
O humano é relativo demais e já não me inspira tanta confiança.
Crescer na base da porrada não é gostoso, mas contra fato não há argumento: força, é consequencia.
Diante de uma dor, nem sempre adianta encolher-se.
Me entorpecia para cessar o sofrimento, no entanto, sofro por me entorpecer.
Não quero mais. Não brinco mais comigo, eu me devo respeito por ter chegado até aqui.
Eu opto pela paz. De espírito, de essência. Porque ela, sim, sempre me diz o valor do certo.
Cansei de breves sessões de álcool e da insanidade que ele proporciona. Cansei de homens que iludem ou são tão descarados que nem retórica têm para iludir. Talvez eu nunca tenha curtido, de fato, mas experimentações são válidas.
Entendi a hora de parar.
Aprecio minha velha tendência à boa simplicidade, de deitar na grama e rir da própria sombra, do natural, do Sol quentinho. Amigos fiéis, gente terna.
Sem soberba.
Sem jogos.
Eu não sou bipolar como eu pensava que fosse. Entretanto, me envolvo em perigos vazios quando me deixo levar por paixões. Sejam elas quais forem. E isso não é bom.
Não é bom, porque nada que é vazio faz sentido e toda paixão é cega por definição.
Mesmo que eu esteja bem intencionada, me enlouquecendo em busca de um amor maior, o caminho é torto. E sementes de girassol não resultarão em rosas. O conteúdo é interessante, sincero, mas o solo semeado é estéril. Logo, toda a loucura foi em vão.
Ninguém mereceria que atravessasses seus princípios de vida para ser conquistado. Quando há pureza, há reciprocidade sem esforços paradoxais, conflituosos.
Não esconda seus valores por alguém. Eles são toda a certeza que tens. A sua força.
O amor desabrocha.
Assim como uma flor.
Que é plantada, regada e cuidada.
O adubo encontra-se dentro de ti, no coração.
O que já tens, portanto, é demasiadamente valioso para ser jogado em qualquer terra.
Se queres amor, se acreditas nisso, de fato,
não se violente.

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