Tô sem nada pra fazer e não consigo dormir, então vou escrever.
Dessa vez to me lixando pra métrica, pra ética, pro cético ou pro estético. Mesmo que, com essa introdução, eu me contradiga um pouco.
Ah, essa loucura, essa confusão que tá sempre comigo. Ou não! Porque às vezes eu insiro uma certezanos meus atos que incomodam muita gente e ME surpreendem. O tragicômico da história é que arrependimentos estão por aí, rondando, nos atormentando... e é onde o ciclo da confusão encontra o seu recomeço.
Alguns dizem que nada do que planejamos dá certo, ou que, embora dê, perde a graça da conquista repentina.
Acontece que meus planos têm tanta emoção e o caminho é tão cheio de surpresas boas que eu a cada dia sei menos o que concluir! Que merda de inconstância! Me rotulo como passional mas não estaria eu, neste momento, registrando todo o raciocínio das minhas sensações?
Pff além disso, qual a importância de saber o que realmente somos? Sabemos nosso nome e olhe lá! Portanto, tópico vencido.
O fato é: o que fazer agora? Atuar, estudar, viajar, cortar o cabelo, comprar biquinis, incitar uma revolução, pegar um chapéu e ir pra roça, comprar um Peru de Natal, um buquê de rosas brancas pra minha mãe? Nossa, Oh mundo vasto! Quanta graça em coisa grande! Quanta besteira em coisa pequena!
Teria valor quem se joga nas Artes pra trazer alegria ou quem se fecha num paletó para defender nossa gente?
São muitas as opções excitantemente perturbadoras! Eu to excitada! E invisivelmente perturbada!
Agradecida, numa encruzilhada. Com o peito doendo, literalmente, e sinto que meu coração e minha cabeça têm se entendido, acredita? Pois é.
Eu não me orgulho de tanta filosofia confusa. Não acredito nela, embora a pratique constantemente. Toda vez que eu leio que são as perguntas que movem o mundo, eis o poder do questionamento e blábláblá, eu me esforço sinceramente pra tentar concordar... mas eu não consigo!
Corra atrás de perguntas pra tu ver onde tu vai parar. Eu te digo: tu não vai sair do lugar! Corra atrás de respostas, siga o seu coração pra alguma coisa boa, de fato. Porque no fundo, sabe, bem no fundo, todo mundo conhece o que é BOM e o qué é MAU, de fato. É uma questão de instinto.
Quando nascemos não sabemos nossa missão nessa vida e muito provavelmente não a descobriremos anos mais tarde. O negócio é ir perseguindo sua felicidade e jamais soltar as mãos do anjinho que todo mundo recebe como bênção de Deus.
As coisas que eu digo PARECEM inocentes. E toda a fragilidadeda expressão do que sinto, não quer dizer que eu não tenha força. Só me faz alguém que valoriza o sensorial e deixa a inteligência da briga pra quando realmente vale a pena. Se é que essa merda de briga adianta de alguma coisa.
Ah,
Vai chegar um dia em que todos os conflitos serão resolvidos com amor.
E haverá tanto amor, que não será mais necessário resolver conflitos.
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