
Vivemos como se esperássemos curas, beijos
cartas de amor e príncipes que nunca vêm
Dançamos pra sentir algum alívio, qualquer liberdade,
certo desapego ao próprio corpo
Compensamos carências e fraquezas com vícios pequenos
menos infundados que as suas fontes
Não mais.
Podo cada planta, rego virtudes já crescidas
Torno-as vistosas e sussurro à rosas minhas
amarelas, brancas e aos passarinhos residentes,
que tenham humildade..
Se por acaso pudermos ver ondas,
sentar em montes de areia molhada,
construir castelinhos e provocar cócegas em algum semi-anjo,
tudo será feito com pureza.
Purifico-me. Dissemino redenção.
Jardim da vida, natureza do meu quintal,
de mundo meu, de amor universal,
somos todos um.
Porém quando for só eu,
e meu guia, minha Mãe, Divindade Suprema,
olharemos para trás, para cima, até que fecharemos os olhos
e acordaremos, de fato.
A partir daí, poesia será apenas o começo...
Sorris!
Somos bichinhos de luz,
infantos por essência..
Acordar com os olhos inchados não pressupõe cegueira,
apenas deverás abrí-los com vagareza.
Se não queres caminhar sobre o jardim,
deite-se nele e aspire todo o néctar que puder.
Em pouco tempo estarás nas costas de alguma ave colorida
grandiosa e iluminada,
que te conduzirá à fantasia que acreditas, sem precisar atravessar a Atmosfera.
Os limites estão dentro de nós.

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