Queria as vezes que minhas dores só fossem sentidas com a minha mãe ao meu lado, sejam elas sensoriais ou psíquicas. Se é que elas devessem existir.
As vezes eu só queria um copinho de chocolate e um edredon geladinho pra dar risada de algum programa idiota. Mas daí eu olharia pro céu lá fora, a noite, linda... E eu sentiria vontade de ficar linda assim. Como a lua, que tem fases, por vezes desaparece mas sempre volta triunfantemente humilde.
É por isso que eu continuo lutando mesmo que as dores existam. Estou ciente de que os caminhos que eu escolho precisam de coragem para serem trilhados. E por mais que eu me permita uns roupantes de lágrimas em momentos tão contidos de desespero, eu preciso continuar tentando meus sonhos.
Com a Graça de Deus já alcancei tanta coisa que eu jamais esperava que acontecesse tão cedo...
As vezes,
eu me vejo como uma daquelas mulheres fortes que, tempos atrás foram julgadas só por vestirem calças e sentirem vontade de batalhar por um emprego fora de casa. Mulheres que, hoje, são vistas como à frente do próprio tempo.
Não me vejo dessa forma com pretensão, até porque não sei até que ponto é vantajoso lutar contra as convenções do mundo. Talvez fosse melhor ter plena certeza de que a sua percepção da vida já basta, e se conseguires passá-la para aquele que ama, já é o bastante. No entanto algo me incomoda quando eu vejo um erro e eu sinto vontade de lutar.
Sabe, eu acho que sou forte.
Porque força não é a ausência do choro, mas como voce lida com ele. A atitude que te move a partir de um sentimento.
Eu ainda acredito muito...
Em coisas que provavelmente ririam de mim ou me julgariam de alguma coisa, de qualquer coisa.
Mas eu penso que a dor também passa! E o medo não é nada quando voce acredita.
And I think to myself
What a wonderful world!


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