domingo, 17 de outubro de 2010

Us.



O que escrevo me define.
O que escuto me confunde.
O que assisto me enoja,
o que sonho me fortalece.
O que sinto me inspira.
Quanto mais aprendo entendo a grandeza
da serenidade,
do amor.
Quanto mais quero, menos desejo
o que não presta,
o que rotula
e o que apavora.
Reconheço que não é fácil
sonhar encantamentos e acordar de olhos inchados,
enxergar rosto sincero e receber, em costas lisas, injustiça inesperada.
Reconheço também erros, seguidos de perdão próprio,
perdão alheio,
perdão celeste!
Acredito no de sempre concomitante a todo bem que do mesmo surge.
PRECISO mover-me, mover-te, mover algo bom para algo melhor ainda!
Ainda que lazeres diminuam, ou ao menos seus excessos
e consequências dispensáveis,
meu ócio não mais teria fim próprio e sim comunitário,
humanitário!
Sim, mulher, tens coração farto, poético,
necessitas mesmo exprimir tamanha sensaçao, sentimentos e purezas cruas!
No entanto sofrem de males tão mundanos
cruelmente sem lirismo algum,
que talvez poesia minha fizesse de fato alguma diferença
e eu pudesse respirar tranquila, escrever por gestos
e compartilhar, sem raridade de momentos,
muitos
vôos.

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