sábado, 27 de novembro de 2010

Hein?

Queria algo leve, porém com o peso dos seus braços. Strip-tease divertido, que tudo acabasse em flores! Poderias me levar ao mundo e à esquina, ainda assim seria impossível conter sorriso tão acumulado. Usaríamos os mesmos fones, desta vez, mais claros, de repertório evoluído, no seu carro ou na garupa da minha cama. O que almejo são apenas toque oriundos do paraíso e destinados ao mesmo. Te odeio demais! Nem imaginas a angústia que me causas ou a insegurança personificada na qual me transformo pelo simples fato de dizer-me desejos tão honestos. Sim, a pior parte é que eu acredito, faço por merecer o título de ingênua que comporto envergonhada. Não resisto mesmo, deveria, no entanto! Rosto tão novinho, tudo tão identificado, pré-moldade, diria eu, se não me confundisses tanto. Chegas sempre em hora inoportuna, me vejo com frequência absurda sendo pêga de surpresa, morrendo de alegria e de raiva impiedosa! Perco o equilíbrio por completo, visto que não sei o que fazer, meço palavras tão lindas por receio juvenil e assim que decido descontá-las em algum beijo "roubado" me mato de arrependimento.
Cuidado com o que cativas. Já o fizeste há tempos, inclusive doei mais que meu conforto pessoal permitiria. Ri demais, chorei no fim, me recuperei rápido e toco em diante sempre, não interessa o que aconteça. Então, apesar de dizer que não aceito mais incertezas, não suporto, simplesmente não consigo não ouvir aquela música e sentir vontade escrota e abismal em correr em sua direção.
Se fores de fato destruir a paz do meu peito, ao menos o preencha com algum amor.

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