sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

and nothing else matters..'



I was goin' where I shouldn't go
seein' who I shouldn't see
doin' what I shouldn't do
and bein' who I shouldn't be

I never meant to hurt no one
I just had to have my way
if there is such a thing as too much fun
this must be the price you pay

you never see it comin' till it's gone
it all happens for a reason
even when it's wrong
especially when it's wrong

funny how fallin' feels like flyin'
for a little while.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Papai.

"Tô suicida hoje."_disse a psicopata à revolução.

"O que te assola, mulher? As sombras do vale, as profundezas da escuridão ou o apagão na caixa de luz?"_retrucou o rapaz vistoso, envolto por bandeiras ferozes.

E a moça: "Nem vem, metade-deus, quarta-parte sujeito e restinho de idéias. Não é o espaço fosco a fonte de meu vazio, tampouco a cavidade do solo. A caixa de luz, sim, assusta um pouco, já que é provido pelo acaso e ainda explode quando decide render-se ao lúgubre. Ainda assim, somos fruto de puro acaso, então querer morrer para não conformar-se, apenas daria-me mais anseio de vida para lutar contra quem aceita."

"Ora, então pra quê tanto drama? Ao quê entregas tanta depressão devota?"_bradou, incompreensivo!

"Percebas as minhas narinas. Vermelhas e alarmadas, pois chorei, embora se retraiam, como se fossem esconder-se de outrém; Meus cabelos agarram minha nuca se suo por meus nervos, mas se exalo perfumes alegres numa pós magia qualquer dessa da vida, meus fios voam, passam a ter, por natureza, vontade própria e asas em camadas solares;
Agora veja a minha alma: em seus olhos, exaurem teatro, tristeza ferrenha! Meus olhos, nos seus, não são felizes, mas medrosos e saudosistas. Todavia, espírito meu tem voz suicida, com significado de renascença, um tentar em frenesi constante, presa e caçador brigando por um resquício de vocação. Sabe o que nos difere, homem?"_pergunta a jovem.

"Sua vida mórbida da minha revolta contra a lucidez."
"Não.."
"Eu quis dizer: seu pé atrás, sua mão no muro do meu pulo sempre dado, então!"
"Não.."
"Pois bem, diga-me, confusão personificada."_cede o rebelde convicto.

"Apesar de não-vazios; embora eu aprenda com teu peito e tu te toques com insanidades minhas de certa boa índole; comportamos linguagens distintas demais. Não nos cabemos, como também não nos faltamos. Revolução tua é gene meu por carma e entender meu renascer inconstante é tua sina. Não é atoa que tens Phoenix no lugar de um coração e eu envolva-me com panos que, na verdade, justifico por 'liberdade'."

"Então não queres morrer, menina? Reconheces tanta hesitação em vida tão nova?"
"Não só admito meus freios: agradeço seus rótulos. Porque os SEUS me vêm e me vêem como dádiva. Inclusive descobri em tropeços o que nos preenche por essência comum._revela a menina-pena. Até que sorriem em coro e em concomitância angelical:

"Amor!"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011



Que dogmas culturais não afetem nosso bom senso de espírito.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

valor.

Eu poderia escrever canções,
mas me falta o dom da melodia
e da memória.
Teorias calculáveis acenariam ao meu vôo,
mas minha resposta seria em letras
Queria mais!
Riffs de guitarra, o escambo de alguma voz de
anjo..

Construindo o som, tornaríamos a palavra algo decifrável
caso ouvidos poetas alcançassem-na e quisessem, de fato,
desvendá-la
Porque mágica tem
quem busca.
E apenas caça quem tem um pé no medo de excitar-se
e o outro tentando perseguir as próprias asas.

Enquanto calço minhas botas,
ocupo todos os meus sentidos
pra não perder a sensatez.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Always be strong, kid..



Prefiro um lar pequeno de tijolos amarelos e escolho um sofá bonina em detrimento das almofadas de couro que resfriam tantas paredes abonadas por aí..
'Aconchego' pode não ter a voz mais estridente que 'status', porém sussurra com carinho e convence com boa intenção.

Sim, não tenho dúvidas de que quero romance, céu com estrela e neblina colorida, chocolate desculpado e poesia na cama. É que, sabe? Quando só vês isso nos filmes, nos livros e pensar que, ao menos nesta vida, tudo está perdido é inevitável..? O engraçado é que, literalmente, eu tô sorrindo.
Me emociono com a textura desse creme, com o cheirinho de morango e cenas tão bonitas.. Talvez eu esteja sublimando minhas vontades, já que não necessariamente eu sofra pela ausência do amor que sinto ou da paixão que vejo.

Bom mesmo seriam flores múltiplas em jardins iluminados, coisa limpinha com jeitinho de mãe, sem abrir mão da loucura ingênua de todos esses nossos ídolos..
Eu vestiria coletes cheios de bolsos e de doces eles seriam repletos se as crianças que passassem merecessem recompensas por lições aprendidas em tantas aulas conquistadas.
E que o mundo seja o meio e o destino! A princípio. ;] Pois moradas encontram-se em corações livres e por mais paradoxo que haja, são verdadeiros palácios de fascínio.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

pra quem nunca..



Inclusive o que faço sozinha, por mim mesma e comigo me incomoda, me confunde, me faz querer pensar como se eu me extinguisse do que me preenche. Até o que penso se transforma em rede, ninhozinho de algodão, menos macio do que o deveria por natureza! E natural mesmo seria o que assopra em meus miolos quando me deito, fecho os olhos e expando minhas asas, vulgo, ouvidos.
Aí, amigo, engrandeço como se dopada de todas as doses morfínicas, alucinógenas e sãs! Por incrível que pareça é aí que me vejo como gostaríamos, em templo de anjos, mesclando essência boa de todos.

No momento em que o momento falar por si, talvez esqueçamos o que nos apodrece e escrevamos canções, cujas letras, pouco importam, já que apenas nossas vozes construirão nossas intenções. Claro, sempre sublimes.
O que digo, em moderação de sentir prolixo, é que nada mais provocaria monstros se agir nosso fosse NOSSO, sem segundas influências ou sussurros de fantasmas.

Eu viajaria por meus ídolos sem receios do peso da obsessão; se suas poesias me remetessem ao ar, e ao fogo como elementos carinhosos.
Eu compraria lenços lindos sem temores capitais; se as suas cores iluminassem nossas imaginações;
Faria pontes aéreas, em leitos desconfortáveis; caso voltar pra casa fosse a certeza do lar cochichando meiga sob peitos nossos;
Eu beijaria mesmo ou afagaria em meu colo; se tudo fosse puro como nossas mãos após banho perfumado, caso me visse nos seus olhos e encontrasse travesseiros no teu corpo;
Cantaria, abandonaria até mesmo o que me permite gritar; caso os ruídos fontes de minha bênção ecoassem em minha alma por toda a eternidade musical que merecemos;

Tudo eu justificaria e nada mais aumentaria forças minhas; se e somente se, houvesse amor sincero naquela pegada meio disforme que deixamos na areia, quando caminhamos apaixonados pelas praias das encruzilhadas. Sentimos dor, vontade, mas a imensidão está acima do desespero.
Basta menos de uma estrela para concretizar a crença: nem esticar os braços precisas, se souberes o caminho do teu próprio peito.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

o que é.

Nós, humanos, e nossas necessidades. Pudera eu ser um querubim e gozar de toda a sua não-vontade por nada passível de arrependimento, por prazeres fortuitos e gostos insaciáveis.
Até deparo-me com sutilezas frequentes em dias bonitos ou até mesmo em nuvens aconchegadas no conforto de nossas músicas. O fato é que inegavelmente também sinto querer e poder como dilema moral, maior do que o físico que nos dá voz e tato.

Há dias em que sonho e não entendo; acordo e interrogar-me se torna mais colossal ainda. Reticente, acabo por ver saída nos próprios três pequenos pontos com os quais finalizo palavras tão vagas...

Bendita culpa que impõe seu medo ao preceder o que apenas penso e não tão boa assim enquanto agoniza algum pesadelo meu no suceder de fatos não-lúcidos. Não que eu preze com vêemencia precisão de atos e robotização de beijos falsamente puros. Inclusive porque beijos e toques hoje em dia e sempre, são rótulos sociais que dividem quem tem dignidade para aliança de afeto mascarado e para vagabundos que não sabem ao certo o que querem e deixam-se levar por algum momento de cócegas.

Pois bem. Então somos bem vistos ou somos vagabundos.
Mas beijos serão sempre beijos.

Um coração honesto, por mais dúvidas que o preencham, jamais se deixará atingir na essência que o construiu. E beijos continuarão sendo lindos.
Quando não mais forem, serão lembrança.
Se incomodar pelo cansaço, a persistência ainda é a melhor opção! No entanto.. se importunar-te pela dúvida, respirar e sorrir és seu mais novo e fresco caminho.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Se escondemos nossos sonhos, somos covardes; se os revelamos somos loucos. Se falamos de guerra rotulam-nos frios; se falamos de amor rotulam-nos ingênuos. Ações nossas por ventura são tímidas ou estabanadas, mal interpretadas e condenadas.
Todavia, sendo o julgamento alheio convenção social e tratando-se, a sociedade, de uma doença no caminho da cura, considero-me saudável, apesar de louca; honesta, em pesar de tanta tolice..

E a Sua voz ecoou sobre os homens: 'Só peço-lhes que não se firam. Que respeitem as cores alheias e perdoem-se a si próprios. Aprendam a recomeçar.' Eis O Deus libertador.

You, you're smothered in tragedy
You're out to save the world
Misery
You insist that the weight of the world
Should be on your shoulders
Misery

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

entendimento..

O quê seríamos nós ao contrariar nossos sonhos, ao aceitar nossos vícios, a tirar a primazia de nossas prioridades? Seríamos tolos. Por isso ouça e enxergue apenas as setas que o seu coração indicar. Caminhe brincando com as ondas, no entanto, se vires uma estrela do mar, jogue-a ao oceano: amor compartilhado.

Somos carentes de experiências que nos façam sentir grandes e nos empurrem à missões estranhas. Sentimo-nos andarilhos nus, por vezes, até frequentes. Todavia se nos deixássemos levar por momentos sóbrios, reveladores e ternos, nada mais seria tão forte quanto a fé que nos guiaria à certeza de planos de vida tão pré-destinados.. Entregue-se à sua realidade, sem deixar que o sonho de seu paraíso lhe suma da cabeça.

Alegria pura é tão digna quanto sono profundo e leveza na consciência. Não desconsidere momentos bons por culpa de ser feliz. Se há alguma responsabilidade em sorrir, ela existe apenas se o riso for malvado ou se a intenção for cruel. Ao natural, permaneça: comportamos eu-lírico sereno, guia nosso de todos os passos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Worth.



Se a tranquilidade em exprimir valores, talvez utópicos, porém sublimes, for desculpa para não assumir compromissos; se personalidade transparente intimida e humildade provoca desprezo; talvez seja melhor conviver com crianças e músicas. Que beijos sóbrios antecedam a confusão.

Ainda que caiamos em decepções, levantamos com a certeza de que, se houve responsabilidade no tombo, ela foi toda nossa. Príncipes são fantasias lindas que criamos no propósito de personificá-las. No entanto, apenas Deus fabrica almas. Não cabe a ninguém injetar expectativas em outrém, visto que trata-se de função do destino. Asseguro-me paz, sem nada esperar além de passos firmes e corações amigos..

Compreendas o próximo, acima de tudo que tente ensurdecer nossa candura e por mais que se façam presentes bons embalos boêmios. Os infortúnios da vida e os erros alheios merecem verdade de compaixão. Somos todos almas em condições congruentes. Estendemos as mãos, apagamos as mazelas: tudo que resta é a vontade de amar.

Ternura é a resposta.

Vemos tanta futilidade que às vezes nos perguntamos se é certo almejar tanto conforto. É como se a simplicidade de dogmas devessem se estender à materialidade dos sonhos e tudo se tornasse mais claro por ser tão incrivelmente mais humilde.
Não é fácil não, mas dá pra acumular umas boas lembranças. Muito boas, inclusive.

Penso em tudo de bom que há por vir caso nos dediquemos. Um pouquinho de disciplina não faz mal.
Talvez não tenhamos mesmo poder para mudar o mundo, mas somos fortes o suficiente para controlar até que ponto o mundo deve nos mudar. Fibra moral.

Força de vontade dê-nos os melhores corpos, as mentes mais sábias, as almas mais puras, e ainda sendo supremos jamais compararíamos fraquezas e riquezas: seremos auto-suficientes e cada distinção entre nós nos engrandecerá! Assuma as rédeas do seu destino e que divindades te agraciem com saúde por demasiado. Serás o gerador de energia própria e que venham as estações, as próximas encarnações ou o Paraíso..!

Merecimento.
Vencer medos, perdoar e jamais perder a calma.

Mais importante que carreira, sucesso, dinheiro, beleza ou orgulho são os sentimentos que plantamos ou absorvemos das pessoas que passam por nossas vidas. Portanto não fira ninguém e ame sem condições mesmo! Perdão, gratidão e humildade são os clichês mais bem bolados de todos os tempos, porque são primordiais.
Se fôssemos felizes, plenos, de fato, no cotidiano quente, úmido, florido ou apenas ensolarado, não interessariam as circunstâncias ou quem preenche nosso pensamento. Afinal de contas, seríamos simplesmente vivos e honestos na luta. Cada batalha valeria a pena por ter o sorriso como arma e a vitória como hipótese de um dia, que, por certo, chegará.

Em algum lugar entre o sono e o sonho.

Muita coisa aí é Papai do Céu lavando a alma da gente. A começar por essa chuvinha gostosa no meio da noite. Também têm os filmes bonitos que a gente vê, os doces que a gente descobre, os pititinhos que riem pra gente de graça na rua. É só não correr tanto no caminho, que você percebe.. E a jornada fica bem mais bonita..

Nada do que eu faça representará melhor vida minha, do que a importância que procuro dar ao certo diante do erro, à humildade quando deparo-me com a dúvida. Somos o que sentimos, crescemos com o que plantamos. Refiro-me ao jasmim eterno que cultivo na paz das nossas manhãs, e até mesmo nas tempestades de nossos refúgios. Ainda e sempre existirão essências inexplicáveis, abrigos aconchegantes e lágrimas saudáveis.

Quando eu era pequena, abria uma sombrinha capenga na varanda, estendia minha toalha colorida, me rodeava de suquinhos, trepadeira e lia até não mais haver Sol. Hoje, bom, hoje não há mais alpendre nem vista alta. No entanto, bagagem minha só aumenta e guardo com tanto carinho memória doce, que cada lampejo azul de Céu é bênção. Toda livro que pego me engole, e me cospe cheia de fé.

Se, por vezes, sentes vontade de ser outra pessoa, comece sendo apenas você mesmo, sem qualquer resquício de vergonha em exteriorizar a pureza que tinhas quando criança.
Se soubéssemos, de fato, o quão pequenos somos, não seríamos conformados nem revoltados, apenas felizes por natureza, missionários de paz.
"Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto, que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade." ALLAN KARDEC.

Purificação. Redenção.

Viver aqui e agora não é negligenciar o futuro, tampouco trancar pretéritos em caixa de Pandora. Hoje temos bênçãos pelas quais rezamos desde que nos imaginávamos adultos, independentes, livres! Aqui construímos lar, trampo, lazeres e colegas, sem os quais nos perderíamos.
Reconhecer dádivas e recomeçar.
Que a cada dia nossas essências recebam o valor que merecem.
Desejo risos puros como rotina consagrada. Amém!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



Se eu pudesse, viveria numa sala de cinema. Só sairia pra ver o pôr do Sol e voltaria ansiosa por algum aconchego. Todas as minhas lágrimas de emoção me fariam carinho, lavariam minha alma que, de tão limpa, refletiria os olhos do príncipe atrás da tela. Deslumbrados e leais, compartilharíamos nossos mundos, rodeados por pipoca e paisagens gigantes..

domingo, 9 de janeiro de 2011

holdin' emotions.

O porteiro me perguntou se o arranjo de flores na entrada seria meu. Não entendi e procurei felícissima, quase desesperada por algum cartão destinado ao meu nome. Por milésimos de segundos ocorreu-me o dia da minha vida, o amor dos meus sonhos, o Apocalipse! Quem mais deixaria flores brancas e bem arrumadas na porta da minha casa para alegrar meu dia, adocicar meu sono, aliviar minha dor? Eis sua resposta, moça, ninguém. O arranjo não era meu, tampouco a carta rosada na qual caí em mim. Senti-me forte pela mulher que a receberia. Segurei uma única lágrima que, como sempre, nunca me obedece.
Acho que Deus escolhe nossos momentos divinos a dedo, de acordo com o quanto iríamos suportar caso os mesmos despencassem sobre nós. Penso, por vezes, que talvez eu sinta tanto amor e compreenda tanto toda a sua justificativa que por ventura eu não seria dura o suficiente para lidar com suas reticências. Pelo simples fato de que havendo um ninho, ovinhos nascendo e flores ao redor, nada mais me faltaria. E de repente, é, sem certeza alguma, isso possa não ser o certo.
Repito em todo poema, que sinto muitas saudades do que eu sequer vivi.
E é como se, a chama, de tudo que já houve, revivesse em pássaros e flores.. Céus e ruínas perdoadas. Paz misteriosa que perturba meu suspiro, mas acende-me para a vida.

sábado, 8 de janeiro de 2011

_Açúcar, por favor.



Amargura. Chamadas sem resposta em noite sombria, de sons perturbados. Quase intragável. Luzes seriam o topo de todos os meus desejos em becos como esses e se todos os meus desafetos cruzassem nossas pegadas em bagunça, ainda assim não sei se descreveriam sensação de tanto asco preguiçoso.

Por favor reconheça gratidão minha em nome de toda a proteção que tenho tido como amiga primeira. Porém livre-me do sono ao subir o morro, já que sem fôlego sequer um passo consigo elaborar. É, caminhadas são planejadas e é preciso que meus impulsos entendam certos dizeres de toda essa razão emocionada.

Ainda que me presenteassem com todos os idiomas, eu escolheria apenas o príncipe mudo que declarar-se-ia com os olhos. Um bom homem saberia agradecer um beijo e elogiar a maciez jovem de nossas mãos.
Nada mais tomaria meus textos do que a inspiração apaixonada de escrever e cantar o amor em pedaços, em inteiros de vida realizada. Alguém que fizesse a escultura de todo o meu significado criar vida num sentido só.

Envergonho-me em âmago em admitir cansaço, sincero que só ele. Deleito-me em instantes tão rápidos que acabo por cansar-me em eternidades recolhidas de enfartes cósmicos. Não tenho mais tanta certeza se agüento gastar sorrisos, lágrimas e pensamentos tão mais fortes que eu em prol de sentimentos tão quase inalcançáveis.
Por vezes penso que a solidão começa a afetar-me de tal forma que forçar a barra ao sócio-imaginário de toda essa gente já atinja o patamar de opção.

Fé bendita e maravilhosa que não me deixa cair em desespero..

Ao menos um ombro forte, claro e meigo para afagar tristezas sutis seriam dádivas a todos os tempos que guardo dentro de templo meu.
O ideal mesmo seria ter-te enquanto anjos unem nossos destinos, em qualquer um de nossos países..

De toda essa mazela, embora humilde e sensibilizada, não é que haja choro por algum consolo gentil, somente sinto que, em sua brecha, haja fuga para tanta mediocridade.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Meus cabelos não brilham como o Sol, minha pele não é tão sedosa assim, nem minhas unhas sempre bem feitas. Mas a minha voz é macia e meu riso é sincero. Encontro verdade em tudo que me toca e disponho toque a quaisquer tons de bondade. Façamos o que somos tornar-nos o que queremos ser, ainda que, a princípio, por sonho. Porque quem disse que não vale a pena provavelmente também debocha do romance ou é insensível ao drama alheio. Basta priorizar o que te faz feliz pra que haja anseio de não tirar tal plenitude de ninguém. Compartilhando boas chamas..

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

boas intenções..



Se não há alguém que me carregue, que ao menos não me faltem chances para dispor meu colo. Compartilhar afeto e pregar fantasia boa, sem perder a humildade. Esta, ininterrupta: boiando na flor de olhos doces e ativa-se na fé de infâncias eternas.
Talvez careço em primórdio de seres assexuados, desvinculados, a princípio e em tempos medianos, do que chamo de couraça, do que entendo por mais dispensável que prazeroso. Inclusive se me fossem possibilitados apertões e amassos, sem sombra de dúvidas eles começariam nas bochechas e arrematariam seus propósitos em palavras gentis e sons geniais. Se por ventura as mãos envolvidas encontrassem abrigo e descontrole puro por nossos corpos e por tanto instinto sublimado, aí sim, ceder seria único.
Sempre vagarosa, lobo alado com a pureza de um unicórnio.
Mesmo crendo na beleza de sonhos que, sim, verdadeiramente não discutem outra substância, o que me decola é menos que tudo isso.
Por vezes penso que seria bom apenas lavar a alma em banho quente, barrar um pouco os fios que caem no rosto, refrescar-me em camisola fria; trocar os lençóis e deixar que o coração sorria com algum filme tranqüilo. Desejar boas noites a outrem ainda que sem a intimidade social, popular que só ela.. Atitudes e posturas serenas afastariam almejos mais árduos, pelo simples fato de que não eram tão importantes assim..
Tópico frasal de base do texto, ideal mesmo, faria de nós todos menos conclusivos, tornaria a vaidade alheia aos nossos impulsos. Seríamos sábias crianças.

fighting inertia.

Queria encontrar o erro na tentativa e a glória em permanecer estático. Viver em busca da resposta, sem cavalgar procurando. Afinal de contas, talvez quem responda seja tão inconveniente quanto as perguntas que nos importuna.
Surpreendentes seriam nossas linhas de chegada se a calma tomasse conta de tudo! Surgiriam rosas, tulipas e macieiras no meio fio, tão vagarosas quanto a paz de espírito que reinaria. E mais repentinas do que nunca: plantaríamos por pensamento e por ação automática.
Até o que escrevêssemos em bancos de praça ou em carteiras juvenis seria gravado e fixado na matéria por anjos, tal como o mágico que toca em potes de barro cheios de água e transforma-os em ouro. A diferença é que o desafortunado paradoxal morreria de sede, enquanto nossas letras sublimes elevariam até o que precisaríamos tomar por necessidade.
Somamos os acertos ao desejo de resquícios do pacifismo. E temos sorriso, amor e
um objetivo.