terça-feira, 31 de agosto de 2010

no embalo!

Eu queria poder escrever somente o reflexo dos momentos quase divinos, ou até mesmo, o limite do que eu conseguisse da representação dos mesmos.
Dias TÃO azuis, sorrisos e suas vontades que faíscam os lábios, sensações tão puras e sem qualquer razão seca de existir. Eu queria, eu, meu âmago e meus olhos, queriam mesmo, que apenas memórias e presentes como estes me inspirassem e se tornassem palavras lindas, quase dançantes.
Bailariam por aqui e por ali, por vezes até mesmo sairiam da minha boca e não dos meus dedos ininterruptos. Flutuariam porque de demasiada naturalidade apenas seriam.
Mas a saudade também corrói, a saudade de novo e mais uma vez.. a falta.
Se por um lado lembranças te apaziguam, o bendito do sonho se torna tormento somente por ser.. lindo demais.
Ainda tem a tal das missões. Espíritos baixam em corpos fortes pra tentar nos mostrar, filmes martelando como flores em cabecinhas sensíveis, tentativas por tudo que é anjo, por tudo que é estrela, até a Lua, que me abençoa com amor, me avisa das paixões heróicas e dos heróis apaixonados que deveria nos reinar um pouco mais.
Até que li um trechinho simples
que me dizia para andar com quem me fizesse sorrir,
e amar sem condição.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

melody..!



Estado de espírito,
ilumina minha vida!
Renova meu sorriso
Clareia meu olhar

Que a minha visão seja feita de mel
e que o meu paladar sinta a graça da cosquinha
Faz meu som, luz de anjo, música linda
doçura de face rosa, boquinha grossa,
chocolate branco!

Fim de tarde não chega, o Sol brinca com a gente
Tudo e nada é motivo de lembrança
boa, sempre boa
beijinho engraçado, sorte da criança que cresceu

Gratidão gigante demais
Fadinha do amor que desfez o desencanto
Purpurina azul, poema juvenil
Se palavras eu tivesse
com toda a certeza seriam coloridas

Bênção continuada te canto
te louvo e te levo comigo

It's like my iPod stuck on replay!



Shawty's like a melody in my head
That I can't keep out
Got me singin' like
Na na na na everyday

domingo, 29 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Lembrando até do que eu não vivi..

chasin'

Quem conquista um arco-íris
com certeza o faz por acaso
Não espera a cor,
somente a sente e corre
anda
suspira
e sorri.
Se parasses de buscar significados
acharias mais vida
que não se explica, tampouco se estuda
A vida que precisas está, na verdade,
além de tanto sonho
O natural se faz valer de tal forma
que se encaixa sem querer
Apavorar é verbo bobo
já imaginastes que estás em guerra, abrigada
e uma bomba devastou tudo que entendias por mundo
mesmo assim o máximo que sentiram
foram cócegas distintas,
vontade de acordar e
supostas cortinas brancas.
Ainda assim o temor foi tão momentâneo
que nãz faz sentido considerá-lo valoroso.

Ser o recíproco do outro
não esperar nada
o presente seria um presente
e o que vem por aí, só mais cor

vibrações de mérito duvidoso
nem se dê ao trabalho
percorro mundo próprio e tão nosso,
que ninguém jamais faria força
pra simplesmente compreender

Passado recente
consome a si próprio
apenas pare um pouco
e me encontre onde eu estiver..

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Wanna wanna!

Se não entendes o amor,
o afago ou a doação
saibas que apenas és normal
Se o que te constrói for pura e simples
expectativa de amar,
estás em bom começo.

O que digo é o que enxergo,
nesta ordem.

Não tens certeza
de nada
Mas se até o medium tem fé,
o que se conhece é apenas
borboleta, arrepio e vontade.

Te entrega e SE faça valer a pena!
Mesmo que não construam vasinhos de barro
ou se toquem em espírito,
se gostam em sonho e se desejam em vida.
Os primeiros passos excitam,
até quando a gente tropeça.

Nos próximos a gente usa as mãos
e quem sabe até alguns tijolos amarelos tenhamos em mente..

Ainda bem que proseio em código
Pra quem não entende poesia
amontoado de letras não ultrapassa limite algum
O sujeito que digita, sim,
sorri diante dele
fecha os lábios e abre os olhos
cora a face e compartilha brancos mil..

São todas as cores,
é só escolher.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

"Não preste atenção ao homem por trás da cortina..."



Como se doesse menos saber o que fizeram comigo. Como destruíram resquícios de uma infância que lutava pra existir, criança interrompida, gritos no bosquinho que me jogava areia nos olhos.
Não é fácil admitir, mas eles ditaram o que sou hoje e a culpa ainda é minha.
Me mandavam ler, me forneciam cadernos e eu que me assentasse em algum canteiro florido se eu quisesse de fato algum sinal de Deus.
O Pequeno Príncipe no quiosque se esforçava para me entreter enquanto a alguns andares dali brigavam em meu nome. Jamais entendi e não tenho esperança alguma de o conseguir. Eu só choro e aperto as minhas próprias mãos.
Não é triste que eu o faça hoje, era cruel quando eu ainda nem sabia quem era e em que eu precisava me agarrar.
Me prendi em rimas minhas, tão minhas que as perdi. Ironia nunca foi meu forte.
E quando meu mundo desabou, quando me foi dito que nem mundo eu teria, nada me era de direito, mesmo assim me afixei em paisagens e canetinhas, em tecidos e estrelas que, na verdade, eu nem via.
Até que meus óculos sempre embaçados e meus fios sempre muito presos, cresceram e acompanharam a ilusão da vida além das letras, além da cor e do desenho.
Descobri coisas que eu talvez nem fizesse questão.. a doçura que carrego sempre me foi negada, antes, pelo peso da minha garra; hoje, pela força da minha fé.
Se cada olhar que me recrimina penetrasse por meus poros e conseguisse enxergar meu coração, provavelmente não sairíam daqui iguais. Voltariam emocionados e sem julgamentos.
Enquanto bocas mediúnicas diziam que apesar da lágrima de criança, que impregnava o quarto e reunia anjos, ainda assim meu futuro seria de glória. "Serás muito feliz, menina.." É o que ela ouvia, sim, ela. Quem dera eu ainda ter todo aquele crédito.
Antes duvidavam do meu riso, agora questionam a minha fantasia.
Destruíram toda a lembrança de uma trilha que deveria ser! E não foi.
Sabe-se lá o que mereço de bom e de não tão bom nessa vida,
eu assumo tudo,
reconheço o que acredito valer a pena
e felicito o que ainda posso.

domingo, 22 de agosto de 2010

here we go again..

É engraçado o que um pouco de carinho, alguns olhares profundos e essência de neném podem gerar num serzinho tão pequeno e carente. Vulgo, eu.
Dá vergonha de escrever, dá vontade de sentir, por mais que doa quando qualquer ventinho sái um pouco errado, provoca arrepio.
Calafrios também acontecem com lembranças que nunca ocorreram, é o que chamam por aí de sonho. Eu chamo por aqui de.. Nome próprio reticências.
O cheiro não sái! Não desgruda (como se eu quisesse que saísse.)
Se eu soubesse que esse dia chegaria teria me poupado de todo idiota, de cada ilusão cruel, de cada fantasia boba que regou alguns passos perdidos. Teria o feito e o faria com gosto, com riso, com amor!
Me guardo pra tudo que acredito e assim o sou desde que me entendo por mim. Me preservo porque não me cabe certeza, de tamanha que é, que o dia que for livre tudo, absolutamente tudo que sinto, será com a pessoa certa, no momento divino que me é de quase direito.
Porque eu teria direito, o teria feito valer no instante em que pressupus luz em feixes de amor crescente.
Mais engraçado, é saber que eu sempre estive certa, sem falsa modéstia, na verdade sem modéstia e sem orgulho. Simplesmente tentei ouvir meu coração, por mais vazio aparente que houvesse, sempre que o priorizei, reconhecimento de nobreza me é recuperado. Antes, agora e creio que sempre.
Não espero mais que este, pelo simples fato de eu não desejar mais que isso. Angelicais ínfimos e serelepes, bobinhos e fascinantes, me vieram com o limite de tudo pelo qual eu ousaria sonhar um dia.
O êxtase do tôpo não é só bonito pela conquista, mas pela emoção de se deparar com a paisagem que se percorreu.

domingo, 15 de agosto de 2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

manjar venal!



Dizem que sou louca
por fazer o certo
e pensar
o mágico
Cospem na minha roupa
quando a tiro
por vontade e não percebo
o estático

O limite entre a personalidade
e o dever
talvez
eu jamais saiba
O curioso é continuar vibrando
mesmo que todo esse rótulo
não me caiba

Se a poesia que vivo
for terça parte
da emoção que escrevo
Pontuações ficarão
à margem
Mas a viagem letrada
será fato consumido!

coisa de âmago
de quem tem sede de elixir que não existe

mas ta quase pronto.

domingo, 8 de agosto de 2010

Linha tênue.

Não seria melhor encarar a vida de frente, festejar sem amnésias, ter consciência de tudo que se faz, de tudo que se escuta, de cada pessoa especial que se beija? Não é mais sábio, mais fascinante poder tornar tudo especial, ter controle da beleza da nossa própria vida?

Que o sabor, o som, o tato, a alegria, e até o mesmo luxo, sejam alcançados com dignidade, cuidado, carinho e sabedoria.
Graças a Deus,
está tudo nas nossas mãos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Almost a Fairytale..


Smiles in the morning as warm as sunshine.'

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Feelings like these, can't be wrong.



Trago sorrisos na bagagem,
chapéus, letras,
e um pedacinho de paixão
Levo moedas nos meus bolsos,
escapulário, cartãozinho
e rima boba, coração!

Minha vaidade deixo pro espelho
que se agrada (ou não), esquece e me assopra
Perante olhos alheios
não me imponho, não me omito
apenas, passo a passo, me permito perfumar
regar, fechar os olhos e voar

A manhã me faz bem
Casaco amarrado na cintura,
fina por natureza,
queirosinha de mão terna
Cadarços ao vento tal qual meus fios
de cabelo, de fita, de luz

Seja no ônibus amarelo, em algum trem
de carona ou na garupa
de um amigo-anjo do caminho,
digo que a farei, meu caro
A viagem, a jornada

que começo e não termino
Que termino e não começo

Pode ser que eu esteja no meio
de algo maior ou pequenino
A verdade é que, agora que piso,
me torno toda elástica
e o destino é meu.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Another day in Paradise..'



Pecado não é substantivo. O que de fato existem são elementos que fazem pecar. Pecado é verbo, distinto por si só por relatividade tão nítida.
Belezas correm pelo mundo, por nossos olhos e ouvidos, assim como ácaros saltam do cobertor quando a gente faz faxina. Cada um absorve de uma forma, cada olhar define o que o agrada. No entanto agradar é pouco na perspectiva da luz.

Sentir-se bem não é o suficiente se tomarmos o egoísmo e a ignorância como pressupostos dispensáveis.
Eu diria que a felicidade venha sim, e que tudo que nos proporciona delícias a acompanhe. Cabe a nós a seleção do que nos embriaga, cega, e do que nos ilumina.

Que o efêmero até venha em momentos solitários, sem consequências ou invasões: a liberdade é de todos. Por outro lado, a música boa, que faz sorrir ou chorar de emoção (o que não exclui o sorriso,) que o docinho raro, a leveza do ar e o quentinho do abraço, que a pureza, enfim, nos atinja de imediato e preencha qualquer pseudo-vazio que a loucura criou.

Que a vontade da viagem até continue, mas seja certa e colorida.
Porque, agora, mais do que nunca, o amor é prioridade.. e o sonho, embora não o ultrapasse, o rodeia como libélulas em crianças na piscina
e o poliniza tal qual passarinhos e borboletas brincando num jardim
quase secreto.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Fuga pré-destinada.

Quem não acredita no lirismo, o homem que se diz são e principalmente salvo, lê e não entende o significado, se diz psicólogo de uma mente sem coração. Admiradores de razões complexas, gênios de ciências ou de futilidades idolatram uma inteligência humana que, na verdade, é mais genética que meritocrática.

Se ainda há virtude na espécie que vos fala, ela interpreta o heroísmo com mais distinção do que se imagina. Deturpá-la tornou-se corriqueiro, senso comum. Não por culpa de tempos modernos, tampouco por supostas regressões morais: a exaltação do amor sempre foi rara.