segunda-feira, 31 de maio de 2010

domingo, 30 de maio de 2010

It was just a dream?

O quão real foi?
No Cairo, sabe-se lá porque, e um cigano circense no meio da avenida, pára de sorrir e nossos olhos se encontram. Parei de respirar e meu ar se encontrou com a chama do mel daquele olhar.
Ele deixa tudo cair, sem se dar conta de que os carros começariam a rodar em pouco tempo; eu abro a janela de trás e me impressiono com a conexão. Olhos, agora, embasbacados. Ambos.
Não houve grandes discursos e sim falas grandiosas. "Como eu te verei de novo? Eu posso não voltar aqui, nessa terra perdida, nunca mais..." "Me encontre na gruta do rio"_respondeu o nômade sem fôlego, com pressa de chegar antes, com vontade de tocar meu rosto e sentir minha pele com a face.
Pedi pra descer, saí em disparada ao encontro do rio, ao encontro de mim mesma, personificada nele. Cheguei antes e lá vinha, veloz, se aproximando devagar.
Sob a cascata, protegidos por rochas frias, encostamos nossas mãos e se fez fogo na África. Literalmente, nossas mãos eram magnéticas, elétricas.
Éramos dois leões no óasis.
Nos assustamos e mergulhamos através das portas de nossas almas.
"Quem é você, doce menina? Voce não pode ir embora..."
Meu simples toque tapou a boca daquele anjo, levemente, e com a suavidade de uma brisa de rio, nos beijamos.
Cabelos castanhos incomodando seu rosto quadrado, lisos, olhos de brasa, semblante confuso. Nos reconhecemos no instante em que nos olhamos. E aquilo foi a nossa dádiva e desproporcional perdição.
Mamma África...

sábado, 29 de maio de 2010

In natura.




Eu realmente não sei se isso funciona para as outras pessoas, mas eu não fujo mais da minha natureza não. Nem inconscientemente..
A verdade é que a criança em mim me dá bons caminhos e é a adulta que já quase sou que me dita a forma de seguí-los. Sou jovem, mas meu espírito é e sempre foi o mesmo. Como o de todos nós.
Escapar da própria essência não só é inútil como triste. E mesmo que reconhecendo que de repente eu o tenha feito sem consciência plena, não o faço mais.
Há inúmeras formas de se descobrir o mundo e uma das minhas poucas certezas é de que eu até pretendo desbravá-lo: através de valores puros e vontade respeitada.
Eis um equilíbrio do bem. Eis a brecha para que eu Vos peça e me permita um perdão.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

pla(e)no



Grandes amizades
opa, beijo
aeroporto
final feliz

um jogo de palavras é só um jogo
e o fim, de fato, é gostoso
se tudo for um filme
e voce uma atriz

probabilidade:
valor altíssimo quando o assunto
sou eu, minhas músicas
e o destino que elas me darão

a resposta é nula
ate porque isso não é uma fórmula
e sim uma viagem maluca
de uma moça que inventa de escrever

isso significa que meu som, minha letra,
minha voz e meus devaneios, talvez sejam..
devaneios juvenis...

e.. sabe,

pra quê lugares físicos tão perdidos quanto eu
se eu já enxergo prioridades..
fincar raízes pode ser tao cômico
quanto ver graça em simplicidades

o drama é o diretor quem faz, bicho
o artista quando sente,
só percebe
que expectativas não existem
(ou não deveriam) e se tornam prontos no "Ação!"

Definitivamente
não há identidade, nem perspectivas fechadas
sei dos meus sorrisos sinceros
e de tudo que os provoca.

Te resta ser bom.
Taí.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Irra!



Rock my world little country song!

sábado, 22 de maio de 2010

Girl,



don't forget the pure joy...

=]

HUNGER STRIKE

Seriously.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Gorgeous!

Desconexão?
Então beleza!

Se nada vier em mente, na verdade o problema é
fraco, pobreza de vernáculo
Cantar em frente ao espelho, não deixa de ser
espetáculo
Então dos males, o menor

Voar voce sabe que pode!
Só depende de voce
Sua maluca cismadinha
tatuou agora aguenta
a agulha sempre
esquenta
quando tu se empolga mais

De repente é consequencia
dos beneficios da loucura
ou da viagem da fissura,

Eu não aponto não
to mais é rindo
sempre que me vejo sentindo
agora eu páro e penso.

Fantasio que a pureza existe
e a minha existência persiste,
em não esquecer de ser feliz

Não interessa
eu não tenho absolutamente nada a dizer
não confio mais em palavras
desde que aprendi que olhares mentem
embora os meus sejam
bons.

Que a luta seja descabelada,
sincera,
pura
e
divina!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

on the world to change'



A verdade é que eu dependo da minha mãe para lavar a maioria das minhas roupas e do meu pai para beber quando dá vontade. Meus pais sustentam todo o meu estilo de vida, por mais incomum que ele seja. Meu padrasto paga indiretamente praticamente tudo que tenho, na minha casa, como 'meu'. Estudo por causa do meu pai e como tudo que quero graças à preocupação da mamãe.

O fato é que eu tenho bons pensamentos e sentimentos bonitos, sim. Mas talvez seja só o que eu realmente tenho. Nem encher a boca para contar minhas aventuras engajadas eu poderia com plenitude de conhecimento de causa, já que é tudo muito indireto na minha vida e nos meus atos.

Eu não faço nem a metade de tudo que eu gostaria. Não digo sonhos fúteis não, porque isso eu tento realizar ate inconscientemente todos os dias.
Aqueles atos heróicos que eu vejo nos filmes, a atmosfera do bem que me invade a todo fuckin instante, de fato me é inerente. Não me orgulho disso não, mas de fato eu luto comigo mesma com frequência para ser o mais superorgânica possível.
Acontece que eu não passo de uma menina muito menos forte que eu sempre imaginei, que sente muita falta de carinho, que sente culpa em ser tão feliz, que se confunde com tudo que as pessoas a minha volta me dizem, já que tento compreender os corações minuciosamente.

Eu não chego muito perto dos meus ídolos não...
Eu me sinto um pouquinho mais do que eu sou quando eu escrevo.
Mesmo sabendo que isso tudo aqui não resolve nada,
mesmo sabendo que palavras são muito muito menos que atos bons,
honra não se constrói com retórica não,
a retórica é, na verdade, a consequência da habilidade de amar incondicionalmente alguma causa.
A minha causa seria, de repente, metalinguisticamente, o próprio amor.
E só por isso as vezes eu falo bonitinho ou me rebusco em frases de efeito.
De certa forma isso me faz bem. E por outro lado me sinto mais inútil do que antes.

Se eu to em paz, é porque entendi, bicho. Entendi que eu sou uma estrelinha só num universo gigantesco. Deus me deu luz pra brilhar e mais um monte de outros astros pra admirar. Mas eu tenho limitações, como toda espécie de ser cósmico.
Então, sabe, não adianta se contorcer demais não.

Fazer a coisa certa sempre, pode parecer difícil. Mas tentar, ao menos, seguir um caminho bom, talvez já seja um começo escandalosamente iluminado.

E eu me abstenho na minha pequenez, Pequenez, essa, capaz de sonhar. Sonhos que, por sua vez, me fazem grande. E como tudo é uma orgia relativa, eu rio. Rio, canto e agradeço. DE TODO O MEU CORAÇÃO! =]

=]

segunda-feira, 17 de maio de 2010

littleness..




Reconheço que devamos comportar preocupações em nós mesmos, no que diz respeito ao outro e a quem amamos. Lutarei diariamente para não faltar-lhes respeito e afeto.
O caso é que também temos nossas realizações pessoais e nossos projetos bons, de vida. E nenhum castelo se constrói pelo tôpo: a base de qualquer estrutura é, talvez, a sua parte mais importante e mais demorada. Me sinto mais aliviada por pensar nesse alcance do tempo que as estruturas edificantes da gente também demorem para serem lapidadas. Nesse poço que escondo já encontrei escuridão, mas vez e outra também me deparo com pedras preciosas e bichinhos de luz querendo voar.

Admito que me sinto confusa por demasiado em momentos de angústia. É, mesmo que eu tenha cá os meus valores e tesouros cravejados no peito.. Me confundo, me irrito, o fato é que, sempre chega a hora eu que eu me rendo à minha pequenez.

A minha resignação, agora, é serena.
Quero, é, eu quero cuidar de mim. Quero fazer carinho em quem eu amo e vivenciar os prazeres mais comuns dessa vida. Não quer dizer que eu não esteja buscando uma evolução digna. Não sou superior a nenhum ser humano que, comigo, compartilha esse planeta. Tampouco inferior logo não me darei ao luxo de me entregar ao desespero.

Vivo com calma.
Tranquilidade nos momentos difíceis. Meus impulsos não são confiáveis.
No fundo, sabe,
eu acho que sei o que fazer...

domingo, 16 de maio de 2010

O meu compromisso primeiro é com Deus.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Since I was born..'

Eu não guardo raiva deles. Eu os amo muito, muito mesmo, demais da conta. Não quero que eles sofram, nem chorem, muito menos que não sorriam muito todos os dias.
Eu os quero em paz, felizes, sem sentimentos ruins. Desejo céu azul e brisa gostosa a todos nós.
Mas essa vida não é atoa, eu realmente acho que eu preciso fazer a coisa certa. Por mais que eu estivesse feliz antes, era tudo um castelinho de areia, viver em ilusão é muito diferente do que construir sonhos e morar neles.
Aquele quarto branco não era meu, os filmes de tarde, os lanches fartos, nada daquilo eu usufruia por direito. Até a moradia me é de família através de muita briga e mesquinharia.
Sabe, eu não faço questão de nada disso. Se for para brigar, que seja com conhecimento de causa e que haja uma causa boa, de fato.
Pode ser sim que Deus tenha me dado aquela vida mais fácil por merecimento ou, simplesmente, para que eu enxergasse o que eu vejo agora (e já venho notando há tempos:) cada projeto de vida deve ser digno.
Não falo de orgulho, nem de valores morais, porque ambas as crenças não me pertencem. Só não quero me corromper, quero voar com a consciência tranquila.
O que me dói é não lutar por essa honra contando, ao mesmo tempo, com os abraços e sorrisos dela; ou com os papo de juventude dele; até mesmo, cara, com as coisas bobas que a minha irmã falava. Eu realmente os amo demais. A todos eles.
Será que é besteira eu tentar seguir uma conduta independente e solta de princípios fúteis? As vezes eu tenho dúvidas.
Eu to seguindo meu coração, como sempre. Porque se eu tivesse seguindo minha mente eu não hesitaria em permanecer no conforto e fechar os olhos aos problemas deles até que eu me formasse.
A vida é agora, né.
E.. ah... eles nem botam muita fé em tudo que eu falo mesmo. Me resta desejá-los harmonia e alegrias plenas e estudar demais não só por uma emancipação financeira, como para abranger a minha visão de mundo.
Se está fora do meu alcance abrir os olhos dele, que me venha a dádiva de enfrentar as minhas fraquezas em prol de tudo que acredito.
Papai do Céu,
do fundo do meu coração,
me perdoe se magoei, me irritei,
chorei demais ou dormi no ponto,
continuo vivendo e feliz.
Se me é permitido uma prece,
eu oro por eles e pela esperança de que eles me entendam.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Chance.




a verdade é que eu forço a barra, sinto vontade. me pego sonhando com coisas... me vejo desejando outrém e as vezes ate cometo loucuras. loucuras muito singelas, por sinal. mas as cometo. mas o que eu quero mesmo, é só amor.
alguém abraçadinho comigo na minha cama, sem roupa, tudo bem. alguém que seja meu cobertor e a extensão do meu sorriso; dois olhos a mais para admirar o céu comigo. algumas canções de fundo, de lembrança de motivo de gargalhadas sensacionais.
quero um contato fisico que seja mais quimico, de fato. se tiver que acontecer sexo, que seja como consequencia de toda essa atmosfera e nao o contrario. se ele vier no inicio, otimo. mas que o clima não durma depois do encanto aliviado.
acho que não convenço ninguém com minhas palavras sinceras, pq minha aparência confunde e, de repente, sabe, de repente não, eu realmente não tenho dos comportamentos mais convencionais e simplificados. Eu sou simples. Até demais. A soceidade que complica muito o que eu entendo por vida. A valoração que eu dou a tudo, entende. E isso me faz ser um pouco mais sozinha que o normal. Gosto de ficar sozinha mas ser sozinha não é lá dos melhores estilos de vida.
Preciso de abraço. Sei que nunca estou sozinha, porque acredito piamente no bem e que meu anjo com asas brancas lindissimas me guarda. Acontece que um ser humano quentinho talvez também me fizesse muito bem.
Dia bom, hoje.
=]

alívio.

alívio de quê? sua animal. menina idiota. me conta, quando seu instinto vai morrer? deveria, ele, morrer? eu sou sensivel ao mundo e às pessoas mas as respostas jogam comigo. e me jogam em situações que eu até gosto! só não sei dizer se são certas ou meros momentos de fraqueza.
de uma coisa é certa, eu não deveria fazer nada pela metade. por mais que eu queira alguém, de fato, comigo, se é pra relaxar que seja com sensações inesquecíveis. E nós voltamos mais uma vez à história de preferir amar que ser amado.
Não acredito em jogos, mas se permaneço no tabuleiro que minhas peças sejam limpas e que meu coração as mova.
angústia, rola. até lágrimas, muitas vezes por sinal. o que eu não gosto é a simples hipótese de estar no caminho errado, ou estar indo devagar demais pelo percurso. de repente muito rápido também. bom, eu nunca paro de pensar.
mesmo não me privando de certos prazeres, por mais que eu os resista por meses como o sexo ou por horas como os doces e frituras, por semanas como a vodka que expande meu desejo de rir, é, mesmo resistindo a tudo isso bravamente, as vezes eu me rendo. e eis a questão se viver pressupõe, de fato, tais auto-presentes.
não digo que a vida seja só reflexão e labuta. no entanto penso que diversões e risos talvez devessem ser dados em ocasiões puras..
ah, eu queria me sentir menos um lixo, por me sentir tão feliz.
me perdoa. eu sou mais confusa do que eu imaginava...

domingo, 9 de maio de 2010

É isso mesmo!



E quer saber do quê mais? Eu sei de mim. Tenho certeza das minhas intenções, inclusive dos meus erros e de cada atitude que eu tomo tentando consertá-los.
Me julgue, me chingue, até me odeie se achar que deve, que eu me recolho no meu direito pleno de permanecer indiferente. Indiferente a constatações babacas, infelizes e a gente que se entregou à própria sorte.
Conte comigo quando for sincero, quando buscar pureza, pois saiba que busco o mesmo. No entanto, se queres o estático, o cético, o convencional, ou me deixe em paz ou espere unicamente pela minha indiferença.
Repito que sei de mim. E não me permito mais sentir culpa por pensamentos confusos diante de gente ruim. Esse tipo de caráter não me abala mais ne-nhum-pou-qui-nho.
Se achas soberba, se preferes continuar, what-e-ver. Eu não ligo.
Opto pela indiferença para permanecer num caminho bom. Ódios são desvios e só a tentativa de confundir teu semelhante já torna indigno o ato.
Portanto,
paz.
Sei o que me alegra, sou profundamente grata. Profundamente!

Não temas o que tenta te atingir, seja forte para saberes que, se conseguirem abalar suas estruturas, será para melhorá-lo. A evolução vem de Deus. Sendo Deus, tudo que é luz, bondade e amor, o resto, simplesmente não vale a pena.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

think about 6 impossible things before breakfast'




LIVIN' THE LIFE I WAS BORN TO LIVE
GIVIN' IT ALL I'VE GOT TO GIVE!


domingo, 2 de maio de 2010

_história de Amor.



Sabe... eu me sinto grande por amar, mesmo que não seja recíproco. Isso não é masoquismo ou drama apaixonado barato. Só acho que... assim como voce me faz sentir uma pessoa melhor só pelo fato de conseguir te amar, a vida também me faz maior por me mostrar que ela é linda.

Amar sabendo que podes não receber absolutamente nada em troca de forma espontânea não quer dizer que precisas parar de sonhar. Se soubesses o quanto minhas fantasias me movem.. Acho até que elas me constituem, na verdade.

Vontades vem.. as vezes passam. Outras ficam, no entanto.. pra quê convertê-las em sofrimento? Se é necessário que caiam alguma lágrimas, por vezes muitas delas, que seja lavando o próprio sorriso. Usá-las como um canto da alma.

Eu amo. Amo mesmo! Mesmo que eu não tenha a menor idéia do que seja o amor. Se for pra aprender o que ele é, eu até gostaria que fosse contigo. E estejas certo de que me ensinas, apesar de não acariciar meu rosto ou umidecer meus lábios, o fazes, assim como a vida o faz, pelo simples fato ou pela mágica bonita do existir. E isso me basta as vezes, pra que eu veja que o amor... só precisa ser sentido.
O céu, as crianças, as paisagens, músicas e momentos iluminados se incubem da tarefa de acalentar nossa solidão.

sábado, 1 de maio de 2010