mesmo que a repercussão se concretize após a morte do poeta,
ele escreve.
Muitos para denunciar os céticos,
outros para influenciar uma tendência,
mas, os verdadeiros, escrevem, simplesmente e automaticamente,
para esvaziar um pouco o que transborda de seu coração
(e não de sua cabeça)
para aliviar a própria alma.
Em tempos de guerra,
em tempos em que o amor é tão utópico quanto achar o Reino Perdido de Atlântida,
ainda assim,
o poeta escreve. Como uma conseqüência, afinal, anterior ao agir, acredita-se.
Talvez ele não tenha tanto o poder da retórica:
nem tudo que flui como a perfeição de um leito de um rio, através das mãos,
sái da mesma forma pela boca.
Mas a força de querer, ao menos, tentar esquentar os visionários da humanidade,
faz o poeta querer falar.
Gritar, esquecer um pouco suas vaidades, se tornar um missionário por um mundo inteiro, o fortalece.
Dizem que viemos e não sabemos que serviço deveremos prestar para que o paraíso seja nosso destino final.
Entretanto, na dúvida da função, esquece-se de enxergar o que encosta na ponta do nariz.
Se começássemos a SENTIR, de fato, o que o poeta visceral deixa escapar de si,
a parte ativa seria um passo muito mais fácil, mais puro,
e bem sucedido.
Há muito o que fazer...
Dont be afraid.
Your heart keeps the revolution.
Find your real key that came with you from heaven.

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