muito bom poder sentir o cheiro do mar, mesmo que deitada em cama branquinha, vendo apenas uma pontinha do céu escuro e curtindo a ilusão do ventilador. Pra mim tal vento é brisa de praia e as flores da estampa que me cobrem são berço de sonhos inesquecíveis.
Me permito viagens sem sair do lugar, tampouco usando entorpecentes de artifício ou de emoção. Afinal tudo que sinto, ou ao menos que me conduzo a sentir, é puro e desapegado. Luto comigo mesma tal como verdadeiros guerreiros se motivam a batalhar e do mesmo modo que heróis terminam suas jornadas: vencendo, com objetivo alcançado humilde e lindamente.
Sem hipocrisia alguma, ouso afirmar que sou grata até mesmo aos "inimigos", isto é, àqueles cujo mal mundano tentou atingir gente de bem aguçando mágoa ou raiva temporárias, avulsa ou coletivamente. Sujeito de má índole não é de um todo inútil, porque nos ensina o caminho inverso e ainda nos proporciona a oportunidade de mostrá-los alguma faísca de luz certa.
Me sinto feliz de forma tão leve que voar seria fácil! A sensação é de que, se eu tivesse asas, me carregaria praquele quarto contigo e nos sequestraria pra ilha bonita, deserta, azul e fresquinha.
Momentos eternizados têm muito valor. Se é o que fazemos, proponho interrupção na medição de palavras, de gestos!
Daremos um Pégasus aos nossos corações e não me restam dúvidas de que os ares serão os melhores, pré-destinados como sempre desconfiei..
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Pouco.
Nunca quis muito.. O que fosse preciso pra fazer dar certo, eu faria e fiz. Não me volte que nem fantasma, não. Honre o retorno da sua presença e não preencha meu vazio com angústia: se queres, de fato, essa função, complete-me com algum amor. Caso contrário, eu passo. E recolho-me à serenidade minha, objeto primeiro de tanto anseio machucado.
O que será de nós no dia ou na noite em que mesmo lúcidos olharemos para o lado e estaremos sozinhos, sem a pureza que bons homens recusaram? Começaríamos a mistificar a paixão e nada mais teria significado de cunho amável, nossa dor não mais transcenderia em virtude de gesto.
Não almejo declarações de amor, corações angustiados à espera da minha sombra. A incondição que me dá voz é tão sublime que apenas deseja sussurrar ela própria a fim de que o interlocutor sinta o afago sincero que proferi.
Me dê flores, elogios, presentes ou Sóis pondo-se à meia noite! Estrelas-do-mar, torne-me golfinho e nade comigo. Sejas o princípe que tanto esbanjam em contos de fada defasados. Ainda assim, se não me deres a oportunidade de amar-te acima de dogmas, não me completará.
Todavia permaneça em exato o quê tu és: em amizade, em beijo, em faces coradas e palavras honestas. O que peço, na verdade, não caberá a ti me fornecer e sim ao destino.
Renego toda a inspiração, conceito e planejamento infundado. Tudo que preciso encontra-se em meus sonhos e a minha gratidão suprema não me abandonará.
O que será de nós no dia ou na noite em que mesmo lúcidos olharemos para o lado e estaremos sozinhos, sem a pureza que bons homens recusaram? Começaríamos a mistificar a paixão e nada mais teria significado de cunho amável, nossa dor não mais transcenderia em virtude de gesto.
Não almejo declarações de amor, corações angustiados à espera da minha sombra. A incondição que me dá voz é tão sublime que apenas deseja sussurrar ela própria a fim de que o interlocutor sinta o afago sincero que proferi.
Me dê flores, elogios, presentes ou Sóis pondo-se à meia noite! Estrelas-do-mar, torne-me golfinho e nade comigo. Sejas o princípe que tanto esbanjam em contos de fada defasados. Ainda assim, se não me deres a oportunidade de amar-te acima de dogmas, não me completará.
Todavia permaneça em exato o quê tu és: em amizade, em beijo, em faces coradas e palavras honestas. O que peço, na verdade, não caberá a ti me fornecer e sim ao destino.
Renego toda a inspiração, conceito e planejamento infundado. Tudo que preciso encontra-se em meus sonhos e a minha gratidão suprema não me abandonará.
Vida nova!
Frescor! Imagines casa limpa, ventre forrado, liso e forte. Mente abarrotada de belas palavras, construções colossais, arrebatadora! Vícios bons, erroneamente auto-denominados farão parte de cotidiano azul, lilás, até cinza, se ventos tardios assim quiserem, no entanto apenas na imagem, já que o coração comporta visão própria.
Faço, agora, de meu corpo, um templo, sagrado, fonte e receptáculo de Luz. A fibra moral à qual primo neste instante eterno será guia condutora não só de mim própria, como também de quaisquer sujeitos disponíveis à mesma.
Quando não tens caminho certo, intuição do que sequer será sua próxima refeição, costumas entregar-te ao léu, líquidos fortuitos, brigas internas violentas por inconstante demasiado subjetivo. Ainda que saibas a semente que gerou a vida que exalas quando ris, perdido, não serás absolutamente nada.
Afinal, fazer, agir, demonstrar apenas importa se fores firme no que ÉS. Ser é pressuposto de sentir e de movimentar.
Portanto afirme-se no que te emociona nos filmes ou no que te provoca sensações evoluídas nos intervalos de vivência mágica que nos vem como dádiva surpresa.
Agarrar é termo para usar consigo mesmo, ainda que desejes o mundo ou grande parte dele: comece e termine sendo BOM.
Amor à vida é meio para que vivas o amor.
Faço, agora, de meu corpo, um templo, sagrado, fonte e receptáculo de Luz. A fibra moral à qual primo neste instante eterno será guia condutora não só de mim própria, como também de quaisquer sujeitos disponíveis à mesma.
Quando não tens caminho certo, intuição do que sequer será sua próxima refeição, costumas entregar-te ao léu, líquidos fortuitos, brigas internas violentas por inconstante demasiado subjetivo. Ainda que saibas a semente que gerou a vida que exalas quando ris, perdido, não serás absolutamente nada.
Afinal, fazer, agir, demonstrar apenas importa se fores firme no que ÉS. Ser é pressuposto de sentir e de movimentar.
Portanto afirme-se no que te emociona nos filmes ou no que te provoca sensações evoluídas nos intervalos de vivência mágica que nos vem como dádiva surpresa.
Agarrar é termo para usar consigo mesmo, ainda que desejes o mundo ou grande parte dele: comece e termine sendo BOM.
Amor à vida é meio para que vivas o amor.
domingo, 28 de novembro de 2010
harvester of magic.
Boêmia!
Sem orgulho, nem projeto de longo alcance
A palavra me fortalece,
a luz que sinto me eleva em escândalo de fantasia viva
e o que me entorpece não mais me culpa,
apenas me cala quando preciso,
me dá voz ainda que o receio apareça.
Escondo os ouvidos sem abafar a canção
Raiva não é permitida aqui, nem lá
enfim, sentimentos de paz e liberdade florescem por todo canto!
Agora o ponto de convergência
abrange-se a todo universo pesado,
cuja gravidade até nos puxa, porém para o bem que são raízes soltas.
Geógrafos construam seus relevos,
Exatos evoluam nossa comunicação,
Nós poetas bradamos besteiras, no entanto
temos coragem suprema de estudar com o coraçao.
Everybody is looking for something!'
sábado, 27 de novembro de 2010
Hein?
Queria algo leve, porém com o peso dos seus braços. Strip-tease divertido, que tudo acabasse em flores! Poderias me levar ao mundo e à esquina, ainda assim seria impossível conter sorriso tão acumulado. Usaríamos os mesmos fones, desta vez, mais claros, de repertório evoluído, no seu carro ou na garupa da minha cama. O que almejo são apenas toque oriundos do paraíso e destinados ao mesmo. Te odeio demais! Nem imaginas a angústia que me causas ou a insegurança personificada na qual me transformo pelo simples fato de dizer-me desejos tão honestos. Sim, a pior parte é que eu acredito, faço por merecer o título de ingênua que comporto envergonhada. Não resisto mesmo, deveria, no entanto! Rosto tão novinho, tudo tão identificado, pré-moldade, diria eu, se não me confundisses tanto. Chegas sempre em hora inoportuna, me vejo com frequência absurda sendo pêga de surpresa, morrendo de alegria e de raiva impiedosa! Perco o equilíbrio por completo, visto que não sei o que fazer, meço palavras tão lindas por receio juvenil e assim que decido descontá-las em algum beijo "roubado" me mato de arrependimento.
Cuidado com o que cativas. Já o fizeste há tempos, inclusive doei mais que meu conforto pessoal permitiria. Ri demais, chorei no fim, me recuperei rápido e toco em diante sempre, não interessa o que aconteça. Então, apesar de dizer que não aceito mais incertezas, não suporto, simplesmente não consigo não ouvir aquela música e sentir vontade escrota e abismal em correr em sua direção.
Se fores de fato destruir a paz do meu peito, ao menos o preencha com algum amor.
Cuidado com o que cativas. Já o fizeste há tempos, inclusive doei mais que meu conforto pessoal permitiria. Ri demais, chorei no fim, me recuperei rápido e toco em diante sempre, não interessa o que aconteça. Então, apesar de dizer que não aceito mais incertezas, não suporto, simplesmente não consigo não ouvir aquela música e sentir vontade escrota e abismal em correr em sua direção.
Se fores de fato destruir a paz do meu peito, ao menos o preencha com algum amor.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
I Don't Care, Get Away!

Dureza só de músculos,
mesmo assim maleáveis e espertos
Ventos, beijos, frutos
é tudo que espero sentir através das mãos, pela língua ou por entre os braços.
Sensação de força: não me carrega, que eu dou conta!
Se pudesse até cavalgaria por selva de pedra
acenando gargalhadas àqueles babacas todos.
Convidaria-lhes à garupa e qualquer amizade seria bem vinda.
Nada de mágoas, raiva infundada ou recalque de timidez.
Vale a pena encarar os próprios tropeços,
torná-los sapateados cômicos,
lembrança de foto juvenil.
Não me interessa quem me nega, quem renega amor próprio,
céticos ou "des-almados'
PARA MIM, o amor é sempre a resposta, a solução,
seja lá qual for a incógnita: quem cria a variável quer desafio.
Eis a vida, uma aventura!
Auto-intitulam-se de quê? Não faz diferença!
Sabe-se lá o que somos! EU apenas me assumo.
E assino embaixo!
sábado, 20 de novembro de 2010
Sonhos frescos como tão esperada brisa numa noite de verão; estudos certos tais quais eram meus livros quando nada mais tinha para fortalecer-me; filmes de princípio meio contrariado, de final revelador; todo o tempo "perdido", vivido em prol de uma missão transforma-se em plano altíssimo, projeto de todas as vidas nas quais já lutamos. Cada batalha superestima-se quando entendes a magia da vocação e o poder de força nossa, sempre que usada para o BEM.
Torno-me leal a mim e a Jesus Cristo em prioridade e de mãos dadas a todos os amores que me preenchem. Mesmo sem religião rígida, com toda a prática acumulada que há por vir de minha vivência crescente, prometo ao Cosmos e ao que compreendo por espírito, por luz. O que profiro? Digo que ainda que me sinta tentada ou violada, nada falará mais alto que as incondições da certeza que carrego. Certezas, essas, que por ventura apenas eu entenda e raras companhias sintam, farão de meu corpo templo sagrado para servir de arredoma à idéias tão dignas de mente minha. Ela, por vezes, até se cansa, mas respira e multiplica toda a fé que lhe é sussurrada.
Torno-me leal a mim e a Jesus Cristo em prioridade e de mãos dadas a todos os amores que me preenchem. Mesmo sem religião rígida, com toda a prática acumulada que há por vir de minha vivência crescente, prometo ao Cosmos e ao que compreendo por espírito, por luz. O que profiro? Digo que ainda que me sinta tentada ou violada, nada falará mais alto que as incondições da certeza que carrego. Certezas, essas, que por ventura apenas eu entenda e raras companhias sintam, farão de meu corpo templo sagrado para servir de arredoma à idéias tão dignas de mente minha. Ela, por vezes, até se cansa, mas respira e multiplica toda a fé que lhe é sussurrada.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Simplicidade.

O que nos impede de poupar um pouco os próprios ouvidos, desligar-se mais das angústias passadas, transformá-las em pretérito bonito, bom de lembrar e tranquilo de esquecer?
Quem nos inspira a cantar, escrever, dançar ou sorrir sem grandes motivos ou feitos históricos?
As emoções que sentimos, a forma como lidamos com todas as sensações primitivas. Nosso instinto pode se sentir tentado a nos escarnecer, como também é capaz de mostrar-nos falhas nossas tão bobas que, se mutáveis, elevariam vida nossa a grau incrivelmente suspenso de plenitude e paz de espírito.
O saudável seria praticar auto-controle de modo que a alegria pura nunca se fosse, sempre pairasse sobre nossas cabeças, por debaixo de nossos tetos, entrelaçasse nossas mãos e pontos de vista.
Absolutamente nada te impede de acordar um pouco mais cedo, orar pro Céu, independentemente de seu azul estar meio escondido ou vibrante, quente; lavar o rosto e se permitir graça de alguns fios a mais nas sobrancelhas ou de uma espinha ingrata que invadiu sua testa.
Cabe a cada um exteriorizar serenidade conquistada por dentro em primazia, em atos saudáveis ao corpo e ao intelecto.
Talvez se comêssemos melhor, prolongássemos momentos de preparação dos nossos alimentos, hidratação, higiene, assim como de nossas leituras, sejam as referenciais ou as poéticas; de repente entenderíamos a delicadeza de cada instante da vida que nos faz crescer e perder o temor.
Não somos apenas o que adquirimos em bens a longo prazo ou os casos apaixonados que vivemos sem muito sucesso ao longo dos meses. Somos constituição subjetiva e diária, que pressupõe cuidado e amor-próprio.
Benditos sejam as frutas na mesa, os biscoitos na dispensa, os livros em nossas estantes, os números amigos na agenda e os travesseiros cheirosos de nossas camas. A pequenez nos aumenta.
primordial..
Já não mais importa o que me falta
a fada que não me procurou,
o suspiro de boa noite que não ganhei
ou as flores que nunca sentiram meu perfume
Não mais é primeira a memória da rejeição da fantasia que vesti,
das defesas cheias de fôlego que me proporcionei,
tampouco dos esconderijos encolhidos nos quais me confessei.
Nada do que fui...
Nada do que sou interessa.
Me concentro no que quero sentir,
em cada desenho dentro do qual quero mergulhar
Meu foco é minha alma,
cuja luz só brilha quando emana-se a si própria
Lindas manhãs dão-me boas vindas,
mesmo que eu não me pertença,
Ainda que tudo passe,
Cada semente, agora,
terá destino certo
e abençoado por Deus.
a fada que não me procurou,
o suspiro de boa noite que não ganhei
ou as flores que nunca sentiram meu perfume
Não mais é primeira a memória da rejeição da fantasia que vesti,
das defesas cheias de fôlego que me proporcionei,
tampouco dos esconderijos encolhidos nos quais me confessei.
Nada do que fui...
Nada do que sou interessa.
Me concentro no que quero sentir,
em cada desenho dentro do qual quero mergulhar
Meu foco é minha alma,
cuja luz só brilha quando emana-se a si própria
Lindas manhãs dão-me boas vindas,
mesmo que eu não me pertença,
Ainda que tudo passe,
Cada semente, agora,
terá destino certo
e abençoado por Deus.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Flores de Luz.
Serenidade é como pena branca, que muda de cor na medida em que o vento passa, em toda a inconstância da velocidade do ar. Pena é pluma, mas também é haste. Permite-se vôo ou simples arrepio em extremidades próprias, como também jamais desune seus tufos pela certeza da disciplina leve que carrega em si.
Serenidade constrói a natureza do tempo, nunca apressado ou vagaroso demais. Se faz criança em sorriso escondido, profundo, com a maturidade paciente de um jovem adulto pleno além do terreno, calmo aquém de olhos alheios.
Serenidade não teme provocações, desafios, não se deixa levar por absolutamente nada que se oponha ao bem de sua essência. Todavia, também não se sobressái com espontaneidade, comporta vaidade contida, sadia e forte, que jamais tropeça sobre a estrutura que crescera.
Seres, sentimentos, espíritos serenos são flores de luz de brilho eterno e faísca doce. Iluminam quem se abre ao amor e até tocam incrédulos sensíveis que por ventura estiverem passando.
Encarnações de bondade ultrapassam os limites do mistério das missões. O sujeito tranqüilo descoberto de dogmas e mergulhado em fé nítida, não duvida do inexplicável, tampouco da pétala macia que envolve um bom coração.
As Flores de Luz que sonhamos em tempos de paz nos revelam as penas serenas que divindades enviam à Terra para acariciar jornadas tão distintas. Não interessa a nudez de nossos pés ou os saltos com os quais desfilamos contentes por toda a estrada reluzente, o que realmente importam são as marcas que nossos passos deixam no caminho.
Que em cada pegada floresça cores diversas e que em cada fiapo cru solto de nossos lenços, sementes quase mágicas brotem em campos cada vez mais vastos.
Serenidade é a premissa da Esperança, serenidade é a trajetória do amor.
Alegres são os pacifistas, convictos da energia pura que tentam espalhar.
Serenidade constrói a natureza do tempo, nunca apressado ou vagaroso demais. Se faz criança em sorriso escondido, profundo, com a maturidade paciente de um jovem adulto pleno além do terreno, calmo aquém de olhos alheios.
Serenidade não teme provocações, desafios, não se deixa levar por absolutamente nada que se oponha ao bem de sua essência. Todavia, também não se sobressái com espontaneidade, comporta vaidade contida, sadia e forte, que jamais tropeça sobre a estrutura que crescera.
Seres, sentimentos, espíritos serenos são flores de luz de brilho eterno e faísca doce. Iluminam quem se abre ao amor e até tocam incrédulos sensíveis que por ventura estiverem passando.
Encarnações de bondade ultrapassam os limites do mistério das missões. O sujeito tranqüilo descoberto de dogmas e mergulhado em fé nítida, não duvida do inexplicável, tampouco da pétala macia que envolve um bom coração.
As Flores de Luz que sonhamos em tempos de paz nos revelam as penas serenas que divindades enviam à Terra para acariciar jornadas tão distintas. Não interessa a nudez de nossos pés ou os saltos com os quais desfilamos contentes por toda a estrada reluzente, o que realmente importam são as marcas que nossos passos deixam no caminho.
Que em cada pegada floresça cores diversas e que em cada fiapo cru solto de nossos lenços, sementes quase mágicas brotem em campos cada vez mais vastos.
Serenidade é a premissa da Esperança, serenidade é a trajetória do amor.
Alegres são os pacifistas, convictos da energia pura que tentam espalhar.
domingo, 14 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Renuncio.
Vontade de tatuar o corpo inteiro e esconder vergonha própria de sonhar tão baixo e voar alto demais.
Queria sacos de dinheiro simplesmente para jogá-los aos Céus, demonstrar meu desapego, forçar-me a conduta almejada por mim e por andarilhos admiráveis.
Admirável mundo de quem nada tem! Tudo se conquista quando se abstrái de matéria perigosa.
Tento me convencer e por vezes, de fato, consigo, de que a vida pode terminar no mesmo repente que se iniciara. Valeria a pena, portanto, nada além do sonho em realidade, do dever em primazia e dos olhos sempre em brilho divino.
Música me eleva ao tôpo! Até que eu saia da órbita que nos revela a queda. Tira a minha gravidade e me permita audição heróica, sono nunca presente.
Agora, ignoro cada dúvida. Sei acima de quase tudo que, ainda que não haja razão, existe significado belo e assustador. Encruzilhadas que nos cercam são tarefas não-cumpridas que temos a chance de escolher melhor em encarnação atual.
Talvez se eu unificasse minha mente, até meus textos teriam mais nexo e a minha filosofia de vida se confundiria com meus passos.
Cansaço,
reflita-se em sua natureza de excrementos e
nunca mais me importune!
Queria sacos de dinheiro simplesmente para jogá-los aos Céus, demonstrar meu desapego, forçar-me a conduta almejada por mim e por andarilhos admiráveis.
Admirável mundo de quem nada tem! Tudo se conquista quando se abstrái de matéria perigosa.
Tento me convencer e por vezes, de fato, consigo, de que a vida pode terminar no mesmo repente que se iniciara. Valeria a pena, portanto, nada além do sonho em realidade, do dever em primazia e dos olhos sempre em brilho divino.
Música me eleva ao tôpo! Até que eu saia da órbita que nos revela a queda. Tira a minha gravidade e me permita audição heróica, sono nunca presente.
Agora, ignoro cada dúvida. Sei acima de quase tudo que, ainda que não haja razão, existe significado belo e assustador. Encruzilhadas que nos cercam são tarefas não-cumpridas que temos a chance de escolher melhor em encarnação atual.
Talvez se eu unificasse minha mente, até meus textos teriam mais nexo e a minha filosofia de vida se confundiria com meus passos.
Cansaço,
reflita-se em sua natureza de excrementos e
nunca mais me importune!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
I can't help but think..'

"O Estado é a instituição que detém o monopólio do uso legítimo da violência."
Ainda que existam e se façam necessários
limitando piscóticos natos ou aprisionando insegurança de almas alheias,
que distorcem o conceito do social ou apenas se declaram
inferiores;
Ainda que se julguem imunes
impunes e neutros!;
Ainda que nos lavem miolos a princípio puros
com leis rígidas, de eficácias múltiplas
e por mais que realmente atinjam graus de relevância suprema;
em coração de poeta,
em mente maluca de menina grande ou
dentro de peito novo, caráter colorido, vestido de doçura,
nada é maior que sentir.
Assim,
a pequenez de nós,
a minha e a dos espíritos aos quais opto seguir,
se transforma em paradoxo tão grande que nem contradição é mais,
e sim certeza.
Nos enxerguem aéreos, insanos, absolutamente incompreensíveis.
Escutamos e sorrimos, já que não, não vivemos fora de órbita:
apenas caminhamos em realidade distinta.
içar!
Tentava prestar atenção em temas que não acredito, por simples convenção, cumprimento de obrigações incertas. Reconheço cada papel no mundo, todavia, enquanto o meu se confundia, repousava-me em sonhos escondidos, escondida.
Queimo minhas dúvidas na esperança de que as cinzas renasçam em pássaro novo que me dirá o que fazer. No entanto metáforas são sempre ilusórias e me vejo sem saída a não ser deixar que minha confusão me atormente até que eu adormeça.
Toda chateação poderia acabar em música, poesia ou em algum desenho bonito. mas, sabe... partindo do pressuposto que tudo conta com uma razão para existir, até o que me perturba deve enxergar fé em mim.
A problemática encontra-se em todo esse mistério, apesar de já ser minha a compreensão de que nós, sujeitos dos nossos textos, devemos direcionar nossas mazelas, e não o contrário.
Queimo minhas dúvidas na esperança de que as cinzas renasçam em pássaro novo que me dirá o que fazer. No entanto metáforas são sempre ilusórias e me vejo sem saída a não ser deixar que minha confusão me atormente até que eu adormeça.
Toda chateação poderia acabar em música, poesia ou em algum desenho bonito. mas, sabe... partindo do pressuposto que tudo conta com uma razão para existir, até o que me perturba deve enxergar fé em mim.
A problemática encontra-se em todo esse mistério, apesar de já ser minha a compreensão de que nós, sujeitos dos nossos textos, devemos direcionar nossas mazelas, e não o contrário.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
motivated.
I always knew what I wanted to be!

Creio que posso ser quem quiser
planar paisagens ínfimas,
em vida ou em pensamento
Reconheço um mundo todo
na palma das minhas mãos
no reflexo do meus olhos.
Decido o que realmente interessa
e não mais escrevo prolixidades angustiadas:
não as comporto mais!
Sinto-me leve, receptáculo de alegria extrema!
Desabafo conduta certa de quem acertou erros próprios
e continuou caminhando.
Perdôo, esqueço o desnecessário,
canto desde que eu fique rouca!
Permito que o vento bagunce meus fios
e levante um pouco a barra da minha blusa.
Agora POSSO lutar
Potência de vida,
sensação de capacidade e visão próxima de sonhos cotidianos
são o maior fôlego que conquistamos
quando resolvemos
SER
por demasiado
FELIZES!
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Alors!

Já sei exatamente o que me faz bem eterno
e o que me prejudica em segundos
para sempre
Penso que adio o que não deveria
e antecipo o desnecessário
Me disciplino em poesias ingênuas
meio incompreensíveis,
porém atemporais.
Idiomas me esperam
e amores alheios sequer me conhecem,
tampouco me anseiam
Magia de céus almejam meu olhar
e eu, aqui, fechando as janelas apenas
para dormir no aconchego da escuridão
O tempo que perco vem se revoltando,
enquanto percebo que nada é irreversível
Cortinas imaginárias se abrem sozinhas
tamanha é a bênção regada sobre mim
Não mais dependo de vida incerta
e coragem me sobra de acariciar uma batida
um tambor
um brilho ou qualquer canção!
Danço conforme cidadão sem nada
trouxa nas costas, sorriso estúpido na cara!
Bem na cara é a vivência do que carrego
Alegria honesta
Ninguém entende, no entanto abra-se e
Divido, compartilho mesmo
Ainda que no silêncio da criança que era
à mulher que mais alto anda
em estamento único que mundo, este,
poderia erguer.
sábado, 23 de outubro de 2010
choosin' a battle,
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Viveria por isso..
Eu quero ter filhos. Acordar de manhã com beijinhos e um aperto forte do amado na cintura. Reunir todos na mesa, preguiçosos, serenos e contentes e finalmente resolver esse meu hábito de não tomar café da manhã.
Vejo suco de laranja numa jarra bonita, os pães de queijo da mamãe e luz boa vindo da nossa janela branca em cozinha grande e clara.
Eu mesma prepararia o lanche das crianças e, ao me trocar, me renderia aos braços do meu príncipe numa escapulida no nosso quarto de conto de fadas.
Iríamos trabalhar bastante, seríamos verdadeiramente úteis e voltaríamos pra casa morrendo de saudades de nós, de todos, do lar. Às sextas eu cozinharia um peixe elaborado e meus pais nos visitariam sem atritos para curtir os netos e a casa que teríamos conquistado com amor e honestidade.
Contaríamos histórias mágicas aos meninos de modo que embalassem seus sonhos e pudéssemos deitar sobre a grama em frente à piscina, bebericando e namorando.
A vida seria familiar e surpreendentemente insubstituível.
Oraríamos juntos e ainda assim seríamos livres. Assistiríamos nossos filhos crescerem íntegros e puros, enquanto pássaros pousassem quando abríssemos as janelas ao pôr do Sol.
Almejo paixão tranquila, sem obsessão ou angústia. Até os momentos difíceis seriam pacificamente suportáveis, já que comportaríamos missão cumprida e alegria por simplesmente viver.
Não custa sonhar...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pretend like it's the weekend now..
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Onde Mora o Coração.

É só mais um dia
dentre tantos próximos, cuja espera deixará de ser rotina
e se tornará esquecimento
sadio, forte.
Haverá aquele dia
em que olharei através da janela:
verei neve,
estrada,
índios, moicanos,
pássaros azuis e libélulas enormes!
Assistirei, ao meu lado,
Crianças, cantigas,
violeiros e sanfonas
Guitarras, metais raros
jardins e
paz.
Apagar-se-iam dias
e noites,
Cuja semente me foi jogada de longe
e engasgada por vias minhas inocentes
Eu conseguiria cuspi-las, isolá-las
Ainda assim brotaria o novo, já que
boa intenção seria flor, fruto e folha.
Raiz.
Versarei em breve sobre toda a graça
Que comportaríamos em meu ventre,
Em risos alheios, faríamos rodas coloridas
Missão e alegria se confundiriam no reflexo das águas.
Aliás...
Seria como manhã que sucede noite chuvosa:
Gotas d’água sobre tudo, ar molhado
voz líquida e pensamento mergulhado.
Caminho para o dia em que,
como que num salto
lento, de brilho gradativo, progressivo, tom sobre tom,
Ergo meus braços,
borrifo água cheirosa,
Refresco! Enquanto me vejo surgindo na praia..
Serão grãos de areia brincando com meus pés.
Nesse dia,
O Sol estará sempre presente
mesmo que não haja matéria ou personificação de príncipes fortuitos
O conto de fadas
Será.
Vida real,
Concede-me aquele dia e dou-lhe
sonho precioso, maior que devaneio,
em troca de união.
domingo, 17 de outubro de 2010
Us.

O que escrevo me define.
O que escuto me confunde.
O que assisto me enoja,
o que sonho me fortalece.
O que sinto me inspira.
Quanto mais aprendo entendo a grandeza
da serenidade,
do amor.
Quanto mais quero, menos desejo
o que não presta,
o que rotula
e o que apavora.
Reconheço que não é fácil
sonhar encantamentos e acordar de olhos inchados,
enxergar rosto sincero e receber, em costas lisas, injustiça inesperada.
Reconheço também erros, seguidos de perdão próprio,
perdão alheio,
perdão celeste!
Acredito no de sempre concomitante a todo bem que do mesmo surge.
PRECISO mover-me, mover-te, mover algo bom para algo melhor ainda!
Ainda que lazeres diminuam, ou ao menos seus excessos
e consequências dispensáveis,
meu ócio não mais teria fim próprio e sim comunitário,
humanitário!
Sim, mulher, tens coração farto, poético,
necessitas mesmo exprimir tamanha sensaçao, sentimentos e purezas cruas!
No entanto sofrem de males tão mundanos
cruelmente sem lirismo algum,
que talvez poesia minha fizesse de fato alguma diferença
e eu pudesse respirar tranquila, escrever por gestos
e compartilhar, sem raridade de momentos,
muitos
vôos.
entendo, sim..
Estaria eu fadada à espera
ao sonho
à misericórdia de minha própria lembrança,
na torre de luz dentro da qual
venho caminhando.?
Estaríamos nós encarcerados
por amigos,
sem abrigo, nem sustentação
De magia repentina, quase efêmera
se não fosse tamanha, gigante
a intensidade de toda a minha emoção.?
Poderia meu espírito
leve e juvenil
quase maduro, contra tudo e contra todos
de mundo tão vil,
elevar-nos em sincronia de olhos
por caminhos ínfimos e enfim
fazer-nos crer em mesmo bem.?
Seria função minha
trabalho divino,
força da sorte
ou o acaso sorrindo?
Interrogo-te, porque não creio em vilanias
oriundas de belezas como aquelas...
Estremeço além de faces, aquém de Sóis e querendo ventos!
Oh Céus, Mares e Flores que me pertubariam horrores se não fossem simbologias tão amáveis, afáveis, singelas, de supremacia certa em sensibilidade tão frágil.
O que quero é pouco, o que dou é muito,
ainda assim não me sinto digna, em direito único de reivindicar,
esbravejar. Não me revolto com a disparidade,
apenas me entristeço com a voz que não escuto antes de dormir,
ou com o abraço que nunca ganho,
drama, né? Barriga até cheia, carências, por um lado,
por demasiado supridas.
Coração que não se vê preenchido nunca!
E, quando o feitiço acontece, se torna eufórico, feliz pra sempre,
eternidade!
No entano a verdade, até em fantasia,
é que amor por amor
metalinguístico e sereno que nem riacho,
gostoso que nem gota de chuva,
é gradativo, sorridente
paciente.
É paradoxo sem dor.
ao sonho
à misericórdia de minha própria lembrança,
na torre de luz dentro da qual
venho caminhando.?
Estaríamos nós encarcerados
por amigos,
sem abrigo, nem sustentação
De magia repentina, quase efêmera
se não fosse tamanha, gigante
a intensidade de toda a minha emoção.?
Poderia meu espírito
leve e juvenil
quase maduro, contra tudo e contra todos
de mundo tão vil,
elevar-nos em sincronia de olhos
por caminhos ínfimos e enfim
fazer-nos crer em mesmo bem.?
Seria função minha
trabalho divino,
força da sorte
ou o acaso sorrindo?
Interrogo-te, porque não creio em vilanias
oriundas de belezas como aquelas...
Estremeço além de faces, aquém de Sóis e querendo ventos!
Oh Céus, Mares e Flores que me pertubariam horrores se não fossem simbologias tão amáveis, afáveis, singelas, de supremacia certa em sensibilidade tão frágil.
O que quero é pouco, o que dou é muito,
ainda assim não me sinto digna, em direito único de reivindicar,
esbravejar. Não me revolto com a disparidade,
apenas me entristeço com a voz que não escuto antes de dormir,
ou com o abraço que nunca ganho,
drama, né? Barriga até cheia, carências, por um lado,
por demasiado supridas.
Coração que não se vê preenchido nunca!
E, quando o feitiço acontece, se torna eufórico, feliz pra sempre,
eternidade!
No entano a verdade, até em fantasia,
é que amor por amor
metalinguístico e sereno que nem riacho,
gostoso que nem gota de chuva,
é gradativo, sorridente
paciente.
É paradoxo sem dor.
Estrela,

Minha sorte é não sentir culpa por acreditar no amor
e não permitir sofrimento por tanta certeza de fé.
Embora sofra, embora haja confusão.
A Paz de Cristo torna qualquer detalhe, impecílio ou angústia em elemento tão pequeno, que se faz certo chorar: apenas de alegria e emoção! e sorrir:
se transforma em rotina pulsante, que jamais se cansa
e se renova, mesmo sendo frequente.
Não entregue sua vida em mãos alheias ou proiba-te a ti mesmo por pecados que nem consideras impuros. Siga seu coração e não tenha vergonha de ser honesto, de limpar sua honra sempre que necessário.
Aos outros,
dê apenas tamanho perdão cotidiano,
compreensão serena e atitude firme de quem entende um amor imperfeito.
A si próprio,
ignores angústia e deixe-se levar distraído por céu de noite azul marinha.
Embale seus próprios sonhos litorâneos e esqueças preocupações de existência, de caráter passional ou até mesmo mundano.
Enxergue sua vida como gostaria que ela fosse e a faça o caminho de um objetivo que jamais saberá ao certo, visto que talvez isto nem importe.
Seus beijos de verão,
suas noites boas mal dormidas
e seus olhares recebidos como dádivas por quem, de fato, um dia, acreditastes ter lhe amado verdadeiramente,
se eternizaram e, portanto, não há do que se queixar.
Assim que olhares para trás, perceberás o quão abençoada é a vida que constróis. E sempre, digo sempre,
poderás ser mais e espalhar tudo aquilo que aprendeu com tanta fantasia e devoção.
Se existe um medo ao qual vale a pena temer, é o próprio medo, pois sozinho, nunca estarás.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
sapiência.
Ninguém se salva. A ajuda que há, é espontânea, quase divina. Leve contigo quem te proporcionou o bem, o amor e até mesmo o prazer, só não carregue momentos nas costas esperando que voltem ou mudem seu rumo. Fases e gargalhadas, beijos e pulos acontecem. Mas passam. Ainda que o desejo permaneça e pouco se transforme no que diz respeito à queirelas próprias, à sentimentos intrínsecos, não és curupira, tampouco pessoa mística, anômala: andas para frente.
Há muito, digo muito para criar, inclusive um ofício apaixonado que de fato guie tua vida, te forneça sentidos reveladores de tua alma, espectros de si mesmo.
Viagens continuam sendo fascinantes, escrever ainda é um mistério de satisfação; seus pais te intrigam como sempre e seus amigos (Graças a Deus) são portos seguros de esquecimento de angústia amorosa.
Afinal, há vida lá fora! Maior em infinito que as sensações internas em ti que não entendes. Procura-te a ti e encontras paz em toda a essência que nunca duvidou ser atemporal, bela,
plena.
Há muito, digo muito para criar, inclusive um ofício apaixonado que de fato guie tua vida, te forneça sentidos reveladores de tua alma, espectros de si mesmo.
Viagens continuam sendo fascinantes, escrever ainda é um mistério de satisfação; seus pais te intrigam como sempre e seus amigos (Graças a Deus) são portos seguros de esquecimento de angústia amorosa.
Afinal, há vida lá fora! Maior em infinito que as sensações internas em ti que não entendes. Procura-te a ti e encontras paz em toda a essência que nunca duvidou ser atemporal, bela,
plena.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
little peace of heaven..'
Me guardo, protejo resquícios nossos, assistindo cortina branca iluminada por lembrança úmida. O travesseiro macio, apenas me remete à dança com a qual me envolvias e ao desejo profundo que permito adormecer em paz.
Não esqueço o que ficou de bom, apenas não almejo laços com fitas solitárias, de amarras tortas. Se for para caminharmos em jornada quase única, que a amizade seja sempre suprema e condutora de passos.
Esperança ou simples certeza há de que ñão mais posso puxar suas mãos e induzí-lo a acompanhar-me, visto que prefiro-te quando seus olhos me seguem por vontade doce e voluntariamente seus braços me perseguem.
Imagino-te feliz por não me deixar passar ou por não querer ultrapassar-me: idealizo-nos andarilhos, ciganos, felizes e elementares de atos que espalham amor e risos gostosos. Juntos, mesmo que somente, por vezes, pensemos em nossa história ou namoremos tudo aquilo que, lembra? conquistamos por nós.
Tenho vida inteira para compreender e desconhecidos para desvendar; livros reveladores para descobrir e tantas mais lágrimas que certamente irão me acariciar; comporto significado crescente e forte no peito que me motiva a dar primazia ao vento, assim que eu acordar. No entanto, ainda que eu me levante pensando em ti e em cada sonho destruído por não-correspondência de fé,
mesmo assim,
firmo minhas pernas em negação ao que opõe o bem
e declaro regime interno de completo perdão ao passado,
já que recomeço pressupõe pureza, consequente redenção de si.
Natureza própria e essencialmente eterna de quem consegue amar aquilo que talvez nunca existiu. Eis-me reconhecida.
Não esqueço o que ficou de bom, apenas não almejo laços com fitas solitárias, de amarras tortas. Se for para caminharmos em jornada quase única, que a amizade seja sempre suprema e condutora de passos.
Esperança ou simples certeza há de que ñão mais posso puxar suas mãos e induzí-lo a acompanhar-me, visto que prefiro-te quando seus olhos me seguem por vontade doce e voluntariamente seus braços me perseguem.
Imagino-te feliz por não me deixar passar ou por não querer ultrapassar-me: idealizo-nos andarilhos, ciganos, felizes e elementares de atos que espalham amor e risos gostosos. Juntos, mesmo que somente, por vezes, pensemos em nossa história ou namoremos tudo aquilo que, lembra? conquistamos por nós.
Tenho vida inteira para compreender e desconhecidos para desvendar; livros reveladores para descobrir e tantas mais lágrimas que certamente irão me acariciar; comporto significado crescente e forte no peito que me motiva a dar primazia ao vento, assim que eu acordar. No entanto, ainda que eu me levante pensando em ti e em cada sonho destruído por não-correspondência de fé,
mesmo assim,
firmo minhas pernas em negação ao que opõe o bem
e declaro regime interno de completo perdão ao passado,
já que recomeço pressupõe pureza, consequente redenção de si.
Natureza própria e essencialmente eterna de quem consegue amar aquilo que talvez nunca existiu. Eis-me reconhecida.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
listen up!

Angústia vá embora!
Saia daqui com seus pés alados e suas garras escorregadias
Pulse rápido e não volte mais
Não nos pertencemos: trajo e constituo espírito livre,
pacífico e compreensivo de cada incerteza.
Não me reconheço mais sem sono leve
ou sonhos de olhos abertos, cuja trilha sonora
me concede passeios tão serenos e fascinantes.
Preciso de paz, mesmo que pouco mais solitária
para conviver comigo mesma e com toda a influência boa
que chega até a mim.
Folha verde, me inspire de forma amável,
não abro mão das cócegas que o vento me faz, já que meu coração
costumava ser, sempre, pressuposto de missão à vista.
Até mesmo você, olhos solares, ainda que me assustes,
ainda que eu perca meu chão ou o senso por completo do que seria amizade
e um amor tímido, crescente, nascente, leal. Desde sempre.
O sentir agora é mistério, com tanta imagem guardada e ainda tantas cheias
de desejos por vir.
Liberdade, doçura, fé que não se esgota,
amor que não se transforma! Alicerces que construíram quem sou,
se digam intocáveis e supremos.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Pirata, Andarilho, Nômade, Vagabundo.
Julgamentos à sua disposição.
Na superfície, na camada fútil do pensamento profundo, a verdade crua é que gostam de jogar e se permitem deixar levar por maré de baralhos metafóricos, exatidão e raciocínio fraco. Só não é nua, visto que se mascara e se rotula hipócrita sem saber que o faz.
Evocam amores e exaltam sensações platônicas enquanto exercem frieza de manipulação. Lidam com sexo, beijo e declarações tais como fim retrógrado de lidar com sentimento puro. Amor é caminho, jamais seria solução de problema que nem tem instrumento de fixação. A olhos similares aos meus, claro. Pois não vejo saída em suprir carências, senão por paixão verdadeira! Que de fato tira seu sono, que verdadeiramente toma seu pensamento e que ingenuamente acredita que não haja razão tão nobre para existir.
É desumano, robotizado, segurar emoções lindas por medo de sustos ou por aprendizados céticos que um dia te ensinaram. Nem sequer aprenderam a respeito e já se julgam praticantes de ensino tão baixo! Se cada um ficasse na sua...
Já não mais entendem a distinção entre ignorar o respeitável e fomentar o bem.
Ainda assim não me revolto com particulares ou com coletividades chuvosas, apenas tento e sinto nojo de mim mesma por tentar me enquadrar. Não gosto de sistema tão pré-formatado, não há crença, tampouco identificação de comportamento ao qual poderíamos considerar ideal, bonito.
Ajo, digo e sorrio como dita meu coração. E nada mais.
Se ouvíssemos mais e melhor corações nossos, tão impregnados de essência divina, tão norteados por divindades insistentes, representando amor sincero, nos abriríamos mais confiantes, já que seria por demasiado certo a carga boa do que saíría.
Não temeríamos ser honestos, não esquivaríamos serenatas, tampouco deixaríamos de saber doar e receber presentes de afeto.
Já não mais me interessa se vago, se me pinto, se me vêem além ou aquém de tudo que conquistei e de cada essência que aprendi a reconhecer. Mesmo que eu sinta falta de vida recíproca e abertura de carinho, espalharei o que for meu por natureza bem como se fosse inesgotável e feliz como se refletisse em mim.
Na superfície, na camada fútil do pensamento profundo, a verdade crua é que gostam de jogar e se permitem deixar levar por maré de baralhos metafóricos, exatidão e raciocínio fraco. Só não é nua, visto que se mascara e se rotula hipócrita sem saber que o faz.
Evocam amores e exaltam sensações platônicas enquanto exercem frieza de manipulação. Lidam com sexo, beijo e declarações tais como fim retrógrado de lidar com sentimento puro. Amor é caminho, jamais seria solução de problema que nem tem instrumento de fixação. A olhos similares aos meus, claro. Pois não vejo saída em suprir carências, senão por paixão verdadeira! Que de fato tira seu sono, que verdadeiramente toma seu pensamento e que ingenuamente acredita que não haja razão tão nobre para existir.
É desumano, robotizado, segurar emoções lindas por medo de sustos ou por aprendizados céticos que um dia te ensinaram. Nem sequer aprenderam a respeito e já se julgam praticantes de ensino tão baixo! Se cada um ficasse na sua...
Já não mais entendem a distinção entre ignorar o respeitável e fomentar o bem.
Ainda assim não me revolto com particulares ou com coletividades chuvosas, apenas tento e sinto nojo de mim mesma por tentar me enquadrar. Não gosto de sistema tão pré-formatado, não há crença, tampouco identificação de comportamento ao qual poderíamos considerar ideal, bonito.
Ajo, digo e sorrio como dita meu coração. E nada mais.
Se ouvíssemos mais e melhor corações nossos, tão impregnados de essência divina, tão norteados por divindades insistentes, representando amor sincero, nos abriríamos mais confiantes, já que seria por demasiado certo a carga boa do que saíría.
Não temeríamos ser honestos, não esquivaríamos serenatas, tampouco deixaríamos de saber doar e receber presentes de afeto.
Já não mais me interessa se vago, se me pinto, se me vêem além ou aquém de tudo que conquistei e de cada essência que aprendi a reconhecer. Mesmo que eu sinta falta de vida recíproca e abertura de carinho, espalharei o que for meu por natureza bem como se fosse inesgotável e feliz como se refletisse em mim.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
boots on!

That'd be alright
That'd be alright
If everybody everywhere
Had a lighter load to bear
And a little bigger piece of the pie
We'd be livin' us a pretty good life
And that'd be alright
Go heavy on the good and light on the bad
A hair more happy and shade less sad
Turn all that negative down just a tad
That'd be alright
domingo, 3 de outubro de 2010
Gostar.

Olhos doces e amarelos
me assistem dormir sorrindo e
me beijam ao acordar em Sol fresco.
Mãos tão fortes de caráter revelado
elevada conduta do que entendo por
homem.
Honestidade quase perturbadora
por beijos molhados como sorvete de mel
No entanto conferes vida a mim própria
quando declaras sua devoção
ainda que queiras curvas minhas e movimentos nossos
não questiono amizade tão nobre
e agradeço, agradeço! bênção de
destino de princípio confuso
e vontade solene em poesias tais como aquelas que construímos aos poucos.
Me sinto sereia flutuando em azul turquesa,
tendo certeza do bem que vive
pelo simples fato de que a luz que persegue meus dedos,
a faísca que me vigia e me admira,
o fogo que queima com tanto gosto que na verdade esquenta a minha alma
e apazigua o afeto que primas tanto me dar,
é voce.
Em águas tão claras não há o que temer, já que enxergas com o coração por ser tamanha a beleza que enche nossas vistas. E vejo com nitidez, brilho e contraste de percepção:
sou sensível a ti, mais que antes e sim,
permito que ilumines não apenas as minhas mãos,
como todo o meu corpo. Afinal, mente minha já divido contigo; além do meu pensar encontro-te em meu coração; e a minha alma... foi a primeira a felicitar nosso encontro.
Gostar.
domingo, 26 de setembro de 2010
Escreveríamos na areia..

Serenidade me constitui tanto
que talvez nem escrever seja assim
tão mais essencial.
De essência, na raiz,
prioridades só não mudam de rumo,
visto que sempre foram desejos de infância,
de florescência, sem atalhos,
de vida!
O amor que vejo, a bondade que sinto
por e para filhos que ainda não tenho
família quase completa,
imperfeições tão terrenas,
gracistas e singelas,
nada mais me é tão fruto de queirela.
Nada de pressa, desespero ou ausência de calma boa
que faz a gente pensar antes de falar,
no entato sentindo como anterioridade
a tudo.
O que chamam de fraqueza, nem digo que eu dê nome
apenas guardo para mim no peito
e compartilho por tentativas doces em sorrisos.
Enxergo com clareza, nitidez e brilho,
cada sinal e destino fascinante que passos e ventos angelicais têm me proporcionado.
Gratifico, felicito,
em sensações sinceras e todas demasiadas!
Entendo cada personagem transitória e um por um desse elenco permanente.
Anjo bom,
vulgo, amigo,
perdão eu peço, ao amor eu brindo,
em nós dois acredito
e por ti me fortalece
a lealdade que tanto exprimes.
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