domingo, 28 de novembro de 2010

harvester of magic.



Boêmia!
Sem orgulho, nem projeto de longo alcance
A palavra me fortalece,
a luz que sinto me eleva em escândalo de fantasia viva
e o que me entorpece não mais me culpa,
apenas me cala quando preciso,
me dá voz ainda que o receio apareça.
Escondo os ouvidos sem abafar a canção
Raiva não é permitida aqui, nem lá
enfim, sentimentos de paz e liberdade florescem por todo canto!
Agora o ponto de convergência
abrange-se a todo universo pesado,
cuja gravidade até nos puxa, porém para o bem que são raízes soltas.
Geógrafos construam seus relevos,
Exatos evoluam nossa comunicação,
Nós poetas bradamos besteiras, no entanto
temos coragem suprema de estudar com o coraçao.

Everybody is looking for something!'



Some of then want to use you,
some of then want to get used by you
some of then want to abuse you,
some of then want to be abused.

sábado, 27 de novembro de 2010

Hein?

Queria algo leve, porém com o peso dos seus braços. Strip-tease divertido, que tudo acabasse em flores! Poderias me levar ao mundo e à esquina, ainda assim seria impossível conter sorriso tão acumulado. Usaríamos os mesmos fones, desta vez, mais claros, de repertório evoluído, no seu carro ou na garupa da minha cama. O que almejo são apenas toque oriundos do paraíso e destinados ao mesmo. Te odeio demais! Nem imaginas a angústia que me causas ou a insegurança personificada na qual me transformo pelo simples fato de dizer-me desejos tão honestos. Sim, a pior parte é que eu acredito, faço por merecer o título de ingênua que comporto envergonhada. Não resisto mesmo, deveria, no entanto! Rosto tão novinho, tudo tão identificado, pré-moldade, diria eu, se não me confundisses tanto. Chegas sempre em hora inoportuna, me vejo com frequência absurda sendo pêga de surpresa, morrendo de alegria e de raiva impiedosa! Perco o equilíbrio por completo, visto que não sei o que fazer, meço palavras tão lindas por receio juvenil e assim que decido descontá-las em algum beijo "roubado" me mato de arrependimento.
Cuidado com o que cativas. Já o fizeste há tempos, inclusive doei mais que meu conforto pessoal permitiria. Ri demais, chorei no fim, me recuperei rápido e toco em diante sempre, não interessa o que aconteça. Então, apesar de dizer que não aceito mais incertezas, não suporto, simplesmente não consigo não ouvir aquela música e sentir vontade escrota e abismal em correr em sua direção.
Se fores de fato destruir a paz do meu peito, ao menos o preencha com algum amor.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

I Don't Care, Get Away!



Dureza só de músculos,
mesmo assim maleáveis e espertos
Ventos, beijos, frutos
é tudo que espero sentir através das mãos, pela língua ou por entre os braços.
Sensação de força: não me carrega, que eu dou conta!
Se pudesse até cavalgaria por selva de pedra
acenando gargalhadas àqueles babacas todos.
Convidaria-lhes à garupa e qualquer amizade seria bem vinda.
Nada de mágoas, raiva infundada ou recalque de timidez.
Vale a pena encarar os próprios tropeços,
torná-los sapateados cômicos,
lembrança de foto juvenil.
Não me interessa quem me nega, quem renega amor próprio,
céticos ou "des-almados'
PARA MIM, o amor é sempre a resposta, a solução,
seja lá qual for a incógnita: quem cria a variável quer desafio.
Eis a vida, uma aventura!
Auto-intitulam-se de quê? Não faz diferença!
Sabe-se lá o que somos! EU apenas me assumo.
E assino embaixo!

sábado, 20 de novembro de 2010

Sonhos frescos como tão esperada brisa numa noite de verão; estudos certos tais quais eram meus livros quando nada mais tinha para fortalecer-me; filmes de princípio meio contrariado, de final revelador; todo o tempo "perdido", vivido em prol de uma missão transforma-se em plano altíssimo, projeto de todas as vidas nas quais já lutamos. Cada batalha superestima-se quando entendes a magia da vocação e o poder de força nossa, sempre que usada para o BEM.
Torno-me leal a mim e a Jesus Cristo em prioridade e de mãos dadas a todos os amores que me preenchem. Mesmo sem religião rígida, com toda a prática acumulada que há por vir de minha vivência crescente, prometo ao Cosmos e ao que compreendo por espírito, por luz. O que profiro? Digo que ainda que me sinta tentada ou violada, nada falará mais alto que as incondições da certeza que carrego. Certezas, essas, que por ventura apenas eu entenda e raras companhias sintam, farão de meu corpo templo sagrado para servir de arredoma à idéias tão dignas de mente minha. Ela, por vezes, até se cansa, mas respira e multiplica toda a fé que lhe é sussurrada.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Simplicidade.



O que nos impede de poupar um pouco os próprios ouvidos, desligar-se mais das angústias passadas, transformá-las em pretérito bonito, bom de lembrar e tranquilo de esquecer?
Quem nos inspira a cantar, escrever, dançar ou sorrir sem grandes motivos ou feitos históricos?
As emoções que sentimos, a forma como lidamos com todas as sensações primitivas. Nosso instinto pode se sentir tentado a nos escarnecer, como também é capaz de mostrar-nos falhas nossas tão bobas que, se mutáveis, elevariam vida nossa a grau incrivelmente suspenso de plenitude e paz de espírito.
O saudável seria praticar auto-controle de modo que a alegria pura nunca se fosse, sempre pairasse sobre nossas cabeças, por debaixo de nossos tetos, entrelaçasse nossas mãos e pontos de vista.
Absolutamente nada te impede de acordar um pouco mais cedo, orar pro Céu, independentemente de seu azul estar meio escondido ou vibrante, quente; lavar o rosto e se permitir graça de alguns fios a mais nas sobrancelhas ou de uma espinha ingrata que invadiu sua testa.
Cabe a cada um exteriorizar serenidade conquistada por dentro em primazia, em atos saudáveis ao corpo e ao intelecto.
Talvez se comêssemos melhor, prolongássemos momentos de preparação dos nossos alimentos, hidratação, higiene, assim como de nossas leituras, sejam as referenciais ou as poéticas; de repente entenderíamos a delicadeza de cada instante da vida que nos faz crescer e perder o temor.
Não somos apenas o que adquirimos em bens a longo prazo ou os casos apaixonados que vivemos sem muito sucesso ao longo dos meses. Somos constituição subjetiva e diária, que pressupõe cuidado e amor-próprio.
Benditos sejam as frutas na mesa, os biscoitos na dispensa, os livros em nossas estantes, os números amigos na agenda e os travesseiros cheirosos de nossas camas. A pequenez nos aumenta.

primordial..

Já não mais importa o que me falta
a fada que não me procurou,
o suspiro de boa noite que não ganhei
ou as flores que nunca sentiram meu perfume

Não mais é primeira a memória da rejeição da fantasia que vesti,
das defesas cheias de fôlego que me proporcionei,
tampouco dos esconderijos encolhidos nos quais me confessei.

Nada do que fui...
Nada do que sou interessa.

Me concentro no que quero sentir,
em cada desenho dentro do qual quero mergulhar
Meu foco é minha alma,
cuja luz só brilha quando emana-se a si própria

Lindas manhãs dão-me boas vindas,
mesmo que eu não me pertença,
Ainda que tudo passe,
Cada semente, agora,
terá destino certo
e abençoado por Deus.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Flores de Luz.

Serenidade é como pena branca, que muda de cor na medida em que o vento passa, em toda a inconstância da velocidade do ar. Pena é pluma, mas também é haste. Permite-se vôo ou simples arrepio em extremidades próprias, como também jamais desune seus tufos pela certeza da disciplina leve que carrega em si.

Serenidade constrói a natureza do tempo, nunca apressado ou vagaroso demais. Se faz criança em sorriso escondido, profundo, com a maturidade paciente de um jovem adulto pleno além do terreno, calmo aquém de olhos alheios.

Serenidade não teme provocações, desafios, não se deixa levar por absolutamente nada que se oponha ao bem de sua essência. Todavia, também não se sobressái com espontaneidade, comporta vaidade contida, sadia e forte, que jamais tropeça sobre a estrutura que crescera.

Seres, sentimentos, espíritos serenos são flores de luz de brilho eterno e faísca doce. Iluminam quem se abre ao amor e até tocam incrédulos sensíveis que por ventura estiverem passando.
Encarnações de bondade ultrapassam os limites do mistério das missões. O sujeito tranqüilo descoberto de dogmas e mergulhado em fé nítida, não duvida do inexplicável, tampouco da pétala macia que envolve um bom coração.

As Flores de Luz que sonhamos em tempos de paz nos revelam as penas serenas que divindades enviam à Terra para acariciar jornadas tão distintas. Não interessa a nudez de nossos pés ou os saltos com os quais desfilamos contentes por toda a estrada reluzente, o que realmente importam são as marcas que nossos passos deixam no caminho.

Que em cada pegada floresça cores diversas e que em cada fiapo cru solto de nossos lenços, sementes quase mágicas brotem em campos cada vez mais vastos.
Serenidade é a premissa da Esperança, serenidade é a trajetória do amor.
Alegres são os pacifistas, convictos da energia pura que tentam espalhar.

domingo, 14 de novembro de 2010

Lick the wind!



We do not need much money to wander.. much less to spread love.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Renuncio.

Vontade de tatuar o corpo inteiro e esconder vergonha própria de sonhar tão baixo e voar alto demais.
Queria sacos de dinheiro simplesmente para jogá-los aos Céus, demonstrar meu desapego, forçar-me a conduta almejada por mim e por andarilhos admiráveis.
Admirável mundo de quem nada tem! Tudo se conquista quando se abstrái de matéria perigosa.
Tento me convencer e por vezes, de fato, consigo, de que a vida pode terminar no mesmo repente que se iniciara. Valeria a pena, portanto, nada além do sonho em realidade, do dever em primazia e dos olhos sempre em brilho divino.

Música me eleva ao tôpo! Até que eu saia da órbita que nos revela a queda. Tira a minha gravidade e me permita audição heróica, sono nunca presente.
Agora, ignoro cada dúvida. Sei acima de quase tudo que, ainda que não haja razão, existe significado belo e assustador. Encruzilhadas que nos cercam são tarefas não-cumpridas que temos a chance de escolher melhor em encarnação atual.
Talvez se eu unificasse minha mente, até meus textos teriam mais nexo e a minha filosofia de vida se confundiria com meus passos.
Cansaço,
reflita-se em sua natureza de excrementos e
nunca mais me importune!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

I can't help but think..'



"O Estado é a instituição que detém o monopólio do uso legítimo da violência."

Ainda que existam e se façam necessários
limitando piscóticos natos ou aprisionando insegurança de almas alheias,
que distorcem o conceito do social ou apenas se declaram
inferiores;
Ainda que se julguem imunes
impunes e neutros!;
Ainda que nos lavem miolos a princípio puros
com leis rígidas, de eficácias múltiplas
e por mais que realmente atinjam graus de relevância suprema;
em coração de poeta,
em mente maluca de menina grande ou
dentro de peito novo, caráter colorido, vestido de doçura,

nada é maior que sentir.
Assim,
a pequenez de nós,
a minha e a dos espíritos aos quais opto seguir,
se transforma em paradoxo tão grande que nem contradição é mais,
e sim certeza.

Nos enxerguem aéreos, insanos, absolutamente incompreensíveis.
Escutamos e sorrimos, já que não, não vivemos fora de órbita:
apenas caminhamos em realidade distinta.

içar!

Tentava prestar atenção em temas que não acredito, por simples convenção, cumprimento de obrigações incertas. Reconheço cada papel no mundo, todavia, enquanto o meu se confundia, repousava-me em sonhos escondidos, escondida.
Queimo minhas dúvidas na esperança de que as cinzas renasçam em pássaro novo que me dirá o que fazer. No entanto metáforas são sempre ilusórias e me vejo sem saída a não ser deixar que minha confusão me atormente até que eu adormeça.
Toda chateação poderia acabar em música, poesia ou em algum desenho bonito. mas, sabe... partindo do pressuposto que tudo conta com uma razão para existir, até o que me perturba deve enxergar fé em mim.
A problemática encontra-se em todo esse mistério, apesar de já ser minha a compreensão de que nós, sujeitos dos nossos textos, devemos direcionar nossas mazelas, e não o contrário.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

motivated.



You didn't want us anyway
And now we're making up our minds
You tell us how to run our lives
We run for youthanasia.'

I always knew what I wanted to be!



Creio que posso ser quem quiser
planar paisagens ínfimas,
em vida ou em pensamento
Reconheço um mundo todo
na palma das minhas mãos
no reflexo do meus olhos.

Decido o que realmente interessa
e não mais escrevo prolixidades angustiadas:
não as comporto mais!
Sinto-me leve, receptáculo de alegria extrema!
Desabafo conduta certa de quem acertou erros próprios
e continuou caminhando.

Perdôo, esqueço o desnecessário,
canto desde que eu fique rouca!
Permito que o vento bagunce meus fios
e levante um pouco a barra da minha blusa.

Agora POSSO lutar
Potência de vida,
sensação de capacidade e visão próxima de sonhos cotidianos
são o maior fôlego que conquistamos
quando resolvemos
SER
por demasiado
FELIZES!