quarta-feira, 9 de março de 2011

what else should I be?!

Apaixonando-me por mim mesma,
assumo a loucura com a voz que ela merece,
tal como a heroína que esbraveja em si
solta e alta,
encorajando a vida honrosa contra o escárnio do mundo
Gritando lindamente!
Reconhecendo a minha atuação de drama
pintando paredes secas com o sangue do que já passou.
Dentro do que devo ser
cabe toda música
e qualquer gesto sem vergonha,
aquele que ri de si mesmo e continua dançando.
A imagem da companhia não interessaria nunca,
já que em todo canto tem gente
e em toda gente tem um pouco de tudo,
embora haja quem seja apenas um tudo de muito pouco.
A busca só tem fim quando você pára de procurar
Que tesouro tão valioso, afinal, haveria de existir
em tanta podridão mesmo?
Já nasceu comigo a idade que acumulo
e madura que nem banana verde eu escandalizo
porque me amo!
Assim como amo você, ele, ela
e a poesia maluca de gente drogada
espalhada por aí.
Nos meus becos existem luz, pois sobrevivo por pensamento.
Na cabeça que vos fala tem artista, pirata, palhaço e escrava.
É muita ocupação pra uma eternidade tão pequena.
Jogar-me-ia na perspectiva insana que todos acreditam
pelo simples fato de que,
pra mim,
normalidade não existe.
As etiquetas são todas suas. Aproveite-as enquanto eu brinco no meu quintal sem fim.

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