domingo, 26 de setembro de 2010

Escreveríamos na areia..



Serenidade me constitui tanto
que talvez nem escrever seja assim
tão mais essencial.
De essência, na raiz,
prioridades só não mudam de rumo,
visto que sempre foram desejos de infância,
de florescência, sem atalhos,
de vida!
O amor que vejo, a bondade que sinto
por e para filhos que ainda não tenho
família quase completa,
imperfeições tão terrenas,
gracistas e singelas,
nada mais me é tão fruto de queirela.
Nada de pressa, desespero ou ausência de calma boa
que faz a gente pensar antes de falar,
no entato sentindo como anterioridade
a tudo.
O que chamam de fraqueza, nem digo que eu dê nome
apenas guardo para mim no peito
e compartilho por tentativas doces em sorrisos.
Enxergo com clareza, nitidez e brilho,
cada sinal e destino fascinante que passos e ventos angelicais têm me proporcionado.
Gratifico, felicito,
em sensações sinceras e todas demasiadas!
Entendo cada personagem transitória e um por um desse elenco permanente.
Anjo bom,
vulgo, amigo,
perdão eu peço, ao amor eu brindo,
em nós dois acredito
e por ti me fortalece
a lealdade que tanto exprimes.

terça-feira, 21 de setembro de 2010



Staring at the blank page before you
open up the dirty window
let the Sun iluminate the words that you can not find
Reaching for something in the distance
so close you can almost taste it
release your inibitions
feel the rain on your skin!

domingo, 19 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Tem que cultivar!



Que do meu sono renasça água transparente,
pássaro encantado
cabelos ao vento em quadris firmes
e sensação, alívio, sabor

A inspiração, ela que venha do amor desculpado,
da magia da bênção
e da ternura
de dias semi-rubros
Delicadeza de percepção.

Cavalo alado de lealdade revolta
Inabalável, mas atormentada
Repouse em manto que guardo no peito
Satisfaça descanso honesto
e retorne vôo maior

Anjos de luz de abandono nulo
Me carregue em danças vívidas por entre
caramanchões e pilastras do refúgio que sonho
E me permita carregar esperança
além de compreensão mundana,
aquém de todo o bem que ainda virá.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

in despite of..

Não choro por melancolia, meus olhos apenas se tornam marejados, ardem e precipitam. Sinto mais do que deveria, talvez, menos do que consigo explicar. Não gosto de tristeza, ela não me inspira em nada do que acredito. Se minhas lágrimas existem, não é que haja razão intrínseca ou um fim, um propósito. Há apenas um coração, certeza absoluta e abstrata, simples e dolorosa.

Dúvidas me diminuem e reflexões me dão um ofício. Não sei se vivo meu sonho em vida, ou se sigo em linhas retas até o destino me presentear com panos leves e sabores doces, ventos suaves e príncipes amáveis.

Sinto alegria sincera em coisa boa, sinto prazer e me fascinam todas as maravilhas terrenas. Almejo felicidade e por vezes freqüentes exprimo meu riso, deixo energia própria brilhar, fluir e fazer-se livre.

Apesar de todo o desejo, de infinita crença, ainda assim lacrimejo e me escondo por não saber o certo, ao certo. De nada sei, na verdade. Cada estudo em vida não passa de conquistas práticas de mundo inferior, formas de sustentar necessidades quase cruéis.

Idealizo sociedade clara, que não me julgue por aparências ou por lentidão de passos. Idealizo menos feridas, menos erros, menos culpa e obsessão. Passado ruim não me incomoda tanto quanto pretéritos lindos, porque a coisa má a gente esquece, se recupera, absorve aprendizado dela. Memória boa não sái do coração nunca, tampouco volta pra gente reviver em vida.

Guardo pedaços de calendário como se fossem farelos de pão espalhados pelo lençol. A diferença é que farelos vão direto pro lixo ou pra saciar a fome de algum pombo, enquanto dias bonitos simplesmente sobem como fumaça aos céus, na esperança de que algum dia eles se remontem em algo melhor.

domingo, 12 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

We're all brothers.



Mesmo que haja angústia, saudade, vontade de amores, sonhos de criança, tais como fontes de chocolate e festas à fantasia; ainda que haja um passado com desavenças, algumas lágrimas e pessoas queridas em caminhos escuros; acima e adiante de toda imperfeição há um presente, cujo fascínio depende apenas do seu olhar.
Olhos que caminham agora e vêem futuro possível, quase encantado se não fosse tão real. Me refiro a um mundo que só não chamo de mágico, porque em dimensão do bem, em perspectiva de espírito bom, luz é tão evidente que torna-se essência matriz de tudo.
Todavia, não é que haja um perigo em recordar paraísos futuros, somente penso que deve haver consciência de que caminhos tortuosos ou não tão brilhantes assim existirão, não para sempre, mas não há certezas com excessão da primazia do amor. Partindo de pressuposto humilde como este, apenas sinta alegria em ter tantas novas chances. As honre, as felicite e, por mais que, às vezes, 'aguentar firme' seja inevitável em vida terrena, não há bênção maior que se permitir transcender, para se conquistar o inimaginável.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Afago.

Entorte meu desejo
De novo
De novo, me empreste um pouco dessa força
me traga notas de coragem
Mas apenas me faça
querer mover

Para cima, ou para trás em passado recente
Amarrada por uma corda
embora a forca nunca me venha
em partes, bom
em outros termos, morte súbita de fantasmas
seria ideal

Quebre o medo e transforme a angústia
a minha angústia
em perder o que não tenho
em mera fumaça de sumiço imediato

Jurisdições não atrasem meu espírito
versos bons incendeiem sorrisos
e ria de lágrimas queirosas por queda
pois não são bem vindas
me alivie,
acaricie meu rosto
e vá.
Limpe minha face
rubra face
nunca fechada pra
beijo eterno.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

a spin a bit more free!'

Ah, lá? Lá a gente morava no branco, caminhava e via verde, o alto era de todo azul e os olhos alheios refletiam os nossos. Violinos ao fundo nunca de tristeza, embora sempre emocionassem, lindo demais, sabe? Pessoas que em infância quase me provocaram traumas e parte de pesadelos, lá, lá não existiam e amigos ressurgiam na calçada. Sorríamos por ver uns aos outros, de graça mesmo, não havia educação, porque nosso instinto já era o melhor possível.

Mundo bom, tudo realizado. Músicas que num passado não tão distante me afligiam por trazer tantas borboletas que, na verdade, ficavam guardadas dentro de mim. Se eu as soltasse, se por acaso alguma delas voasse sem olhar direito pelo caminho, num piscar de olhos eu seria motivo de zombaria. Provavelmente meus óculos cairiam e meu rabinho de cavalo com gel purpurinado despencaria. Talvez se impressionassem que eu também era menina, ou de repente enxergassem que dias como hoje também chegariam pra mim. Mas, não, se repressões assustam povos inteiros e dizimam sua liberdade, que dirá a uma criança..
Morrendo de vontade de dançar embalos que, às vezes eu até fazia, a pena era nunca estar conforme eu sonhava. Quando eu deitava no meu quartinho azul claro, e as fadinhas que eu desenhava e pregava na parede eram as últimas imagens que eu via, janela aberta, olhava o céu escuro e quanto mais eu fechava os olhos mais claro qualquer estrela brilhava. Coraçãozinho sensibilizado e forte. Muito forte.

Mal sabia eu que toda noite eu tomava minha auto-dose de imunidade.
Mesmo que nas festas, em meio às pessoas que me rodeavam, que compartilhavam a minha idade, ainda que eu fosse avulsa ao cenário, NUNCA, mas em momento algum me permiti parar de ir.. lá.
Tudo que eu sonhava com desejo tão ferrenho em fases carregadas de névoa de um presente iluminado. Presente nítido em cada som!
Absolutamente tudo que desenhei, que li e fiz figa,
bonequinhas espalhadas por caixas de papelão, evoluindo, sorrisos gradativos,
até que se tornaram fotos
e eu pude enxergar meus sonhos em presente vivo
e abençoado por Deus.

domingo, 5 de setembro de 2010

mesmo que busques um pote de ouro,


e eu,
um baú de beijos,
nada impede que nossos passos
sejam sinceros e queirosos de junção.
Quem sabe não mudamos o destino
de princípio
e beijos de ouro
ultrapassem os limites da pretensão.

it almost sucks

Verdade puríssima, quase insuportável.
Amor ao próximo, amor à vida, a um representante especial do sexo oposto, a um ofício. Quem ama não se importa quantos anos terá de vida, ou onde dará o último suspiro. O cara que ama é até capaz de ser fiel, e ser pleno por isso. E olha que machos são uma extensão de ínstintos animais difíceis de auto-resistência.
Pessoas mudam por amor, ajudam e se sentem abençoadas por ele.
Completamente irracional, sem explicação e sem volta.
Não há atalhos, nem fontes de água que nos aliviem no meio do caminho. Eis a contradição: não estamos perdidos, no entanto! A diferença é que não sabemos, nem fazemos questão de saber para onde vamos. Desde que cada dia, em cada surpresa, a voz que se espera seja ouvida; o sorriso que se mentaliza, apareça, de fato.
É tanto e tão pouco..
A única opção que tens é tornar-se livre, mesmo amando com tanta honestidade: sejam as letras, sejam suas trilhas sonoras (dessa e de outras vidas,) seja a ele.
Quem diz que amor dói não entende nem terça parte do que significa liberdade. Valor, sem o qual, o afeto nem existiria. Doa-se sem esquecer de amar a si mesmo e mesmo que não tenhas o final feliz que sonhas desde que.. desde sempre, ainda assim terás vivido essência tão poderosa, divindade tão clara, que podes não voltar no tempo e continuar sentindo luz.