Até que ponto nossas ideologias afetam nossas escolhas?
e vice-versa.
Porque até o ponto que sussurra "Relaxa!"
dorme e acorda suado, tentando entender o que aconteceu com aquele degrau antecessor da consciência. Há quem chame-o de sub-consciente, eu dirijo minha pessoa ao mesmo como intercessão. Sabe a Embaúba que fica em cima do muro entre a Mata Atlântica e o Cerrado? Assim têm sido meus sonhos em meio ao equilíbrio cansado que prezo e às angústias "salvadoras" que despertam-me ao chão.
Talvez no dia em que eu me lembrar que a terra também descansa os pés, apesar de sujá-los; que a água também refresca o pescoço, embora possa sufocar até a morte; ou que o vento também corta os pensamentos ruins, ainda que tenhas que fechar os olhos para não cortar a literalidade de sua visão. Bom, talvez nesse bendito dia eu viva em paz e morra em liberdade.
Noite passada eu dormi e deparei-me no colégio de novo. Todos os meus conhecidos, recentes ou nem tanto, encontravam-se no recinto, em bando! Ninguém me reconhecia. Na medida em que eu entrava em desespero meus supostos amigos em vida, zombavam da minha feiúra em pesadelo. Procurei um espelho e me dei conta de que não havia nada de errado comigo. Inclusive percebi doçura no meu rosto assustado. Enfim, dosei-me com certa confiança e bravura, e continuei buscando alguma alma amiga. Nada. Corri, não aguentei a acidez do momento e minhas lágrimas começaram a falar por mim. Foi a conta do primeiro soluço expressar minha aflição: parei. Tudo à minha volta não tinha mais importância, inimizades tornaram-se vultos, porque, à minha frente, cruzando a porta clara, surgiu meu pai. Todo de branco, um todo paradoxo devido à calma do seu semblante confundindo-me com sua postura altiva, quase heróica. Disparei em sua direção, em berros e tropeços, até que abracei-o como nunca tive a chance de fazer em vida. Nessa. Papai retribuiu o abraço e sem palavra alguma disse-me que pronto, não havia mais por quê eu sofrer tanto. Ele estaria sempre ali, quando eu mais precisasse. E quando eu não precisasse tanto, ele já não duvidava mais do meu amor.
Acordei chorando.
E eu,
mesmo forçando bondade em letras ou fazendo figa para que minhas intenções não vejam suas essências tentadas nunca,
ainda tenho feridas em espírito. Quanto mais elas se fecham,
mais vivos e belos serão meus sonhos.
Acreditar que somos o que fazemos, que pouco importam nossos pensamentos; isto é, crer que não existe maldade em teoria, apenas em tiros ou agressões materializadas seria, provavelmente, a propaganda do pesadelo na caça por algumas vítimas.
Cuida do que lês, do que assistes e, sim, do que pensas! Visto que tudo que ainda não conheces será erguido por todas as suas verdades secretas.
Dormirei tranquila.

2 comentários:
Why your thoughts are so blue?
so is the sky.
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