
Preferiria mesmo o anonimato, não cobrar-me que eu sinta tudo isso, pouca gente ao meu redor, sorrisos solitários. Desde que até o nada fosse puro e tudo que me restasse fosse a imensidão de uma cachoeira cristalina por desbravar.
Nem o mistério de sensações escusas motivariam qualquer passo ou excitariam alguma função.
A onda é a da preguiça alheia, sabe?! Sem nenhum orgulho em existir, no entanto.
Sorte que me come viva
e me cospe na crista da aflição,
por vezes também encontra meus restos na saliva
e devolve a magia da vontade.
É, nesse nível de asco.
Não desejo nada. E a verdade é essa.
Não preciso de nada. De toda essa matéria que corrompe a gente,
por todas as pegadas que confundem alucinando sentidos evoluídos,
não temo nem a sombra do passado, tampouco o vazio do presente.
Já que futuro não existe eu leio como se fosse imortal e assisto a Céus cintilantes ou foscos, como se um pássaro fosse surgir do Além para me contar histórias.
Conviver com o nada é difícil pra quem não sonha ou pro meu eu-lírico desesperado em madrugadas de ócio.
Inclusive o tédio é uma opção. Se escolhes vivê-lo admita seu sono.
O momento que sussurra me deu UMA trégua. E talvez eu não me confunda mais.
Até a caveira que um dia sobrepôs a pele
sorri e se lixa pro medo alheio
Muito susto que ela ocasiona
de repente surja apenas de um desejo comum pela salvação
ou por entretenimento.
A arte encontra êxito, portanto, no crânio estilizado por olhos que enxergam a ternura que um dia ele foi
ou o Metal com o qual inspirou vida.
Revivamos!

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