terça-feira, 4 de janeiro de 2011

fighting inertia.

Queria encontrar o erro na tentativa e a glória em permanecer estático. Viver em busca da resposta, sem cavalgar procurando. Afinal de contas, talvez quem responda seja tão inconveniente quanto as perguntas que nos importuna.
Surpreendentes seriam nossas linhas de chegada se a calma tomasse conta de tudo! Surgiriam rosas, tulipas e macieiras no meio fio, tão vagarosas quanto a paz de espírito que reinaria. E mais repentinas do que nunca: plantaríamos por pensamento e por ação automática.
Até o que escrevêssemos em bancos de praça ou em carteiras juvenis seria gravado e fixado na matéria por anjos, tal como o mágico que toca em potes de barro cheios de água e transforma-os em ouro. A diferença é que o desafortunado paradoxal morreria de sede, enquanto nossas letras sublimes elevariam até o que precisaríamos tomar por necessidade.
Somamos os acertos ao desejo de resquícios do pacifismo. E temos sorriso, amor e
um objetivo.

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