quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Propósito original.

Esqueçamos a frustração, a raiva quase inevitável, as vontades pulsantes e até o físico próprio que nos incomoda e teremos espírito puro e claro, queiroso por vôos em mundos tão melhores...

Ignoremos por algum instante de refresco e vida todo o aborrecimento e lutemos com bravura contra todo o trauma de mágoas passadas ou latentes: voltaríamos à magia de nossas infâncias.

Chegamos sem os saberes terrenos, no entanto é tanta carga boa nas costas com a qual cumprimentamos encarnação nova que as missões da alma tentam que só elas se sobrepor! E assim permanecemos por anos a fio, em nossos desenhos, em nosso carinho dado e simpático, por toda a pequenez assumida de nossos tamanhos.

Crescemos na amarra e se não houvesse família, educação ou natureza, padeceríamos por incompreensão ou desiludidos em tanta feiúra.

O que nos permite sobreviver? A proposta que combinamos com os anjos antes de retornar em planeta presente. Nem todos somos capazes de prosear com guias nossos, para que facilitem nossas vidas ao responder nossas missões. Descobrimo-nos por sinais.

Sinais tão singelos, por vezes meigos mesmo, discretos, em minoria de vezes, gritantes! Há quem deboche de nossa percepção, há quem admire vocação tão auto-afirmada.

Incondição de amor, transparência de atitude, delicadeza nos relacionamentos e alegria inocente nos movem. Até que um dia, né, quem sabe, algum ser de luz pacífico e fascinante nos sussurre baixinho: "Muito bem, amigo. Agora te dou asas!"..

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