quinta-feira, 7 de outubro de 2010

listen up!



Angústia vá embora!
Saia daqui com seus pés alados e suas garras escorregadias
Pulse rápido e não volte mais
Não nos pertencemos: trajo e constituo espírito livre,
pacífico e compreensivo de cada incerteza.
Não me reconheço mais sem sono leve
ou sonhos de olhos abertos, cuja trilha sonora
me concede passeios tão serenos e fascinantes.

Preciso de paz, mesmo que pouco mais solitária
para conviver comigo mesma e com toda a influência boa
que chega até a mim.
Folha verde, me inspire de forma amável,
não abro mão das cócegas que o vento me faz, já que meu coração
costumava ser, sempre, pressuposto de missão à vista.
Até mesmo você, olhos solares, ainda que me assustes,
ainda que eu perca meu chão ou o senso por completo do que seria amizade
e um amor tímido, crescente, nascente, leal. Desde sempre.

O sentir agora é mistério, com tanta imagem guardada e ainda tantas cheias
de desejos por vir.

Liberdade, doçura, fé que não se esgota,
amor que não se transforma! Alicerces que construíram quem sou,
se digam intocáveis e supremos.

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