sexta-feira, 9 de outubro de 2009

But she has...



A gente erra muito, né... É tanto desvio de caminho, que se não fossem as fotos da gente neném... na praia... talvez não saberíamos mais o ponto de partida.

Viemos do céu. Todos. E o céu é tão grande... Infinito. Azul. Que nem o mar que eu sonho, que nem o lugar de onde viemos, afinal!

Eu parti do meu próprio sonho e fui lançada ao mundo. Igualmente azul. Mas nem tanto... Porque na Terra temos falhas, geográficas mesmo, morros... vales. E as vezes os tombos são inevitaveis, pra quem ainda engatinha.
Tantas metáforas, coerentes, mas com uma finalidade difícil: aliviar arrependimento.

Eu errei muito. Repito. Meu unico argumento é que... estou perdida. Muito mesmo. Mesmo. Não em meus valores, não sob influências.

Minha confusão está no amor.

Meu gênero é certamente mais lírico que dramático. Não gosto de sentimentos trágicos. Mas, admito que, nessa vida, talvez eu ame muito mais. mais do que eu gostaria de receber. Não o amor abstrato, porque sei e valorizo aqueles que o despejam a mim. No entanto o amor traduzido no tato, em palavras poéticas... Enfim, não é o gesto que mais recebo no meu cotidiano não-idealizado.

E é o meu sonho mais secreto e bem cuidado.

E a verdade é que eu to sempre sozinha. Me apegando a fotos que me lembram que essa vida é linda demais. E que Papai do Céu é muito bom comigo. Eu realmente sou grata.


Cometi faltas com a consciência do meu coração. E a plenitude só é utópica se estivermos vendados no caminhos.

Assim como a dúvida do ato, quanto às aparencias, ainda tenho dito que não são confiáveis e, por isso, faço questão de garimpar os

diamantes
que guardo
dentro de mim.

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