segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Flores de Luz.

Serenidade é como pena branca, que muda de cor na medida em que o vento passa, em toda a inconstância da velocidade do ar. Pena é pluma, mas também é haste. Permite-se vôo ou simples arrepio em extremidades próprias, como também jamais desune seus tufos pela certeza da disciplina leve que carrega em si.

Serenidade constrói a natureza do tempo, nunca apressado ou vagaroso demais. Se faz criança em sorriso escondido, profundo, com a maturidade paciente de um jovem adulto pleno além do terreno, calmo aquém de olhos alheios.

Serenidade não teme provocações, desafios, não se deixa levar por absolutamente nada que se oponha ao bem de sua essência. Todavia, também não se sobressái com espontaneidade, comporta vaidade contida, sadia e forte, que jamais tropeça sobre a estrutura que crescera.

Seres, sentimentos, espíritos serenos são flores de luz de brilho eterno e faísca doce. Iluminam quem se abre ao amor e até tocam incrédulos sensíveis que por ventura estiverem passando.
Encarnações de bondade ultrapassam os limites do mistério das missões. O sujeito tranqüilo descoberto de dogmas e mergulhado em fé nítida, não duvida do inexplicável, tampouco da pétala macia que envolve um bom coração.

As Flores de Luz que sonhamos em tempos de paz nos revelam as penas serenas que divindades enviam à Terra para acariciar jornadas tão distintas. Não interessa a nudez de nossos pés ou os saltos com os quais desfilamos contentes por toda a estrada reluzente, o que realmente importam são as marcas que nossos passos deixam no caminho.

Que em cada pegada floresça cores diversas e que em cada fiapo cru solto de nossos lenços, sementes quase mágicas brotem em campos cada vez mais vastos.
Serenidade é a premissa da Esperança, serenidade é a trajetória do amor.
Alegres são os pacifistas, convictos da energia pura que tentam espalhar.

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