Parar de fingir que eu me importo.
Digo, começar a negar lágrimas às energias que provocam meu drama.
Permitir alegria construída em pilares humanos. Torres de humildade facilmente escaláveis! Por trepadeiras e flores impregnadas em tijolos vivos!
Teríamos tudo ao mesmo tempo! Tesão e êxito, seguido de manhãs lindas e mãos dadas sem suor.
Querer demais madrugadas a fio e ainda assim não precisar de absolutamente nada!
O espaço e o tempo seriam mero fruto de imaginação doente, aflita de tanta vontade.
Enquanto pensas que render-se ao fogo é regressão, vem a água e te satisfaz com a mesma malícia. Ou seja, nada afasta o caos do prazer.
O que fazer, portanto? A lembrança te alerta o perigo e a doçura dos contos te atissa.
E nessas horas sentimos a auto-piedade por antecedermos amigos nossos querubins
e nessas horas Deus atropela nossos dilemas com a alegria pura que seria a simples hipótese de desfrutar a carne, o Céu, o sabor e a visão.
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