domingo, 17 de outubro de 2010

entendo, sim..

Estaria eu fadada à espera
ao sonho
à misericórdia de minha própria lembrança,
na torre de luz dentro da qual
venho caminhando.?
Estaríamos nós encarcerados
por amigos,
sem abrigo, nem sustentação
De magia repentina, quase efêmera
se não fosse tamanha, gigante
a intensidade de toda a minha emoção.?
Poderia meu espírito
leve e juvenil
quase maduro, contra tudo e contra todos
de mundo tão vil,
elevar-nos em sincronia de olhos
por caminhos ínfimos e enfim
fazer-nos crer em mesmo bem.?
Seria função minha
trabalho divino,
força da sorte
ou o acaso sorrindo?
Interrogo-te, porque não creio em vilanias
oriundas de belezas como aquelas...
Estremeço além de faces, aquém de Sóis e querendo ventos!
Oh Céus, Mares e Flores que me pertubariam horrores se não fossem simbologias tão amáveis, afáveis, singelas, de supremacia certa em sensibilidade tão frágil.
O que quero é pouco, o que dou é muito,
ainda assim não me sinto digna, em direito único de reivindicar,
esbravejar. Não me revolto com a disparidade,
apenas me entristeço com a voz que não escuto antes de dormir,
ou com o abraço que nunca ganho,
drama, né? Barriga até cheia, carências, por um lado,
por demasiado supridas.
Coração que não se vê preenchido nunca!
E, quando o feitiço acontece, se torna eufórico, feliz pra sempre,
eternidade!
No entano a verdade, até em fantasia,
é que amor por amor
metalinguístico e sereno que nem riacho,
gostoso que nem gota de chuva,
é gradativo, sorridente
paciente.
É paradoxo sem dor.

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