Sim, uma criança.
Crianças, ao menos a que cultivo, não realizam grandes feitos, mas refletem a luz. Clareiam seus próprios sentimentos a cada pipa que avistam no céu ou em cada poema que escrevem sobre a Primavera. Andam de mãos dadas e sorriem ao descobrirem a textura de um beijo. Se divertem com isso e repetem a dose sem malícia, mas com vontade! Uma menina sapeca, um jovem, tem a eternidade nos braços, mas age como se o mundo fosse parar amanhã.
E, na velocidade da luz, os fatos giram e denunciam paixões proibidas... ou não. São amores até bonitos demais se vistos pelos mesmos olhares tão fixos e quentes.
Por que eu não me arrependo das minhas loucuras cometidas? Por que a minha teoria é tão mais pobre? Talvez porque a poesia esteja nos fatos, e não nas palavras.
Eu pratico com toda a selvageria que tenho, e ela não é tão grande, mas é tudo que tenho! Então significa muito. Meus pensamentos são vagos, relativos, perguntas reflexivas de um bom livro de filosofia, mas... não tem graça usá-los. Têm sentimentos porque minha linguagem é poética, no entanto é a minha prática, ela sim, é inesquecível.
Eis onde volta a missão...
Uma retórica perfeita não é nada, perto do que se vive em atos espontâneos.
Entretanto, eu ainda não tenho certeza... de nada. Só do que já vivi. E sorrio quando lembro.

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