sábado, 19 de junho de 2010

Fantasia, sim!




Um lugar onde eu possa andar fantasiada
Uma fantasia com a qual maus olhos não cruzam

Pedrarias na testa, enfeites pequenos nos pés
Perfume das Arábias ou um doce aroma francês
Decotes profundos
no colo
nas costas
Meu corpo seria apenas o manequim

Molde para um só sonho
Bagagem para todos eles!
Ajram, Jackson ou Bach
tocariam ao fundo
enquanto todo o design se transforma

Pisando areias do deserto, cavalgando em camelos alados
Príncipes de turbantes, já coroas!
Europa e mar mediterrâneo,
barcos e vestidos gregos

Cabelos agora loiros, olhos cada vez mais solares
me vejo num outro mundo
sem ter atravessado a Atmosfera

Desenho, recorto e costuro
sacudo o tecido, me caem brilhantes
pós estelares me transportam

Com um chapéu branco entro num celeiro vermelho
Descubro um cowboy solitário
que sorri: eu cheguei!
os campos lá fora não são nada
perto da energia que temos para correr

Por entre embaraços,
tropeçando em pés de árvores,
um beijo agora é meio
que nõs poe num show barulhento
figurino pouco, grandioso! Tal qual o croqui

Ele sempre ao meu lado
seja a vida que for
Não o conheço,
tampouco a tal vida

O mais provável é que cada sonho
não me venha no mundo que vos falo
O mais impossível
é ousar perseguí-los ainda aqui

Resta saber se o sensato é uma
conformação tranquila
ou uma aventura que excita,
aborrece,
cansa,
mas te dá razão para existir.

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