sábado, 31 de julho de 2010

Mais intrínseco que paralelo.



Tudo semelhante:
vontade de voar num redemoinho de jasmins,
desejo de desenhar o corpo inteiro e gozar das pinturas pelo resto da vida

Dentes brancos à mostra ou, ao menos, olhares sempre brilhantes,
solares
Noites solares! se é que isso é "possível"
porque em mim, bicho, muito do que não parece
é em demasiado!

Pintar paredes e permitir-lhes vida
Beijar boca macia, pele suave e sentir cheiro de mistério a cada passo excitante do passeio, do caminho ou do repouso

Que a música jamais se canse do ser porque o ser é, por vezes, ignorante o suficiente para se cansar da mesma.
O ignorável se torna possível
A possibilidade, digna de surpresa!
Boa..

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Just because.



Eu não chego perto do que eu gostaria de ser, não.. Mas ao mesmo tempo eu tenho uma espécie de certeza impregnada, cuja voz me alerta do poder que carrego e cuja essência me revela nitidamente o caminho a ser trilhado. Trilha, sim, já que construções são gradativas e um estalar de dedos nesse mundo não significa absolutamente nada.
Os Céus não só me permitem incinerar minhas barreiras como me traduzem a fórmula da inexistência dos limites.
O pressuposto é sempre o bem e os passos, mesmo que serenos, repletos de alegria pura, genuína.
Os ouvidos bem no tôpo! Todavia a memória da consciência se afixa, nessa dimensão, em sonhos de olhos abertos. O sensato se torna instrumento.
Já não há mais armas, o que existe é disciplina fundada em pilares honestos, rodeada por possibilidades encantadoras.

terça-feira, 27 de julho de 2010

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Promised lands..

Graça
fechamos os olhos e saímos da escuridão
Nada mais é previsível
Só a certeza de que, se não peço um anjo, é porque já conto com a proteção
dos bons que me rodeiam.
Asas brancas, grandes, abertas,
brilho acima do branco orgânico que conhecemos..

Conotações para loucura definitivamente não interessam
me enterro em mundo próprio, já que, dele,
passagens secretas se abrem,
Amigos celestes,
da terra voamos, perfuramos dimensões!

Não só domo dragões como os cativo e me permito conquista
Amizade digna de luta, espadas de cócegas
brincadeiras tão sem nexo quanto a mente descrente de quem ouve e ri
feitos tão heróicos, gloriosos
tal qual os olhos do sonhador que imagina antes mesmo de ouvir o conto.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Cheers!



;]

as cores do vento'



Se o trajeto não conta com mapas
Se a direção da seta não indica o sentido
Que o primeiro passo tenha, ao menos,
a intenção de existir

Já que nada te prende
por arbítrio ou por destino
escolha as melhores asas que sonhares
e atribua-lhes bom fim

O fato, a visão, a verdade,
é que o entendimento não é necessário
Quando tocas com o coração
pitadas de mágica o fazem igualmente encantado

e a vida só se torna real
exatamente por ser uma extensão do que não é
mas
deveria ser


"O lobo uiva para a Lua azul..'
tentativas de comunicação com o que desperta amor,
enquanto o mesmo, está dentro
logo aqui.
A natureza faz carinho em quem a destrói
Crianças riem sem controle e sem grandes motivos
Nós, bom,
choramos de emoção ao perceber que poderíamos ser
Se não o somos,
caberá aos fortes o grande feito do recomeço

É tudo uma questão de elementos divinos,
cuja bênção nos dá o
poder, por vezes literal,
de voar.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tornado!



Leituras repetidas
do mesmo peito que vos fala
É cômico, ingênuo
risada sincera de dias que se foram

Acordas e percebes que já não queres mais ninguém
Não há certeza de justificativas
O que procede é a vontade
sumida e alegrinha

Bicho, muita coisa a mais pra realizar
Muita realização dispersa pra reagrupar
A história do elo não é conto
A corrente de fogo engajada
nem água apaga
tampouco junções inferiores

Se há guitarras, escute-as
Mas ouça a essência de quem toca
Quando esbarrares em flores, não pise em suas pétalas
Aliás, sinta o perfume do que Deus tem pra te oferecer

No quesito ser humano,
que o encontrar seja natural
fadado ao destino
à magia, essa, auto-sustentável

Queirelas efêmeras
deveriam motivar piadas gostosas
E o que por vezes passa como brisa angelical
é o que, de fato, poderia certificar a beleza das missões

Entenda prioridades.
Sem quebrar o encanto do sorriso.

terça-feira, 20 de julho de 2010

It's time.

Por mais que existam os fones de ouvido, botas confortáveis, travesseiros sofisticados e dias azuis que te tentam a pular e dançar enquanto o ônibus não chega; por mais que exista prazer, sexo, alcool, rock n roll e beijos embriagados, ainda assim, o mundo sempre esteve em guerra. E quem não faz nada é omisso à própria condição. Condição além do ser ou do estar. Nossos anjos nos aconselham a sentir e nos protegem mesmo que não os escutemos. O exemplo está lançado.
Mesmo sem grandes responsabilidades, mesmo que, ao menos por enquanto, Deus te permita sorrir e beber, se descabelar por catarse, mesmo assim, se apesar da alegria há culpa, culpa que não se explica, missão que se conhece, significa que sem ação os sonhos não passam de idéias frustradas.
E pensar assim é suicídio.
Eu falo excessivamente em sonho e liberdade, mas o fato é que eles são a minha realidade. É o que me torna viva, o que me dá faz queirosa de emoção, movimento e amor!

Sair da névoa encantada pode soar cruel ou triste demais, já que a importância da imortalidade da criança nos guarda. No entanto quebrar a arredoma nada mais seria do que respirar toda a teoria, todas as crenças, lembranças, certezas, sorrisos, luzes. Depois que tudo tomasse conta do próprio corpo que inspira, a magia da existência forçaria o exalar, e a saída da névoa paradisíaca teria, por fim valido a pena. Afinal, o indivíduo que saísse dela lamentavelmente deixaria seu mundo de lirismo e amor, com a diferença de que, agora, toda vez que respirasse,
a sua própria essência o condenaria a libertar amor, bondade e magia e assim como uma doença do bem, a contaminação seria imediata.
E tudo viraria névoa encantada de novo.

Correntes começam de um elo. Um elo deve almejar o outro, e ainda que a corrente nunca se feche, os elos iniciais são felizes por construir esperança.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sad but True.



Existem soldados que guerreiam cegamente em nome de líderes com menos visão ainda. Há aqueles que vão para a guerra, mas não gostariam de estar lutando por justificativas mastigadas, tão fúteis, carregadas de soberba. Guerras também contam com soldados que se recusam a ser soldados: enfrentam o país, a política-monstro que se acha maior que os homens, defende seus princípios sem esquecer de atacar o mau quando, este, o esbarra.

A diferença entre o mal e o bem é que um soldado benevolente não ataca, ele enxerga direitos humanos no olhar de quem sofre, ele defende. Defende a si próprio, já que renegar, ceder em excesso, o faz negar a própria vida: heresia imensurável.
Um soldado bom não é omisso, não luta por lutar, mesmo discordando com o líder que o mandou para o combate.
O bom vê o equilíbrio entre preservar a integridade do seu oponente, por mais que a sua crueldade tente intimidar; e defender a sua missão.

Já fui a guerreira que permanecia na guerra, sem muito encanto exteriorizado, sem muita crença. Já fui uma guerreira que lutava sem saber direito até que pontos as armas são perigosas e se todas as nossas habilidades são, de fato, dádivas.

Hoje, meu caro, hoje luto com plena consciência de que estou numa guerra.

Não comecei a guerra, não ataquei sequer o mais distinto próximo de mim. Admito até que já cedi quando não deveria e me calei quando poderia ter feito justiça. O fato é que hoje eu me defendo e defendo o que acredito, se a base do mesmo for o amor.
Hoje entendo que as minhas qualidades não me dizem quem sou, porque o mais vil dos meus atacantes podem contar com elementos similares do que me torna hábil. São as nossas escolhas que desvendam nosso propósito e não o que infla nosso ego.
Que o orgulho próprio seja motivo de riso ou de um diazinho mais feliz quando estivermos nublados. Vaidade é um detalhe ínfimo que nasce na Terra e por aqui fica, portanto não merece tanta atenção.

O que interessa é o caminho pelo qual nosso coração opta.
Tendo certezas puras e grandiosas como essas, soldados do terceito tipo conseguem defender-se sem deixar que a soberba tome conta ou que, pelo outro lado, deixem atacar-se sem ao menos tentativas de defesa.

É difícil para um coração tão fantasioso e alegre admitir estado de guerra.
No entanto, após a nitidez de tal realidade,
um soldado bom
luta.
Guerreia para preservar sua vida, batalha para tentar libertar coisa boa.
Porque assim como flores brotam tímidas em rochas secas,
valores bons podem ser dispersos, independente de quem o absorve, independente de quem os dita:
para o bem, vale a pena tentar.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viver de paz, música e amor!



Chega! Eu REALMENTE me assumo.
Me afirmo lunática, largada, amante nata, natural, alegre e pacífica! Não me interessa mais MESMO o que pensam porque sei do bem que carrego e gosto do amor que compartilho. Não faço questão alguma que me entendam ou que me dêem rótulos mais amáveis. Se for para enlouquecer que seja de felicidade na própria magia do sonho, que arrepia meus poros e me rouba sorrisos inevitáveis. Opto por ignorar ceticismos vis e continuar amando, sim, incondicionalmente.
Tal qual os valores que tatuo em meu corpo, serão a alegria e a paz de espírito em meu coração: eternos!

domingo, 4 de julho de 2010

Cabe a mim?

De repente se eu acordasse eu sofreria menos! Mas eu sempre me recuso. É como se minhas pétalas ainda não soubessem que eu não sou uma flor. É uma condição de fantasia constante, à qual, na verdade, somente as minhas próprias lágrimas acariciam.
Os únicos beijos que recebo são dos ventos vindos dos altos das árvores. E mesmo assim eu já os considero uma bênção, visto que não é qualquer brisa que desce dos ares ariscos só para confortar a minha existência.
Às vezes eu sinto que somente a natureza e memórias futuras me dão alguma razão para existir. Todo contato mais íntimo que me é dado como dádiva em algum dia azul lindíssimo e inesperado, me é retirado com intensidade duplicada. Logo, assim que recebo um chão, vem um mar revolto e quebra todas as muralhas floridas que eu acabara de construir com muita fé.
Fé. Me vejo obrigada a redefiní-la dentro de um coração tão ridiculamente ingênuo a cada instante miserável, quase cruel. O pesar é que eu ainda pondero, mesmo sentindo raiva pura de injustiças tão próximas ou indesejável passividade em tragédias tão descaradas.
Não tenho cabeça. O que me preenche é um coração dividido pelo desejo de uma tarde feliz e musical, farta de gente pura e amável e pela missão numa engajada viagem colossal.
A minha vida se resumiria na espera pelo sonho primeiro ou na luta incansável para concretizar o segundo.
Feliz mesmo será o dia em que
os deuses me concederão
a fortuna
de vivenciar ambos...

sábado, 3 de julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010