
Pecado não é substantivo. O que de fato existem são elementos que fazem pecar. Pecado é verbo, distinto por si só por relatividade tão nítida.
Belezas correm pelo mundo, por nossos olhos e ouvidos, assim como ácaros saltam do cobertor quando a gente faz faxina. Cada um absorve de uma forma, cada olhar define o que o agrada. No entanto agradar é pouco na perspectiva da luz.
Sentir-se bem não é o suficiente se tomarmos o egoísmo e a ignorância como pressupostos dispensáveis.
Eu diria que a felicidade venha sim, e que tudo que nos proporciona delícias a acompanhe. Cabe a nós a seleção do que nos embriaga, cega, e do que nos ilumina.
Que o efêmero até venha em momentos solitários, sem consequências ou invasões: a liberdade é de todos. Por outro lado, a música boa, que faz sorrir ou chorar de emoção (o que não exclui o sorriso,) que o docinho raro, a leveza do ar e o quentinho do abraço, que a pureza, enfim, nos atinja de imediato e preencha qualquer pseudo-vazio que a loucura criou.
Que a vontade da viagem até continue, mas seja certa e colorida.
Porque, agora, mais do que nunca, o amor é prioridade.. e o sonho, embora não o ultrapasse, o rodeia como libélulas em crianças na piscina
e o poliniza tal qual passarinhos e borboletas brincando num jardim
quase secreto.

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