domingo, 25 de abril de 2010

happy sigh



De que adiantaria sair se a independência continuaria relativa? Se é que existe alguma emancipação em termos, não creio que seja essa a que anseio.. Também não digo que tal fato é dado por orgulho próprio (mesmo porque me considero cada vez menos diante do mundo,) ou por revolta, rebeldia juvenil (bom, eu to tranquila.)
Queria fazer o certo com um pouco de dignidade e alguns momentos incrivelmente alegres. E, sabe, isso eu já vivo.
Se for pra sair que seja dependendo do meu próprio esforço diante do cansaço de trabalhar e receber por isso. Que ninguém tenha a capacidade real de me cobrar nada, não por arrogância, mas porque, ah, isso é chato. Desejo paz pra todo mundo assim como preciso dela pra pensar. Eu teria discplina para alcançá-la, acho. Acredito no bem, no amor, em tudo isso. Então a idéia de viver nas costas de alguém eu deixo para os animais e seus rebentos. Eu consigo andar, com a Graça de Deus, e por incrível que pareça, após tantos anos de espera, eu já tenho até idade pra trabalhar!
Caso exista mesmo a necessidade de estudos e de esforço em prol de alguma labuta, que seja essa a minha rotina inevitável. Estudar, ler o que me encantar, ouvir o que me elevar e beijar o que o destino me mostrar como certo.
Num precisa de forçar barra não. Pra nada, sabe...
Isso não significa, não pra mim, que a gente deva ser passivo diante da vida. Só é um reflexo de uma compreensão recente, de que... tudo bem que pra tudo tem seu tempo, mas são os nossos passos que dirão se as nossas atitudes serão eternas.
E eu só não quero viver em vão...

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