sábado, 19 de setembro de 2009

Another song of freedom..'



O humano é relativo demais e já não me inspira tanta confiança.
Crescer na base da porrada não é gostoso, mas contra fato não há argumento: força, é consequencia.
Diante de uma dor, nem sempre adianta encolher-se.
Me entorpecia para cessar o sofrimento, no entanto, sofro por me entorpecer.
Não quero mais. Não brinco mais comigo, eu me devo respeito por ter chegado até aqui.
Eu opto pela paz. De espírito, de essência. Porque ela, sim, sempre me diz o valor do certo.
Cansei de breves sessões de álcool e da insanidade que ele proporciona. Cansei de homens que iludem ou são tão descarados que nem retórica têm para iludir. Talvez eu nunca tenha curtido, de fato, mas experimentações são válidas.
Entendi a hora de parar.
Aprecio minha velha tendência à boa simplicidade, de deitar na grama e rir da própria sombra, do natural, do Sol quentinho. Amigos fiéis, gente terna.
Sem soberba.
Sem jogos.
Eu não sou bipolar como eu pensava que fosse. Entretanto, me envolvo em perigos vazios quando me deixo levar por paixões. Sejam elas quais forem. E isso não é bom.
Não é bom, porque nada que é vazio faz sentido e toda paixão é cega por definição.
Mesmo que eu esteja bem intencionada, me enlouquecendo em busca de um amor maior, o caminho é torto. E sementes de girassol não resultarão em rosas. O conteúdo é interessante, sincero, mas o solo semeado é estéril. Logo, toda a loucura foi em vão.
Ninguém mereceria que atravessasses seus princípios de vida para ser conquistado. Quando há pureza, há reciprocidade sem esforços paradoxais, conflituosos.
Não esconda seus valores por alguém. Eles são toda a certeza que tens. A sua força.

O amor desabrocha.
Assim como uma flor.
Que é plantada, regada e cuidada.
O adubo encontra-se dentro de ti, no coração.
O que já tens, portanto, é demasiadamente valioso para ser jogado em qualquer terra.

Se queres amor, se acreditas nisso, de fato,
não se violente.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

dom?

A poesia é somente a pontinha de um iceberg de frustração expressiva de seu autor. Não julgues um texto por sua métrica ou por suas rimas, suas formas ou sua retórica perfeita. Na verdade, não julgues de forma nenhuma. Apenas sinta.
O poeta escreve a metade de tudo aquilo que sente, de fato. A beleza dos versos não se encontra em suas palavras, mas na gênese de seu sentimento.
Não se trata, necessariamente, de sensações vivenciadas. Às vezes, é confortável sonhar, através das letras. Talvez o poder da arte seja esse. O sonho, contraditório sonho. De gosto doce, mas perigosamente perecível se não conservado em pote saudável. O lado ruim do sonho é a angústia de acordar. Oh, realidade.. Por isso, esteja certo de que artistas, não são tão adoráveis assim. Eles sentem angústia, que fica bonita vista de fora. Mas sua fantasia é tão real para si, que se torna difícil se integrar ao mundo.
Não me refiro a obssessões ou a ilusões mundanas.. A poesia da música, do lirismo, da arte, é pura. Mas.. está no lugar errado, visto que só o coração guarda fielmente os detalhes de cada manifestação de sensibilidade à vida.
E ninguém acredita. Se, algum dia, eu disser, em palavras curtas, olhar sereno e voz tranquila o quanto sinto amor, plenitude, Deus, céu, flor e areia, ou ririam de mim, ou me diriam que fui ousada. Não que céticos mudem minha vida (jamais me importei)
mas é triste despejar sinceridade, profunda, secreta, e tentar adaptações à violência, à descrença alheia. É como abrir seu coração e libertar pássaros, e preencherem o que ficou, com tempestades e chuva forte.
Resta-nos a opção de continuar ousando e ser sorteada com pessoas sensíveis; ou escrever, pintar, criar, materializar o inevitável de quem ama: a paixão.
Eis a escolha do artista.
Que não tem coragem de ser simples e se entrega à magnitude de seu talento.

domingo, 6 de setembro de 2009

Blue..

Não dê moral. Pessoas não são confiáveis e isso tem que ser entendido, mesmo sem toda essa tal de malícia necessária. Assim como as conclusões dos finais das fábulas com que crescemos, as morais de todas essas histórias não são conquistadas por nós, não são desejadas, nem objetos de procura, pré-intenções. Elas são construídas pelos fatos. Um voto de afeto é valioso demais, pois diz respeito à SUA condição de quebrar a cara posteriormente. A cara é sua. Mas seu gesto amigo já foi dado e levado pelo vento por alguém sem coração. Portanto, não dê moral. Não, assim, de graça. Apenas desenrole o conto, desenvolva-o sem ser precoce, o natural tem valor. Não é só porque se fazes transparente, que seu semelhante também o fará. Aprenda. Seguir instintos é lindo. Utópico, mas válido, porque é proveniente de um sonho, afinal. No entanto, enquanto brincas com a beleza da vida e a tornas criança, outros brincam contigo, e com seus sentimentos. Na verdade nem se interessam se sentes arrepios, fome, desejo ou carência. Importam-se com seu corpo e com o que vestes por baixo. E quando se trata de alguem quente, tudo bem. É o esperado. Mas se somos quentes e letristas, a moral da história muda, porque tudo tem poesia. E a poesia é a premissa do amor.