terça-feira, 4 de janeiro de 2011

boas intenções..



Se não há alguém que me carregue, que ao menos não me faltem chances para dispor meu colo. Compartilhar afeto e pregar fantasia boa, sem perder a humildade. Esta, ininterrupta: boiando na flor de olhos doces e ativa-se na fé de infâncias eternas.
Talvez careço em primórdio de seres assexuados, desvinculados, a princípio e em tempos medianos, do que chamo de couraça, do que entendo por mais dispensável que prazeroso. Inclusive se me fossem possibilitados apertões e amassos, sem sombra de dúvidas eles começariam nas bochechas e arrematariam seus propósitos em palavras gentis e sons geniais. Se por ventura as mãos envolvidas encontrassem abrigo e descontrole puro por nossos corpos e por tanto instinto sublimado, aí sim, ceder seria único.
Sempre vagarosa, lobo alado com a pureza de um unicórnio.
Mesmo crendo na beleza de sonhos que, sim, verdadeiramente não discutem outra substância, o que me decola é menos que tudo isso.
Por vezes penso que seria bom apenas lavar a alma em banho quente, barrar um pouco os fios que caem no rosto, refrescar-me em camisola fria; trocar os lençóis e deixar que o coração sorria com algum filme tranqüilo. Desejar boas noites a outrem ainda que sem a intimidade social, popular que só ela.. Atitudes e posturas serenas afastariam almejos mais árduos, pelo simples fato de que não eram tão importantes assim..
Tópico frasal de base do texto, ideal mesmo, faria de nós todos menos conclusivos, tornaria a vaidade alheia aos nossos impulsos. Seríamos sábias crianças.

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