"Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu"
Nem a noite. Nem dormindo, nem no cochilo de tardinha, nem sofrendo no colchazinho de abdominal. Ele tá vazio, mas fica gritando, fica sorrindo e as vezes chorando de nervoso. Pior mesmo é quando ele nem chorar consegue. Fica mudo, com carinha de criança tristinha. E ninguém aparece, quando aparece, confunde.
A mensagem que a mente envia é que o preenchimento anterior era o encaixe perfeito mas as suas paredes é que estavam meio doentinhas e voce não soube o que fazer. Seu corpo o expulsou.
A mente não é tão racional quanto deveria, porque ela lê a música, e como fica abismada com o poder do significado, ela joga a bomba pro coração. Que... canta, chora. Manda a bomba pros olhos, que vão pra janela olhar a Lua, as estrelas que consegue avistar, a noite bonita. A mente na verdade é fraca, esperta, mas fraca. É por isso que o coração é mais confiável. Ele é verdadeiro e, mesmo que te diga em entrelinhas, a compreensão é perfeita, porque a linguagem dos sonhos é a mesma.

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