sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

release your inhibitions..

Permita-se um retorno sagrado de vez em quando.
Encontre-se nas suas virtudes, conquistas, amigos,
sem apegos que ultrapassem a saúde, no entanto..
Reconheça seu lar, seus gostos, sua vontade de ficar quietinho
e feliz!
Sua pequenez diante do amor que sentes por tão poucas pessoas,
por rotina singela, doce.

Descobri a utopia das viagens e a maravilha de estar em casa.
Aprendi que irmãos são os amigos enviados para ti, por Deus, com Deus,
durante uma vida tão incerta que seria chato não tê-los por perto.
Diversão é permitida, assim como um passarinho e uma flor se entendem:
de necessidade mútua, se absorvem, se afagam, se afastam e sentem a falta do mistério bom que é poder contar com o néctar do jasmin, ou com o beijo do pássaro.
Entendi que entorpecer-se, seja em goles, fugas, lágrimas e até em músicas é até válido pra quem não espera muito de si mesmo e não-condenável, caso haja consciência clara de causa e efeito. Porém cobro-me somente o que por certo sei que sou capaz! E consigo, sim, mover-me, encarar timidez minha quebrando a si própria aos poucos, livre!

Quem ama verdades belas compreende o quão possível tudo é.
E eu agradeço. Sempre.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

true care!



Vivemos como se esperássemos curas, beijos
cartas de amor e príncipes que nunca vêm
Dançamos pra sentir algum alívio, qualquer liberdade,
certo desapego ao próprio corpo
Compensamos carências e fraquezas com vícios pequenos
menos infundados que as suas fontes

Não mais.

Podo cada planta, rego virtudes já crescidas
Torno-as vistosas e sussurro à rosas minhas
amarelas, brancas e aos passarinhos residentes,
que tenham humildade..
Se por acaso pudermos ver ondas,
sentar em montes de areia molhada,
construir castelinhos e provocar cócegas em algum semi-anjo,
tudo será feito com pureza.

Purifico-me. Dissemino redenção.

Jardim da vida, natureza do meu quintal,
de mundo meu, de amor universal,
somos todos um.
Porém quando for só eu,
e meu guia, minha Mãe, Divindade Suprema,
olharemos para trás, para cima, até que fecharemos os olhos
e acordaremos, de fato.
A partir daí, poesia será apenas o começo...

Sorris!
Somos bichinhos de luz,
infantos por essência..
Acordar com os olhos inchados não pressupõe cegueira,
apenas deverás abrí-los com vagareza.
Se não queres caminhar sobre o jardim,
deite-se nele e aspire todo o néctar que puder.
Em pouco tempo estarás nas costas de alguma ave colorida
grandiosa e iluminada,
que te conduzirá à fantasia que acreditas, sem precisar atravessar a Atmosfera.

Os limites estão dentro de nós.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pequenos milagres..

Talvez não importe quando conquistaremos os primeiros fios brancos ou o luxo de lares de revistas; o que faremos com o dinheiro do pão nosso; ou as viagens carimbadas em nossos passaportes. De repente sequer sejam necessárias trilhas tão repletas de cultura, lugares tão diversos, para completar uma jornada bonita.

Valiosos mesmo são os atos corajosos aos quais nos entregamos quando nos permitimos desbravar o amor. Felizardos e fortes são os poetas, os palhaços, as atrizes e bailarinas, que não só enfrentam olhares críticos, reprovadores, incompreensivos, como também os transformam. Gente iluminada essa, que enxerga o poder de uma palavra bem direcionada, não resiste à poesia de coisa grande disfarçada em trapos.

Ainda assim, mesmo que uma criança não nasça médium, boa desenhista, escritora convicta ou uma simpatia de ator, tem o dom da arte caso se deixe levar pelo afago da fé irracional, sábia por natureza.

Pessoas simples são sujeitos de fascínio, creio que vieram tocar corações e disseminar ternura. E não interessa o dote de suas belezas, posses, intelectos: o sentimento bom, sempre que em primazia, torna seus criadores, por mérito, as estrelas do Reino dos Céus, as flores alegres de um paraíso calmo.

Fantasiar pétalas prateadas que pairam no topo das árvores, crianças livres brincando com raios coloridos; escrever sandices; sorrir e chorar por muito pouco; de repente, de fato, seja passatempo de loucos ou carentes por algum tipo de proteção. No entanto, o vôo ainda me soa mais são que aterrissagens constantes tão cheias de fitas e laços mundanos aprisionando valores tão belos em livros tão empoeirados.

Um dia publico letras carinhosas em folhas recicladas, assino-as e ilustro-as, jogo-as ao vento no meio da multidão. Assim, saberei que mesmo não tendo salvado vidas ou defendido causas nervosas, espalhei as únicas certezas que adquiri em todas essas vidas. E não terei vivido em vão...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

she knows..



Seria fraqueza querer correr,
saltos em prédios antigos,
por apenas um dia de herói?
Um de cada vez..
Super seríamos!
Ao desvendar e extinguir toda a culpa
que carregamos ao errar, ou por simplesmente
não conseguir acertar.
Se alguma fuga me fosse possível seria
pra paz do meu próprio quarto,
já que bastaria olhos meus fechados, pesados,
para que grutas mil se transformassem em pensamentos.
Cavernas, essas, portas pra mundo novo,
auto-inventado.
Perfeição não é o caminho tal como felicidade plena
e humildade: é meta.
Caminho tentando curar meus próprios calos,
soprando feridas de obtenção confusa
Ainda assim,
afago machucados alheios
sem orgulho algum
já que babaca é a descrição que mais me encaixa..
Visto que tudo que eu gostaria de ser
ou fazer, auxílios expansivos no paradoxo entre
a essência e o ato.. bom, virtudes, me encontrem.
Por vezes me perco
e o melhor que sou capaz é deitar no alto de gramado extenso
deixar que as estrelas me hipnotizem
É muito céu!
Me desligando mais e adiante,
de mundo no qual eu deveria estar fazendo um trabalho melhor.
Me envergonho por demasiado
Agradeço constrangida.
Poesia irritante que me faz sentir além:
me liberte, prenda e queime eu-lírico fraco, mas não mate,
das cinzas surgimos, delas, renascemos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Free from sin!

Eu só queria saber até que ponto o álcool permite e o sexo engana.
Eu preciso entender que a culpa, na verdade, não existe: o que está feito, já era, mutável, aqui, só o futuro.
Eu só queria saber se toda clave que ouço me conduzirá ao paraíso ou à fuga sem pernas.
Eu só queria compreender o lado bom em amar sem necessitar afago e a parte podre em se doar para um porco.
Eu queria apenas paz interior, voz solidária e passos gigantes de força sem fim.
Tudo que eu preciso é seguir toda essa libertação de poesia minha, tão avulsa e tão intrínseca, que perde por completo o sentido caso permaneça apenas teórica
Tiro férias de mim mesma e de todo o medo idiota que põe meus pés pelas mãos.
Mais difícil do que limpar um cuspe levado no meio da cara, sem ser atentado pela vontade de revidar, é ter peito pra enxergar vida após a humilhação.
E agora eu quero ver o corajoso que duvide do que eu sou capaz. Os resultados estarão aí, pra todo mundo ver: céticos também têm olhos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Na seção de sempre..

Estava eu na livraria, tranquila e lúcida, submetendo toda a minha tarde em busca de grandes autores. Estantes intermináveis me passavam fascinadas pela minha entrega. Desde muito pequena me dôo em prol de algum aprendizado que de fato toque coração meu tão suave. Por cada passo que eu dava na direção de todos aqueles livros grossos, tentava captar lampejos de fé apenas por seus títulos.

A minha sorte e bênção tamanha foi não me deixar cegar por tanta informação e cores foscas de capas céticas. Até que me surge, na esquina entre Literatura Estrangeira e Gastronomia, olhos brilhantes como um marzão de chocolate cremoso. Miúdo e doce, o menininho, de mãos dadas com a mãe, num repente honesto, paralisa seus passinhos dados com muito esforço até então (provavelmente, há pouco tempo, sequer sabia como caminhar.) Deparo-me, então, com mãozinhas boiando no ar à minha procura.
A figura materna que o guiava perdeu a compreensão e liberou seus bracinhos. Sem pensar vez nenhuma foi a mim por quem ele sorriu e correu.

Neste momento eu tive certeza que estava lendo os livros errados.
Ainda que toda a Geo-política tenha transformado mundo em que piso; por mais que a poesia angustiante de poetas-monstro represente o início da liberdade trasngressiva dos nossos tempos; eu nunca disse que pertencia a este solo, tampouco vivia nesta época.
Sou pretérito apenas quando me vejo infanta e futuro distante demais caso percebas meu afeto universal.
Talvez não interessam grandes autores e seus domínios, mas grandes histórias e suas fantasias.
Olhos sinceros como aqueles me convenceram pura e facilmente e assim sempre será.
Eis-me alí, desbravando minha missão. Menininho de Deus.

domingo, 12 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Propósito original.

Esqueçamos a frustração, a raiva quase inevitável, as vontades pulsantes e até o físico próprio que nos incomoda e teremos espírito puro e claro, queiroso por vôos em mundos tão melhores...

Ignoremos por algum instante de refresco e vida todo o aborrecimento e lutemos com bravura contra todo o trauma de mágoas passadas ou latentes: voltaríamos à magia de nossas infâncias.

Chegamos sem os saberes terrenos, no entanto é tanta carga boa nas costas com a qual cumprimentamos encarnação nova que as missões da alma tentam que só elas se sobrepor! E assim permanecemos por anos a fio, em nossos desenhos, em nosso carinho dado e simpático, por toda a pequenez assumida de nossos tamanhos.

Crescemos na amarra e se não houvesse família, educação ou natureza, padeceríamos por incompreensão ou desiludidos em tanta feiúra.

O que nos permite sobreviver? A proposta que combinamos com os anjos antes de retornar em planeta presente. Nem todos somos capazes de prosear com guias nossos, para que facilitem nossas vidas ao responder nossas missões. Descobrimo-nos por sinais.

Sinais tão singelos, por vezes meigos mesmo, discretos, em minoria de vezes, gritantes! Há quem deboche de nossa percepção, há quem admire vocação tão auto-afirmada.

Incondição de amor, transparência de atitude, delicadeza nos relacionamentos e alegria inocente nos movem. Até que um dia, né, quem sabe, algum ser de luz pacífico e fascinante nos sussurre baixinho: "Muito bem, amigo. Agora te dou asas!"..

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Of Confidence and Power.'


_somos potencialmente capazes de tomar decisões sem ter que recorrer a inetrmináveis conselhos;
_possuímos uma individualidade divina completamente distinta da dos outros;
_fazemos as coisas porque gostamos, não para agradar as pessoas;
_encontraremos sempre novos relacionamentos, por isso, não temos medo de ser abandonados;
_usaremos, constantemente, de nosso bom senso, portanto, as críticas e as desaprovações não nos atingirão com facilidade;
_tomaremos nossas próprias decisões, respeitando, porém, as dos outros;
_confiaremos na Luz Maior que há em nós: Ela sempre nos guiará pelos melhores caminhos.'
HAMMED.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo!'

Bailam minhas tristezas submissas ao arrepio de nossos regozijos
Sambo sem saber, em becos desconhecidos, provocando luzes,
delirando com o gelo de seus lábios, relembrando o choque térmico
de abraços compartilhados.
Ainda assim me permito tanto!
Vejo-te do alto, avisto tudo que seria
e tudo que é. Continuo dançando.
Bordo e rodo saia imaginária, ouriço a clareira dos seus fios,
embaraço-os em sonho, pegando-os em vida.
Abro livros e eu mesma ilustro a poesia que crio em suas páginas..
Assino canções que não escrevi por incrivel correspondência,
por lembrança colossal em pesar de amnésias fortuitas.
Confundo o real, o válido e o desejável.
Simples e lindamente quero-te.
Se não for feliz em meu presente,
asseguro-me visão bonita que só
meu mundo tem.



Enquanto planejamos anseios por escrito ou mentalmente muito bem calculados deparamo-nos com futuro próximo certo, alcançado por perfeição de logística. Somos capazes de delinear horários e atividades rotineiras dentro das quais conseguiríamos nos realizar por impressão aparente, esboço de missão cumprida.
No entanto basta que a brisa cheirosa de destino divino nos carregue por entre folhas macias, para que enxerguemos a possibilidade do 'talvez' e da interrogação da surpresa.
É como se houvesse a necessidade do projeto concomitante à carência do inesperado.
Partindo deste pressuposto, nunca estaríamos absolutamente entregues, e sim vulneráveis e facultativamente angustiados. Sim, a escolha existe.
Ainda temos a opção de seguir em frente com mais rascunhos, mais tintas inapagáveis dispersas por coraçõea alheios, ainda que alguns borrões coloram tamanha diversidade de telas.
As dores de nossas almas comportam aprendizado sob camada fina de sofrimento menos denso do que se imagina. Escava-a quem tolera o amor, até sentí-lo de fato, sem esforço.

sábado, 4 de dezembro de 2010

nice flow.



É muito bom poder sentir o cheiro do mar, mesmo que deitada em cama branquinha, vendo apenas uma pontinha do céu escuro e curtindo a ilusão do ventilador. Pra mim tal vento é brisa de praia e as flores da estampa que me cobrem são berço de sonhos inesquecíveis.
Me permito viagens sem sair do lugar, tampouco usando entorpecentes de artifício ou de emoção. Afinal tudo que sinto, ou ao menos que me conduzo a sentir, é puro e desapegado. Luto comigo mesma tal como verdadeiros guerreiros se motivam a batalhar e do mesmo modo que heróis terminam suas jornadas: vencendo, com objetivo alcançado humilde e lindamente.
Sem hipocrisia alguma, ouso afirmar que sou grata até mesmo aos "inimigos", isto é, àqueles cujo mal mundano tentou atingir gente de bem aguçando mágoa ou raiva temporárias, avulsa ou coletivamente. Sujeito de má índole não é de um todo inútil, porque nos ensina o caminho inverso e ainda nos proporciona a oportunidade de mostrá-los alguma faísca de luz certa.
Me sinto feliz de forma tão leve que voar seria fácil! A sensação é de que, se eu tivesse asas, me carregaria praquele quarto contigo e nos sequestraria pra ilha bonita, deserta, azul e fresquinha.
Momentos eternizados têm muito valor. Se é o que fazemos, proponho interrupção na medição de palavras, de gestos!
Daremos um Pégasus aos nossos corações e não me restam dúvidas de que os ares serão os melhores, pré-destinados como sempre desconfiei..

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pouco.

Nunca quis muito.. O que fosse preciso pra fazer dar certo, eu faria e fiz. Não me volte que nem fantasma, não. Honre o retorno da sua presença e não preencha meu vazio com angústia: se queres, de fato, essa função, complete-me com algum amor. Caso contrário, eu passo. E recolho-me à serenidade minha, objeto primeiro de tanto anseio machucado.
O que será de nós no dia ou na noite em que mesmo lúcidos olharemos para o lado e estaremos sozinhos, sem a pureza que bons homens recusaram? Começaríamos a mistificar a paixão e nada mais teria significado de cunho amável, nossa dor não mais transcenderia em virtude de gesto.
Não almejo declarações de amor, corações angustiados à espera da minha sombra. A incondição que me dá voz é tão sublime que apenas deseja sussurrar ela própria a fim de que o interlocutor sinta o afago sincero que proferi.
Me dê flores, elogios, presentes ou Sóis pondo-se à meia noite! Estrelas-do-mar, torne-me golfinho e nade comigo. Sejas o princípe que tanto esbanjam em contos de fada defasados. Ainda assim, se não me deres a oportunidade de amar-te acima de dogmas, não me completará.
Todavia permaneça em exato o quê tu és: em amizade, em beijo, em faces coradas e palavras honestas. O que peço, na verdade, não caberá a ti me fornecer e sim ao destino.
Renego toda a inspiração, conceito e planejamento infundado. Tudo que preciso encontra-se em meus sonhos e a minha gratidão suprema não me abandonará.

Vida nova!

Frescor! Imagines casa limpa, ventre forrado, liso e forte. Mente abarrotada de belas palavras, construções colossais, arrebatadora! Vícios bons, erroneamente auto-denominados farão parte de cotidiano azul, lilás, até cinza, se ventos tardios assim quiserem, no entanto apenas na imagem, já que o coração comporta visão própria.

Faço, agora, de meu corpo, um templo, sagrado, fonte e receptáculo de Luz. A fibra moral à qual primo neste instante eterno será guia condutora não só de mim própria, como também de quaisquer sujeitos disponíveis à mesma.

Quando não tens caminho certo, intuição do que sequer será sua próxima refeição, costumas entregar-te ao léu, líquidos fortuitos, brigas internas violentas por inconstante demasiado subjetivo. Ainda que saibas a semente que gerou a vida que exalas quando ris, perdido, não serás absolutamente nada.
Afinal, fazer, agir, demonstrar apenas importa se fores firme no que ÉS. Ser é pressuposto de sentir e de movimentar.

Portanto afirme-se no que te emociona nos filmes ou no que te provoca sensações evoluídas nos intervalos de vivência mágica que nos vem como dádiva surpresa.
Agarrar é termo para usar consigo mesmo, ainda que desejes o mundo ou grande parte dele: comece e termine sendo BOM.
Amor à vida é meio para que vivas o amor.