terça-feira, 20 de julho de 2010

It's time.

Por mais que existam os fones de ouvido, botas confortáveis, travesseiros sofisticados e dias azuis que te tentam a pular e dançar enquanto o ônibus não chega; por mais que exista prazer, sexo, alcool, rock n roll e beijos embriagados, ainda assim, o mundo sempre esteve em guerra. E quem não faz nada é omisso à própria condição. Condição além do ser ou do estar. Nossos anjos nos aconselham a sentir e nos protegem mesmo que não os escutemos. O exemplo está lançado.
Mesmo sem grandes responsabilidades, mesmo que, ao menos por enquanto, Deus te permita sorrir e beber, se descabelar por catarse, mesmo assim, se apesar da alegria há culpa, culpa que não se explica, missão que se conhece, significa que sem ação os sonhos não passam de idéias frustradas.
E pensar assim é suicídio.
Eu falo excessivamente em sonho e liberdade, mas o fato é que eles são a minha realidade. É o que me torna viva, o que me dá faz queirosa de emoção, movimento e amor!

Sair da névoa encantada pode soar cruel ou triste demais, já que a importância da imortalidade da criança nos guarda. No entanto quebrar a arredoma nada mais seria do que respirar toda a teoria, todas as crenças, lembranças, certezas, sorrisos, luzes. Depois que tudo tomasse conta do próprio corpo que inspira, a magia da existência forçaria o exalar, e a saída da névoa paradisíaca teria, por fim valido a pena. Afinal, o indivíduo que saísse dela lamentavelmente deixaria seu mundo de lirismo e amor, com a diferença de que, agora, toda vez que respirasse,
a sua própria essência o condenaria a libertar amor, bondade e magia e assim como uma doença do bem, a contaminação seria imediata.
E tudo viraria névoa encantada de novo.

Correntes começam de um elo. Um elo deve almejar o outro, e ainda que a corrente nunca se feche, os elos iniciais são felizes por construir esperança.

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