domingo, 20 de março de 2011

because if I had a hat,





a few dollars and a pair of boots,
my life would be the road,
my library would be traveling
and my future, a delightful mystery to unravel.



Our children will grow up happy
if we preach all we have learned
with all the colors of the universe
and all the music that we take account of spreading!

sábado, 19 de março de 2011

Cultivei uma árvore do caule à raiz. Ela definhou. Morreu. Mais espaço para a floresta.

Pesadelo, vai embora

se eu fecho os olhos
e te tenho vivo
prefiro abri-los
e sentir-lhe fora

chorar por ti
não mais aguento
é agonizar sorrindo,
alimentar tormento

os passados de erros,
peremptórios são:
minha recusa sem rumo
ditou minha condenação

ou condiciono o real
pensando em tudo
ou nego todo meu sono
tornando-te mudo

certamente quem diz
que a rejeição têm vez
controlando o pensamento
adotando a sensatez

nunca tropeçou de amores
atrasado no próprio conto
em que a luta apenas há
em conflito a violência do ponto

eis-nos reticentes
à pálbera justificando
ei-los decadentes
na esbórnia barbarizando

vidas no caminho
nos são postas
como se não existissem trilhas
além do relevo de suas costas

Dizem que temos escolhas
mas escolhem nossas sentenças
quando declaram guerra por nossos beijos
depois cavalgam em marcha rindo de tanta incoerência

cada verso se alonga em proporção à minha revolta
ainda que o chão seja finito e as flores estejam mortas
enxergo-me com as asas quebradas, deitada e sem escolta
esperando forças para que eu me resgate em nome das próximas portas

lanço sementes de um fruto podre
em terra féril a qual adubo com a mão
o que era plano se torna profundo
em raízes regadas de emoção

a esperança é que a palavra suma
mesmo que junto, a minha inspiração
o caos, eu desejo que durma
e liberte a minha sensação

finitas são as estrofes
no féu de uma poesia
fotossintética
e esguia.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tempo.



Perdendo a pretensão, como também o êxito. Chorando de emoção e rindo de nervoso, vejo quem me quer e não correspondo; quero gente que mal me olha e sinto muito. Lembro de todos por quem morreria e percebo a quantas mortes em vida já me submeti. O detalhe da ilusão é o que te condena, na verdade: aquele minuto definitivo em que substituis todo o real pelo imaginado é o ápice da trama que te envolverá. Porque, de resto, amigo, é só queda apesar dos tantos pulos aos quais recorrerás. Nada, nenhum salto ou qualquer um dos seus impulsos mágicos te levantariam enquanto constróis abismos privativos. A não ser que evites o tempo. E evitá-lo logo. O tempo é a mais esperta das miragens, pois te confunde quando suspende sobre si próprio a eternidade das boas horas e, em seguida, quebra o seu castelo de perfeição aparente para que supliques por mais tempo. Render-se, não. Não interessa o que ele diga, o tempo é todo seu. E assim como todas as nossas posses, façamos, desta, o que melhor for para desfrutá-la com desapego nulo e rendimento beirando a matemática.

segunda-feira, 14 de março de 2011

registro, apenas.

"Quantos encontram inefáveis gozos
Nesses prazeres para mim tormentos!
Quantos nos mares onde a morte enxergo
Abrem as velas do baixel dos ventos [..] "

Behold me going!

domingo, 13 de março de 2011

Halcyon.

Apesar do êxtase das músicas, dos sabores, dos beijos com os quais o destino nos presenteia, da magia dos sorrisos, das palavras de amor, do cheiro dos livros e das fotos que nos devolvem alegrias;
apesar do auge quase insuportável da angústia de nossas paixões, da saudade que tenta nos consumir, das fugas através das quais cometemos erros tolos, das dores corpóreas ou cobertas de emoção e de todo o caos do planeta;
apesar do ápice latente entre o bom e o ruim, o pecado e a virtude, o tempo e o espaço e embora seja inspiradora toda essa intensidade e a pele à flor dela própria com a qual a mesma se identifica, equilíbrio é chave de segredo universal.
Assim que abres portas com o mesmo, tens a imensidão ao seu alcance e nada mais importa tanto quanto a paz de deveres cumpridos e amores não só conquistados, como sentidos.

Sliver!



Até que caminhando por entre
símbolos de status,
peças de um ideal globalizado,
percebes que és capaz de sentir desde vontade
à náusea.
De todas as vitrines que mais se dizem tentadoras,
de todos os preços menos viáveis
enlouquecidos por alguém frio e rico,
olhas para o preto das tendências e fica
nítido
o vazio de tudo isso.
O que mais faz sentido, na verdade é o cantor mal vestido
que te fascina na calçada
ou o garçom alegre tal como se estivesse embriagado,
enfim, todo mundo que já perdeu o nexo
nos olhos do resto do mundo vizinho,
carrega, em seus olhos,
a perspectiva pela qual vale a pena viver.
Tentando chutar os frutos dos males,
sem que suas raízes sejam de sua conta,
passas, daí,
a curtir o interno artístico de valor de ouro
que talvez só substitua tanta matéria
depois que aprenderes a ensinar algo.
E quando alguém quiser aprender, de fato,
as camisas rasgadas
ou os tênis de astronautas
as baranguices de nossas festas fantasiadas em todas as nossas mentes
serão exaltados e cuspidos, em seguida. Aplausos!
Pois já não seríamos mais marionetes,
mas apenas bonecos de pouco pano
e muita vida nas mãos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

what else should I be?!

Apaixonando-me por mim mesma,
assumo a loucura com a voz que ela merece,
tal como a heroína que esbraveja em si
solta e alta,
encorajando a vida honrosa contra o escárnio do mundo
Gritando lindamente!
Reconhecendo a minha atuação de drama
pintando paredes secas com o sangue do que já passou.
Dentro do que devo ser
cabe toda música
e qualquer gesto sem vergonha,
aquele que ri de si mesmo e continua dançando.
A imagem da companhia não interessaria nunca,
já que em todo canto tem gente
e em toda gente tem um pouco de tudo,
embora haja quem seja apenas um tudo de muito pouco.
A busca só tem fim quando você pára de procurar
Que tesouro tão valioso, afinal, haveria de existir
em tanta podridão mesmo?
Já nasceu comigo a idade que acumulo
e madura que nem banana verde eu escandalizo
porque me amo!
Assim como amo você, ele, ela
e a poesia maluca de gente drogada
espalhada por aí.
Nos meus becos existem luz, pois sobrevivo por pensamento.
Na cabeça que vos fala tem artista, pirata, palhaço e escrava.
É muita ocupação pra uma eternidade tão pequena.
Jogar-me-ia na perspectiva insana que todos acreditam
pelo simples fato de que,
pra mim,
normalidade não existe.
As etiquetas são todas suas. Aproveite-as enquanto eu brinco no meu quintal sem fim.

terça-feira, 8 de março de 2011

letting it.

Because everytime we try to make this sick love life begin to work, we commit more mistakes than we were commiting when we were quiet and alone. Loneliness is cruel some times but it teach us a lot how to act in front of worlds and people. Loneliness is like the good theory and the problem starts since we decide to practice it without being prepared. I’m pretty sure though that if I had never walk looking for reasons to live maybe I had never write and feel the kind of poetry that I created to myself. Not that it is a huge thing, the point is, how could I tell me not to do stuff if I had never saw that some type of attitude is wrong? Despite being my eternal sorrow, all my regrets made me grow up and I can not be hapier, but I’m clearly more mature and humble. Perharps it’s even better, ‘cause happines.. Well, happiness is on the right road and I’m just sewing good shoes to hit it. Shoes without wheels, ’cause I don’t wanna hurt the soil or miss the Sun set with my speed. My shoes will have litlle wings and a tiny bag of bronze powder behind it. So I can fly slowly to sing with baby birds or a bit faster when joy surprises me through the nature. The tiny bag of glow would be my secret magic power so I could make my own stars. The rest, friends, conditions, all the blessing part I give to God’s hands. If there is one thing I learned most it is that some situations and some people that shows up in our lives, just appears so we can stop running to their arms or stop trying walking bleakly apart them. All we have to do is leave them a sparkle of grace embracing a message: “I’m away and I’m always here either. Join’ me if you want but let it die if you not. We will rebirth someday and angels will be on a mission of mercy.”

sábado, 5 de março de 2011

ceacht..



Não adianta recolher-se com pensamentos impuros,
pois eles se materializam e batem à sua porta.
Pouco importa, porém, evitar paixões,
se nem consegues resistir às suas surpresas.
O enfrentamento é a constante voz que escutas em seus pesadelos
e a imagem retorcida que evitas no mesmos.
Sabes, em consciência quase clara,
a postura digna alvo de seus objetivos.
O que falta é peito pra educar os suspiros que te usam.
Não é que dê pra domar o acaso,
apenas não desmorone quando a figura de seus sonhos
vier.
Porque escolhas certas definem as temporadas.
Basta saber em qual estação mora teu sossego.

Some ou fica. Eternize-nos e vá.

Eu queria conseguir te olhar nos olhos um dia e te contar da vontade que eu sinto por seus braços. Eu não preciso de nada mais que o toque vagaroso e firme da sua pele rosa. Nem todo o sexo do mundo substituiria a lágrima que escondo do meu rosto quando você me abraça. Tira a blusa e fica parado, olha pra mim e sorri: eis o retrato da melhor parte da minha juventude. Eu não preciso de êxtases ou de grandes declarações, se por acaso um dia eu sentir a verdade da sua reciprocidade. Queira Deus que sejas tão feliz quanto os sonhos que tenho contigo. Antes fosses mal caráter, uma má influência, mas o pior disso tudo é que reconheço tanta virtude em ti, que eu não me permitira culpá-lo por suas fugas. Ainda que eu treine em pensamento, por mais que eu tente me preparar para o grande dia em que a gente se encontrar, você sempre me surpreende primeiro e surge do completo nada. De Pantera então, transporto minha vida a uma espaçonave sem órbita ao som de Aerosmith. Imagino como ia minha vida sem ti e observo a minha perdição conformada, repleta de valores e rotinas saudáveis. Basta que me venhas notificando sua existência “esquecida” para que tudo vire tontura de novo. E mesmo assim quando eu vejo o estrago, me vêm você todo macio, alvo e sereno, querendo sabe-se Deus o quê. Aí... Longos suspiros. Como eu fico? O que não presta tenta tomar meu corpo, então, e me vejo querendo beber, correr pelada, chorar até que um abismo me ache e esqueço do futuro o qual eu tanto planejava. São tantos pesares! O maior deles é pensar que te suportaria, te ajudaria, te comeria, te amaria a minha vida inteira. E se isso não for possível, continuo te desejando bênçãos que nem a mim anseio, por falta de merecimento. Se por um lado te quero bem longe, sendo sinceramente muito feliz, deixando que eu conheça meu príncipe calmo, charmoso e apaixonado; por outro, só vejo seus olhos. Há quem diga “Amor.” Há quem diga “Otária.” Há quem diga “Paciência...” Essa sou eu no espelho, cujo reflexo enxuga minhas lágrimas de menina, enquanto estapeio meu peito. Drama é pouco, o combustível de nossas histórias é tão salgado quanto nosso choro.
Eu queria te transformar num conto bonito, espalhar você pelo mundo, para que todos entendessem a sensação linda que é tocar você e, de certa forma, te amar. Depois de transformar-te em vento, eu saberia que voarias feliz por aí e toda vez que o ar se animasse eu lembraria de ti. Com paz no coração, pela lembrança divina que construí em vida. Livres e sós, perseguiríamos nossos destinos de luz. Caminhando e esquecendo sua agonia, sua textura e sua angústia, eu aprenderia a conviver com o seu cheiro sussurrando censuras nos meus cabelos e, de repente, você, em sua natureza de vento, perder-se-ia por todos os ares, amigo e terno. Aliviada e tranquila, alguém despontaria do outro lado da ponte e conversaríamos sobre os ventos que deixamos para trás. Dalí sim, nasceria um amor sem traumas e desenharíamos tudo juntos, com as dádivas escritas do tempo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

skillful.



Às vezes o receio me surpreende calado por meus passos em círculos ou pela repetição da solidão da qual me queixo. Todavia, o que seríamos se não crianças perdidas em encrencas distintas, cometidas pela ausência aparente de nossos protetores para impedir-nos. Direcionamo-nos, portanto, com a educação mais afável aos nossos olhos e choramos, apenas, pelo abraços que não conquistamos durante mais tempo.
Chega o momento em que retiro a pluralidade da primeira pessoa, para que fique clara a bagunça da conduta que me guia, em maior parte, muito diferente do restante desse jardim de infância em que vivemos. Cresço, assim, em conformidade com o que os aprendizados escancaram diante do mundo e, quanto mais erro, mais me refugio na brancura dos meus sonhos para resistir, não só às tentações, como também aos vilões confessos de toda a história.
O dilema confunde, em ápice, quando o prazer perde a sua máscara pesada no rio. A máscara, linda e sedutora segue boiando, em graus de velocidade inconstantes. Vê-se a tal sumindo, voltando e, ainda que ela se perca no mar, seu fascínio misterioso dificilmente sái do pensamento. Quando sái, o que percebe-se é o prazer desmascarado, ali, na margem do rio. Cru, estranho à coitada natureza humana, meio abandonado. Sem a beleza de seu rosto pintado perdido nas águas, o prazer bruto permanece quietinho torcendo para que o vento leve o cheiro das flores ao redor próximo ao seu olfato e desejando graciosamente o toque de algum menininho brincando no bosque.
Porém, dotado, agora, apenas de encanto relativo, a verdade é que o prazer, seja ele gustativo, sexual, preguiçoso ou visual, depende da força e da vontade de quem o encontra para existir sem torpeza. O que significa que tudo pode ser motivo de vício. O cosmos é tão grandioso e detalhado que, em todos os seus 5 e sextos sentidos podes encontrar prazeres e, logo, ser tentado em variações mil de partes tuas que nem sabes que há.
O desafio? Para quem a graça não acaricia em essência instantânea, pintar o prazer primeiro por demasiado pesaria sua face de tal forma que, perder-se-ia no rio a máscara uma vez sobreposta por ti. Tu? Terias o resto de seus sempre jovens dias buscando por algo que sequer sabias o propósito e lamentarias a beleza obsessiva que criara em certo tempo ocioso.
Por outro lado, o sujeito bitolado na palidez do prazer que encontrara à margem, cairia em desgraça pelo medo de pintar tudo que tinha e perder tão pouco. Ele viveria com pouco, ainda assim com medo de perde-lo.
Feliz? Seria aquele que, pulando por entre árvores meigas e arbustos macios como algodão, encontrasse o prazer. Ponto. Dalí, provaria teu gosto sem afoiteza ou aflição; observaria seu rosto de nada e desenharia o que mais importasse em vida ao mesmo. O prazer continuaria leve, com valor honroso, beleza inspirada e gosto de mel. Seria deleitado sim, acrescentado, o Feliz daria pernas ao mesmo, para que as suas continuassem livres. Até que o novo prazer seria outro sujeito e resgataria os demais prazeres perdidos por aí.
A tentação não é mais relativa quando entendes ‘por quê’ tentar evitá-la.
Se há algo que não presta dentro de ti, jogue-o ao rio. Existe um poeta que repousa na margem de todas as tuas sensações. Exalte-o com o coração; entregue-o teu pincel.

_take this time and..



Alguma alegria seria bom
No retorno triunfal à poesia,
todo o atraso perderia seu reflexo:
nem sombra, tampouco cinza;
o 'adiante e sempre' moveria montanhas!
E rios claros,
e folhas repletas de gotinhas geladas,
e ainda todos aqueles sabores e fotos
que preencheriam propósitos lindos em álbuns caseiros,
construídos aos ombros da natureza.
A eternidade falaria tão alto, que qualquer grito
além do mal
riria da crueldade dos homens que,
arrependida, redimiria-se à vida
e sorriria conosco.
Sobrevoando um futuro de glória, estamos.
Cabe a nós abrigar as bênçãos das paisagens.
A inocência, no entanto, com medo de ser quebrada, esquece que é feita de ferro.
Ferro branco coberto de plumas,
sósia de anjos decaídos.
Certos sopros tentam despí-la, chamam tornados "amigos",
conferem a fúria dos ares e
nada.
Desconhecendo seu poder e sua força, a Inocência se esconde e chora de cócoras em toda arte que a emociona.
Até que, um dia, ela encontra outra Inocência,
voando feliz e distribuindo beijos a fadinhas menores
e percebe que ela voa sem cair,
ri
sem culpa.
Como se não bastasse, a tal miragem lhe estende as plumas intactas e lhe sussurra com frescor:
"Mesmo com todo esse tempo em que compreendes nossas sinas,
eu te espero
no mundo.
Com uma pequena lição de cada vez.
Nem todo alto é abismo certo:
dependendo de quem pula,
a cinética reverte-se em felicidade."