Nada do que eu faça representará melhor vida minha, do que a importância que procuro dar ao certo diante do erro, à humildade quando deparo-me com a dúvida. Somos o que sentimos, crescemos com o que plantamos. Refiro-me ao jasmim eterno que cultivo na paz das nossas manhãs, e até mesmo nas tempestades de nossos refúgios. Ainda e sempre existirão essências inexplicáveis, abrigos aconchegantes e lágrimas saudáveis.
Quando eu era pequena, abria uma sombrinha capenga na varanda, estendia minha toalha colorida, me rodeava de suquinhos, trepadeira e lia até não mais haver Sol. Hoje, bom, hoje não há mais alpendre nem vista alta. No entanto, bagagem minha só aumenta e guardo com tanto carinho memória doce, que cada lampejo azul de Céu é bênção. Toda livro que pego me engole, e me cospe cheia de fé.
Se, por vezes, sentes vontade de ser outra pessoa, comece sendo apenas você mesmo, sem qualquer resquício de vergonha em exteriorizar a pureza que tinhas quando criança.
Se soubéssemos, de fato, o quão pequenos somos, não seríamos conformados nem revoltados, apenas felizes por natureza, missionários de paz.
"Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto, que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade." ALLAN KARDEC.
Purificação. Redenção.
Viver aqui e agora não é negligenciar o futuro, tampouco trancar pretéritos em caixa de Pandora. Hoje temos bênçãos pelas quais rezamos desde que nos imaginávamos adultos, independentes, livres! Aqui construímos lar, trampo, lazeres e colegas, sem os quais nos perderíamos.
Reconhecer dádivas e recomeçar.
Que a cada dia nossas essências recebam o valor que merecem.
Desejo risos puros como rotina consagrada. Amém!

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