sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sad but True.



Existem soldados que guerreiam cegamente em nome de líderes com menos visão ainda. Há aqueles que vão para a guerra, mas não gostariam de estar lutando por justificativas mastigadas, tão fúteis, carregadas de soberba. Guerras também contam com soldados que se recusam a ser soldados: enfrentam o país, a política-monstro que se acha maior que os homens, defende seus princípios sem esquecer de atacar o mau quando, este, o esbarra.

A diferença entre o mal e o bem é que um soldado benevolente não ataca, ele enxerga direitos humanos no olhar de quem sofre, ele defende. Defende a si próprio, já que renegar, ceder em excesso, o faz negar a própria vida: heresia imensurável.
Um soldado bom não é omisso, não luta por lutar, mesmo discordando com o líder que o mandou para o combate.
O bom vê o equilíbrio entre preservar a integridade do seu oponente, por mais que a sua crueldade tente intimidar; e defender a sua missão.

Já fui a guerreira que permanecia na guerra, sem muito encanto exteriorizado, sem muita crença. Já fui uma guerreira que lutava sem saber direito até que pontos as armas são perigosas e se todas as nossas habilidades são, de fato, dádivas.

Hoje, meu caro, hoje luto com plena consciência de que estou numa guerra.

Não comecei a guerra, não ataquei sequer o mais distinto próximo de mim. Admito até que já cedi quando não deveria e me calei quando poderia ter feito justiça. O fato é que hoje eu me defendo e defendo o que acredito, se a base do mesmo for o amor.
Hoje entendo que as minhas qualidades não me dizem quem sou, porque o mais vil dos meus atacantes podem contar com elementos similares do que me torna hábil. São as nossas escolhas que desvendam nosso propósito e não o que infla nosso ego.
Que o orgulho próprio seja motivo de riso ou de um diazinho mais feliz quando estivermos nublados. Vaidade é um detalhe ínfimo que nasce na Terra e por aqui fica, portanto não merece tanta atenção.

O que interessa é o caminho pelo qual nosso coração opta.
Tendo certezas puras e grandiosas como essas, soldados do terceito tipo conseguem defender-se sem deixar que a soberba tome conta ou que, pelo outro lado, deixem atacar-se sem ao menos tentativas de defesa.

É difícil para um coração tão fantasioso e alegre admitir estado de guerra.
No entanto, após a nitidez de tal realidade,
um soldado bom
luta.
Guerreia para preservar sua vida, batalha para tentar libertar coisa boa.
Porque assim como flores brotam tímidas em rochas secas,
valores bons podem ser dispersos, independente de quem o absorve, independente de quem os dita:
para o bem, vale a pena tentar.

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