A minha sorte e bênção tamanha foi não me deixar cegar por tanta informação e cores foscas de capas céticas. Até que me surge, na esquina entre Literatura Estrangeira e Gastronomia, olhos brilhantes como um marzão de chocolate cremoso. Miúdo e doce, o menininho, de mãos dadas com a mãe, num repente honesto, paralisa seus passinhos dados com muito esforço até então (provavelmente, há pouco tempo, sequer sabia como caminhar.) Deparo-me, então, com mãozinhas boiando no ar à minha procura.
A figura materna que o guiava perdeu a compreensão e liberou seus bracinhos. Sem pensar vez nenhuma foi a mim por quem ele sorriu e correu.
Neste momento eu tive certeza que estava lendo os livros errados.
Ainda que toda a Geo-política tenha transformado mundo em que piso; por mais que a poesia angustiante de poetas-monstro represente o início da liberdade trasngressiva dos nossos tempos; eu nunca disse que pertencia a este solo, tampouco vivia nesta época.
Sou pretérito apenas quando me vejo infanta e futuro distante demais caso percebas meu afeto universal.
Talvez não interessam grandes autores e seus domínios, mas grandes histórias e suas fantasias.
Olhos sinceros como aqueles me convenceram pura e facilmente e assim sempre será.
Eis-me alí, desbravando minha missão. Menininho de Deus.

Nenhum comentário:
Postar um comentário