domingo, 30 de agosto de 2009

No matter where I go, I know where I came from.

'Agora é hora de jogar tudo pro ar! ;)







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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Fly!





Se eu ao menos tivesse fones de ouvido e algumas músicas boas, ou janelas que me trouxessem praias desertas como presente, ou ainda um cobertor quentinho, uma televisão e uma panela de brigadeiro... Mas cá estou... Sem saber o que pensar em meio a tantos pensamentos.

Não posso me queixar, pois meu coração está calmo. Não me aflijo mais por falta de reciprocidade ou por quebras de ilusão. Ver minha mãe com os olhos brilhando, sentir ternura na alegria presente do meu pai... É, isso me traz paz. Agradeço.

Talvez eu esteja, nesses últimos tempos, caindo na real de que meus sonhos são bem mais quentes do que eu, de fato. Não que eu não seja, porque, se o dissesse, estaria sendo hipócrita e eis uma definição que não só não me pertence, como me irrita. Acontece que eu tenho muito mais da criança que fui do que eu imaginava. Seja em referência à "criança primeira", à descoberta da vida, à alegria pura, à tranquilidade que me moldou. Assim ainda sou!

Seja, também, em referência à menina que fugia nos livros, cujo prazer era real em estudar o mundo, para que não fosse preciso tocar na podridão das pessoas... Assim ainda sou.

Só não posso negar que, hoje, meu corpo e meu rosto se transformaram de tal forma, que, às vezes, me vejo irreconhecível. Acho que tanta mudança hormonal mexeu comigo de uns anos pra cá.

A verdade, mesmo, é que meus valores continuam intactos. Eu ainda viajo sozinha quando vejo o céu e ainda me orgulho das gracinhas bobas do meu pai. Ainda aperto as bochechas da minha mãe (que continua linda e perdida nas suas próprias necessidades adoecidas.) Eu me emociono muito e profundamente num clássico da Disney, ainda ando descalça e como com as mãos! Ainda estudo a história do homem e ainda escrevo.

A diferença é que, hoje, eu também escrevo de amor e minhas poesias não têm mais rimas pobres. Ainda me divirto com inocências. Talvez porque eu tenha crescido e descoberto as censuras, mas ainda não consigo ter malícia.

Errei. Confundi minhas emoções reais com atos vazios e talvez foi aí que eu quase me perdi. Embaralhar sentimentos, despejá-los no meio do nada, não floresceria mesmo...

Me defendo com minha inocência. Me responsabilizo por ter guardado tão bem uma fé na criança que abrigo, que deveria ser solta, valorizada.

Mas, hoje, o passarinho da gaiola de ouro, que eu tanto admirava nos livros de Rubem Alves, está livre de novo. E é tão lindo, que sempre vem me visitar e buscar água, deixando suas penas coloridas como um sinal apaixonado de sua natureza fascinante.

Ele sempre vem, está sempre por perto, feliz, em sonho e em vida.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

xy

Penso num cessar fogo, num cessar dúvida, num saber o que fazer. Quem sabe um fim para a minha eterna luta em mim mesma. O meu jovem inconseqüentemente puro, definitivamente passional e bêbado jeito de ser, comunicativamente fiel ao que se define por juventude; pode até ser feliz, mas não tem certeza nunca. Mas enfim, quem precisa estar certo quando tem felicidade? Eis onde entra a missão, se é que ela existe. Mesmo que não exista, a vontade de revolução, e o reconhecimento sóbrio de tal nobreza de espírito se fazem presentes, mostram ser fortes. Tão sólidos quanto a criança que brilha nos meus olhos todos os dias. (Apesar do corpo e do desejo latente que me renova a cada instante.)
Sim, uma criança.
Crianças, ao menos a que cultivo, não realizam grandes feitos, mas refletem a luz. Clareiam seus próprios sentimentos a cada pipa que avistam no céu ou em cada poema que escrevem sobre a Primavera. Andam de mãos dadas e sorriem ao descobrirem a textura de um beijo. Se divertem com isso e repetem a dose sem malícia, mas com vontade! Uma menina sapeca, um jovem, tem a eternidade nos braços, mas age como se o mundo fosse parar amanhã.
E, na velocidade da luz, os fatos giram e denunciam paixões proibidas... ou não. São amores até bonitos demais se vistos pelos mesmos olhares tão fixos e quentes.
Por que eu não me arrependo das minhas loucuras cometidas? Por que a minha teoria é tão mais pobre? Talvez porque a poesia esteja nos fatos, e não nas palavras.
Eu pratico com toda a selvageria que tenho, e ela não é tão grande, mas é tudo que tenho! Então significa muito. Meus pensamentos são vagos, relativos, perguntas reflexivas de um bom livro de filosofia, mas... não tem graça usá-los. Têm sentimentos porque minha linguagem é poética, no entanto é a minha prática, ela sim, é inesquecível.
Eis onde volta a missão...
Uma retórica perfeita não é nada, perto do que se vive em atos espontâneos.
Entretanto, eu ainda não tenho certeza... de nada. Só do que já vivi. E sorrio quando lembro.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"Tequila Sunrise"



Ele sempre me escondeu de todo mundo e mesmo assim, eu continuei.. Abri meu coraçao e aceitei sua condição. Errei mesmo. Fui contra tudo que eu sou e tudo que eu penso do amor, por um simples motivo: eu gostava dele. MUITO. E cada momento com ele era tão mágico que eu ACHAVA que valia a pena passar por cima de valores que sempre fizeram parte da minha essência. Como o romantismo.. aquele em que o cara apresenta a gente pras pessoas, vai de mão dada com a gente no cinema, e rodopia a gente no colo quando nos vê na rua. Pra ele tudo foi fácil, cômodo, divertido. Pra mim, cada olhar era uma pontinha de esperança, era uma coisa boa que eu guardava com o maior carinho. Daí, trágico como uma bomba, ele se resolveu. Com ela. Como se eu tivesse sido a aventura proibida, a menina cujos olhos não podem ser vistos senão há muito fogo e caminhos perdidos. Enquanto, eu, só queria ser a menina que ele visse e tivesse certeza que era com quem ele queria estar.. Seja na chuva, na rua, na cama.. Rindo, dormindo inocentemente, acariciando meu rosto, tomando sorvete, me beijando loucamente.
Aprendi que amores são ilusões... Doces, desmerecedores do nosso choro, ou do nosso riso, ou de nossa luta. Eu o defenderia com unhas e dentes. E ele... bom, ele nem queria que eu fosse vista perto dele. Enfim, hoje eu vejo com os olhos e não mais com o coração, que não vale a pena lutar por esse tipo de gente. Que não acredita nos nossos princípios e se acham no direito de se aproveitar da situação. Talvez ele não estivesse preparado pra receber alguém que goste tanto dele, de uma forma tão verdadeira, tão quente e tão pura, ao mesmo tempo... Não sei.
E a frase: "O destino decide quem encontrar na vida; as atitudes decidem quem fica nela!" se encaixou. Porque, eu não via, mais ele provou que é igual a todos os outros. E agiu como um cachorro e me tratou como tal. Eu o atentava pra ficar perto dele, o máximo que eu pudesse, e ele me atentava pra ter sexo. Ele o fazia, e eu fazia amor. E ele sabia disso.
Mas o pior de tudo não é ter deixado isso tudo acontecer, porque eu não vou me arrepender nunca. O pior de tudo é ele não ter reconhecido o amor ali, do seu lado. O importante é que eu aprendi. E ele aparece com bem menos freqüência nos meus sonhos...
Eu me enganei porque imaginei que ele fosse diferente... E me visse como eu realmente sou e me tratasse como o principe que eu achei que ele fosse...

Nosso coração é muito precioso pra ser entregue a qualquer um. Eu já peguei o meu de volta. E peço muito mesmo a Papai do Céu que continue me dando saúde e proteção para que eu possa seguir em frente e fazer o que eu vim fazer aqui. Obrigada por tudo mesmo, Meu Deus. De coração.



walking like a man
hitting like a hammer
she's a juvenile scam
never was a quitter
tasty like a raindrop
she's got the look
and she goes..
1-2-3-4
NA NA NA NA NA! ;)