segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alors!



Já sei exatamente o que me faz bem eterno
e o que me prejudica em segundos
para sempre
Penso que adio o que não deveria
e antecipo o desnecessário
Me disciplino em poesias ingênuas
meio incompreensíveis,
porém atemporais.
Idiomas me esperam
e amores alheios sequer me conhecem,
tampouco me anseiam
Magia de céus almejam meu olhar
e eu, aqui, fechando as janelas apenas
para dormir no aconchego da escuridão
O tempo que perco vem se revoltando,
enquanto percebo que nada é irreversível
Cortinas imaginárias se abrem sozinhas
tamanha é a bênção regada sobre mim
Não mais dependo de vida incerta
e coragem me sobra de acariciar uma batida
um tambor
um brilho ou qualquer canção!
Danço conforme cidadão sem nada
trouxa nas costas, sorriso estúpido na cara!
Bem na cara é a vivência do que carrego
Alegria honesta
Ninguém entende, no entanto abra-se e
Divido, compartilho mesmo
Ainda que no silêncio da criança que era
à mulher que mais alto anda
em estamento único que mundo, este,
poderia erguer.

sábado, 23 de outubro de 2010

choosin' a battle,

Se o sofrimento me mostrou o melhor que eu poderia ser, e a euforia, o pior, talvez a serenidade seja apenas quem sou.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Viveria por isso..



Eu quero ter filhos. Acordar de manhã com beijinhos e um aperto forte do amado na cintura. Reunir todos na mesa, preguiçosos, serenos e contentes e finalmente resolver esse meu hábito de não tomar café da manhã.
Vejo suco de laranja numa jarra bonita, os pães de queijo da mamãe e luz boa vindo da nossa janela branca em cozinha grande e clara.
Eu mesma prepararia o lanche das crianças e, ao me trocar, me renderia aos braços do meu príncipe numa escapulida no nosso quarto de conto de fadas.
Iríamos trabalhar bastante, seríamos verdadeiramente úteis e voltaríamos pra casa morrendo de saudades de nós, de todos, do lar. Às sextas eu cozinharia um peixe elaborado e meus pais nos visitariam sem atritos para curtir os netos e a casa que teríamos conquistado com amor e honestidade.
Contaríamos histórias mágicas aos meninos de modo que embalassem seus sonhos e pudéssemos deitar sobre a grama em frente à piscina, bebericando e namorando.
A vida seria familiar e surpreendentemente insubstituível.
Oraríamos juntos e ainda assim seríamos livres. Assistiríamos nossos filhos crescerem íntegros e puros, enquanto pássaros pousassem quando abríssemos as janelas ao pôr do Sol.
Almejo paixão tranquila, sem obsessão ou angústia. Até os momentos difíceis seriam pacificamente suportáveis, já que comportaríamos missão cumprida e alegria por simplesmente viver.
Não custa sonhar...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pretend like it's the weekend now..



And we could pretend it all the time!
Can't you see that it's just rainin'...
There ain't no need to go outside..'

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Onde Mora o Coração.



É só mais um dia
dentre tantos próximos, cuja espera deixará de ser rotina
e se tornará esquecimento
sadio, forte.
Haverá aquele dia
em que olharei através da janela:
verei neve,
estrada,
índios, moicanos,
pássaros azuis e libélulas enormes!
Assistirei, ao meu lado,
Crianças, cantigas,
violeiros e sanfonas
Guitarras, metais raros
jardins e
paz.
Apagar-se-iam dias
e noites,
Cuja semente me foi jogada de longe
e engasgada por vias minhas inocentes
Eu conseguiria cuspi-las, isolá-las
Ainda assim brotaria o novo, já que
boa intenção seria flor, fruto e folha.
Raiz.
Versarei em breve sobre toda a graça
Que comportaríamos em meu ventre,
Em risos alheios, faríamos rodas coloridas
Missão e alegria se confundiriam no reflexo das águas.
Aliás...
Seria como manhã que sucede noite chuvosa:
Gotas d’água sobre tudo, ar molhado
voz líquida e pensamento mergulhado.
Caminho para o dia em que,
como que num salto
lento, de brilho gradativo, progressivo, tom sobre tom,
Ergo meus braços,
borrifo água cheirosa,
Refresco! Enquanto me vejo surgindo na praia..
Serão grãos de areia brincando com meus pés.
Nesse dia,
O Sol estará sempre presente
mesmo que não haja matéria ou personificação de príncipes fortuitos
O conto de fadas
Será.
Vida real,
Concede-me aquele dia e dou-lhe
sonho precioso, maior que devaneio,
em troca de união.

domingo, 17 de outubro de 2010

Us.



O que escrevo me define.
O que escuto me confunde.
O que assisto me enoja,
o que sonho me fortalece.
O que sinto me inspira.
Quanto mais aprendo entendo a grandeza
da serenidade,
do amor.
Quanto mais quero, menos desejo
o que não presta,
o que rotula
e o que apavora.
Reconheço que não é fácil
sonhar encantamentos e acordar de olhos inchados,
enxergar rosto sincero e receber, em costas lisas, injustiça inesperada.
Reconheço também erros, seguidos de perdão próprio,
perdão alheio,
perdão celeste!
Acredito no de sempre concomitante a todo bem que do mesmo surge.
PRECISO mover-me, mover-te, mover algo bom para algo melhor ainda!
Ainda que lazeres diminuam, ou ao menos seus excessos
e consequências dispensáveis,
meu ócio não mais teria fim próprio e sim comunitário,
humanitário!
Sim, mulher, tens coração farto, poético,
necessitas mesmo exprimir tamanha sensaçao, sentimentos e purezas cruas!
No entanto sofrem de males tão mundanos
cruelmente sem lirismo algum,
que talvez poesia minha fizesse de fato alguma diferença
e eu pudesse respirar tranquila, escrever por gestos
e compartilhar, sem raridade de momentos,
muitos
vôos.

entendo, sim..

Estaria eu fadada à espera
ao sonho
à misericórdia de minha própria lembrança,
na torre de luz dentro da qual
venho caminhando.?
Estaríamos nós encarcerados
por amigos,
sem abrigo, nem sustentação
De magia repentina, quase efêmera
se não fosse tamanha, gigante
a intensidade de toda a minha emoção.?
Poderia meu espírito
leve e juvenil
quase maduro, contra tudo e contra todos
de mundo tão vil,
elevar-nos em sincronia de olhos
por caminhos ínfimos e enfim
fazer-nos crer em mesmo bem.?
Seria função minha
trabalho divino,
força da sorte
ou o acaso sorrindo?
Interrogo-te, porque não creio em vilanias
oriundas de belezas como aquelas...
Estremeço além de faces, aquém de Sóis e querendo ventos!
Oh Céus, Mares e Flores que me pertubariam horrores se não fossem simbologias tão amáveis, afáveis, singelas, de supremacia certa em sensibilidade tão frágil.
O que quero é pouco, o que dou é muito,
ainda assim não me sinto digna, em direito único de reivindicar,
esbravejar. Não me revolto com a disparidade,
apenas me entristeço com a voz que não escuto antes de dormir,
ou com o abraço que nunca ganho,
drama, né? Barriga até cheia, carências, por um lado,
por demasiado supridas.
Coração que não se vê preenchido nunca!
E, quando o feitiço acontece, se torna eufórico, feliz pra sempre,
eternidade!
No entano a verdade, até em fantasia,
é que amor por amor
metalinguístico e sereno que nem riacho,
gostoso que nem gota de chuva,
é gradativo, sorridente
paciente.
É paradoxo sem dor.

Estrela,



Minha sorte é não sentir culpa por acreditar no amor
e não permitir sofrimento por tanta certeza de fé.
Embora sofra, embora haja confusão.
A Paz de Cristo torna qualquer detalhe, impecílio ou angústia em elemento tão pequeno, que se faz certo chorar: apenas de alegria e emoção! e sorrir:
se transforma em rotina pulsante, que jamais se cansa
e se renova, mesmo sendo frequente.
Não entregue sua vida em mãos alheias ou proiba-te a ti mesmo por pecados que nem consideras impuros. Siga seu coração e não tenha vergonha de ser honesto, de limpar sua honra sempre que necessário.
Aos outros,
dê apenas tamanho perdão cotidiano,
compreensão serena e atitude firme de quem entende um amor imperfeito.
A si próprio,
ignores angústia e deixe-se levar distraído por céu de noite azul marinha.
Embale seus próprios sonhos litorâneos e esqueças preocupações de existência, de caráter passional ou até mesmo mundano.
Enxergue sua vida como gostaria que ela fosse e a faça o caminho de um objetivo que jamais saberá ao certo, visto que talvez isto nem importe.
Seus beijos de verão,
suas noites boas mal dormidas
e seus olhares recebidos como dádivas por quem, de fato, um dia, acreditastes ter lhe amado verdadeiramente,
se eternizaram e, portanto, não há do que se queixar.
Assim que olhares para trás, perceberás o quão abençoada é a vida que constróis. E sempre, digo sempre,
poderás ser mais e espalhar tudo aquilo que aprendeu com tanta fantasia e devoção.
Se existe um medo ao qual vale a pena temer, é o próprio medo, pois sozinho, nunca estarás.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

sapiência.

Ninguém se salva. A ajuda que há, é espontânea, quase divina. Leve contigo quem te proporcionou o bem, o amor e até mesmo o prazer, só não carregue momentos nas costas esperando que voltem ou mudem seu rumo. Fases e gargalhadas, beijos e pulos acontecem. Mas passam. Ainda que o desejo permaneça e pouco se transforme no que diz respeito à queirelas próprias, à sentimentos intrínsecos, não és curupira, tampouco pessoa mística, anômala: andas para frente.
Há muito, digo muito para criar, inclusive um ofício apaixonado que de fato guie tua vida, te forneça sentidos reveladores de tua alma, espectros de si mesmo.
Viagens continuam sendo fascinantes, escrever ainda é um mistério de satisfação; seus pais te intrigam como sempre e seus amigos (Graças a Deus) são portos seguros de esquecimento de angústia amorosa.
Afinal, há vida lá fora! Maior em infinito que as sensações internas em ti que não entendes. Procura-te a ti e encontras paz em toda a essência que nunca duvidou ser atemporal, bela,
plena.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

.. Renascerá!

little peace of heaven..'

Me guardo, protejo resquícios nossos, assistindo cortina branca iluminada por lembrança úmida. O travesseiro macio, apenas me remete à dança com a qual me envolvias e ao desejo profundo que permito adormecer em paz.
Não esqueço o que ficou de bom, apenas não almejo laços com fitas solitárias, de amarras tortas. Se for para caminharmos em jornada quase única, que a amizade seja sempre suprema e condutora de passos.
Esperança ou simples certeza há de que ñão mais posso puxar suas mãos e induzí-lo a acompanhar-me, visto que prefiro-te quando seus olhos me seguem por vontade doce e voluntariamente seus braços me perseguem.
Imagino-te feliz por não me deixar passar ou por não querer ultrapassar-me: idealizo-nos andarilhos, ciganos, felizes e elementares de atos que espalham amor e risos gostosos. Juntos, mesmo que somente, por vezes, pensemos em nossa história ou namoremos tudo aquilo que, lembra? conquistamos por nós.
Tenho vida inteira para compreender e desconhecidos para desvendar; livros reveladores para descobrir e tantas mais lágrimas que certamente irão me acariciar; comporto significado crescente e forte no peito que me motiva a dar primazia ao vento, assim que eu acordar. No entanto, ainda que eu me levante pensando em ti e em cada sonho destruído por não-correspondência de fé,
mesmo assim,
firmo minhas pernas em negação ao que opõe o bem
e declaro regime interno de completo perdão ao passado,
já que recomeço pressupõe pureza, consequente redenção de si.
Natureza própria e essencialmente eterna de quem consegue amar aquilo que talvez nunca existiu. Eis-me reconhecida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

listen up!



Angústia vá embora!
Saia daqui com seus pés alados e suas garras escorregadias
Pulse rápido e não volte mais
Não nos pertencemos: trajo e constituo espírito livre,
pacífico e compreensivo de cada incerteza.
Não me reconheço mais sem sono leve
ou sonhos de olhos abertos, cuja trilha sonora
me concede passeios tão serenos e fascinantes.

Preciso de paz, mesmo que pouco mais solitária
para conviver comigo mesma e com toda a influência boa
que chega até a mim.
Folha verde, me inspire de forma amável,
não abro mão das cócegas que o vento me faz, já que meu coração
costumava ser, sempre, pressuposto de missão à vista.
Até mesmo você, olhos solares, ainda que me assustes,
ainda que eu perca meu chão ou o senso por completo do que seria amizade
e um amor tímido, crescente, nascente, leal. Desde sempre.

O sentir agora é mistério, com tanta imagem guardada e ainda tantas cheias
de desejos por vir.

Liberdade, doçura, fé que não se esgota,
amor que não se transforma! Alicerces que construíram quem sou,
se digam intocáveis e supremos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pirata, Andarilho, Nômade, Vagabundo.

Julgamentos à sua disposição.
Na superfície, na camada fútil do pensamento profundo, a verdade crua é que gostam de jogar e se permitem deixar levar por maré de baralhos metafóricos, exatidão e raciocínio fraco. Só não é nua, visto que se mascara e se rotula hipócrita sem saber que o faz.
Evocam amores e exaltam sensações platônicas enquanto exercem frieza de manipulação. Lidam com sexo, beijo e declarações tais como fim retrógrado de lidar com sentimento puro. Amor é caminho, jamais seria solução de problema que nem tem instrumento de fixação. A olhos similares aos meus, claro. Pois não vejo saída em suprir carências, senão por paixão verdadeira! Que de fato tira seu sono, que verdadeiramente toma seu pensamento e que ingenuamente acredita que não haja razão tão nobre para existir.
É desumano, robotizado, segurar emoções lindas por medo de sustos ou por aprendizados céticos que um dia te ensinaram. Nem sequer aprenderam a respeito e já se julgam praticantes de ensino tão baixo! Se cada um ficasse na sua...
Já não mais entendem a distinção entre ignorar o respeitável e fomentar o bem.
Ainda assim não me revolto com particulares ou com coletividades chuvosas, apenas tento e sinto nojo de mim mesma por tentar me enquadrar. Não gosto de sistema tão pré-formatado, não há crença, tampouco identificação de comportamento ao qual poderíamos considerar ideal, bonito.
Ajo, digo e sorrio como dita meu coração. E nada mais.
Se ouvíssemos mais e melhor corações nossos, tão impregnados de essência divina, tão norteados por divindades insistentes, representando amor sincero, nos abriríamos mais confiantes, já que seria por demasiado certo a carga boa do que saíría.
Não temeríamos ser honestos, não esquivaríamos serenatas, tampouco deixaríamos de saber doar e receber presentes de afeto.
Já não mais me interessa se vago, se me pinto, se me vêem além ou aquém de tudo que conquistei e de cada essência que aprendi a reconhecer. Mesmo que eu sinta falta de vida recíproca e abertura de carinho, espalharei o que for meu por natureza bem como se fosse inesgotável e feliz como se refletisse em mim.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

boots on!


That'd be alright
That'd be alright
If everybody everywhere
Had a lighter load to bear
And a little bigger piece of the pie
We'd be livin' us a pretty good life
And that'd be alright

Go heavy on the good and light on the bad
A hair more happy and shade less sad
Turn all that negative down just a tad
That'd be alright

domingo, 3 de outubro de 2010

Gostar.



Olhos doces e amarelos
me assistem dormir sorrindo e
me beijam ao acordar em Sol fresco.
Mãos tão fortes de caráter revelado
elevada conduta do que entendo por
homem.
Honestidade quase perturbadora
por beijos molhados como sorvete de mel
No entanto conferes vida a mim própria
quando declaras sua devoção
ainda que queiras curvas minhas e movimentos nossos
não questiono amizade tão nobre
e agradeço, agradeço! bênção de
destino de princípio confuso
e vontade solene em poesias tais como aquelas que construímos aos poucos.
Me sinto sereia flutuando em azul turquesa,
tendo certeza do bem que vive
pelo simples fato de que a luz que persegue meus dedos,
a faísca que me vigia e me admira,
o fogo que queima com tanto gosto que na verdade esquenta a minha alma
e apazigua o afeto que primas tanto me dar,
é voce.
Em águas tão claras não há o que temer, já que enxergas com o coração por ser tamanha a beleza que enche nossas vistas. E vejo com nitidez, brilho e contraste de percepção:
sou sensível a ti, mais que antes e sim,
permito que ilumines não apenas as minhas mãos,
como todo o meu corpo. Afinal, mente minha já divido contigo; além do meu pensar encontro-te em meu coração; e a minha alma... foi a primeira a felicitar nosso encontro.
Gostar.