
Me divirto sem saber exatamente com quem ou sem certeza alguma do destino dos risos. O que interessa é o bem que fazes ao liberar energia boa e a gratidão que deverias ter ao absorver a tal alheia. Eis o que faço, com a mesma incerteza, sempre. O negócio é sentir se vale a pena, auto-provocar-se evolução: sem paradigmas.
A humildade que julgo ser correta a obtenção me impede de reclamar de ignorantes que me julgam ou que simplesmente julgam, portanto me vejo num papel único e solitário de fazer, sorrir e sentir sem esperar absolutamente nada em troca.
Não nego que por vezes, até longas, me vejo triste diante da realidade crua, visto que por mais que eu fale, viva, veja e me encante com o poder dos sonhos, sei do real. E ele pode ser muitíssimo cruel se resolves mudar o foco de atenção.
Digo ainda que choro sim, sem orgulho (fato acrescido a parcela nada ignorável de vergonha.) Seja pela beleza descomunal do céu ou por uma cena de amor em cuja definição não caberia outra palavra a não ser 'perfeita'. O fato é que eu me emociono mesmo com absolutamente tudo e as vertentes da minha essência como a de qualquer ser humano existem. Quer dizer, por hora tenho minha emoção decaída numa tristezinha doida, sabe. No entanto, majoritariamente, a sensação é boa, de que todas as minhas emoções me convertem para o bem. Nunca as tenho voltadas para um ódio sem fim, toda minha raiva tem um fim certo: o arrependimento.

Um comentário:
"Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria."
Pablo Neruda
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