sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Free from sin!

Eu só queria saber até que ponto o álcool permite e o sexo engana.
Eu preciso entender que a culpa, na verdade, não existe: o que está feito, já era, mutável, aqui, só o futuro.
Eu só queria saber se toda clave que ouço me conduzirá ao paraíso ou à fuga sem pernas.
Eu só queria compreender o lado bom em amar sem necessitar afago e a parte podre em se doar para um porco.
Eu queria apenas paz interior, voz solidária e passos gigantes de força sem fim.
Tudo que eu preciso é seguir toda essa libertação de poesia minha, tão avulsa e tão intrínseca, que perde por completo o sentido caso permaneça apenas teórica
Tiro férias de mim mesma e de todo o medo idiota que põe meus pés pelas mãos.
Mais difícil do que limpar um cuspe levado no meio da cara, sem ser atentado pela vontade de revidar, é ter peito pra enxergar vida após a humilhação.
E agora eu quero ver o corajoso que duvide do que eu sou capaz. Os resultados estarão aí, pra todo mundo ver: céticos também têm olhos.

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