
Já sei exatamente o que me faz bem eterno
e o que me prejudica em segundos
para sempre
Penso que adio o que não deveria
e antecipo o desnecessário
Me disciplino em poesias ingênuas
meio incompreensíveis,
porém atemporais.
Idiomas me esperam
e amores alheios sequer me conhecem,
tampouco me anseiam
Magia de céus almejam meu olhar
e eu, aqui, fechando as janelas apenas
para dormir no aconchego da escuridão
O tempo que perco vem se revoltando,
enquanto percebo que nada é irreversível
Cortinas imaginárias se abrem sozinhas
tamanha é a bênção regada sobre mim
Não mais dependo de vida incerta
e coragem me sobra de acariciar uma batida
um tambor
um brilho ou qualquer canção!
Danço conforme cidadão sem nada
trouxa nas costas, sorriso estúpido na cara!
Bem na cara é a vivência do que carrego
Alegria honesta
Ninguém entende, no entanto abra-se e
Divido, compartilho mesmo
Ainda que no silêncio da criança que era
à mulher que mais alto anda
em estamento único que mundo, este,
poderia erguer.

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